...Miguel Rodrigues...
Elias Monteiro suspirou profundamente antes de começar a falar.
— Filha, Miguel... Há algo que preciso lhes dizer. — Ele olhou para nós dois com uma expressão séria. — Como vocês sabem, a situação da fazenda tem se deteriorado rapidamente desde a morte de sua mãe, Isadora. — Disse direcionando seu olhar para isa. — Estamos enfrentando dificuldades financeiras cada vez maiores, e não sei mais o que fazer.
Eu e Isadora trocamos olhares preocupados, esperando para ouvir o que ele tinha a dizer.
Elias continuou, visivelmente tenso:
— Recentemente, recebi uma oferta de compra pela fazenda Monteiro. É uma quantia considerável, o suficiente para nos livrar das dívidas e garantir um futuro estável para nós. Eu sei que isso pode ser um choque para vocês, mas... estou pensando seriamente em aceitar. — completou.
Um silêncio pesado pairou sobre a sala enquanto absorvemos suas palavras. A ideia de vender a fazenda, que era parte da família Monteiro há gerações, era difícil para Isadora aceitar, isso se via em seu semblante sério.
Isadora se levantou do sofá, com lágrimas nos olhos, e disse com determinação:
— Pai, por favor, não podemos vender a fazenda. Ela é parte de nossa história, de nossa família. Eu sei que as coisas estão difíceis agora, mas podemos encontrar outra maneira. Vender a fazenda não é a solução.
Elias olhou para ela com uma mistura de tristeza e compreensão, mas também com um certo peso de responsabilidade por manter a família financeiramente estável. Ele respirou fundo antes mesmo de responder com voz firme.
— Eu entendo sua posição, minha filha. Mas precisamos encarar a realidade. As dívidas estão se acumulando, e não temos mais recursos para mantê-la. Vender a fazenda é a única saída que vejo para evitar uma ruína completa.
Isadora balançou a cabeça, lutando contra as lágrimas.
— Mas e tudo o que construímos aqui? As memórias de nossa família, os momentos felizes... Não podemos simplesmente desistir disso tudo.
Enquanto Isadora e seu pai continuavam a conversar, eu mantive meu silêncio, ponderando sobre a situação. Era evidente que a fazenda tinha um significado profundo para Isadora, e compreendia sua relutância em vendê-la. No entanto, eu sabia de algo que talvez mudasse o curso dessa discussão. A fazenda não seria vendida, pelo menos não enquanto eu pudesse intervir. Afinal, eu havia investido meu próprio dinheiro para sustentá-la, um fato que Elias Monteiro desconhecia. Poderei dar a ele o valor que aniquile toda a dívida que ele possui, na qual eu desconheço e fazer a mesma prosperar novamente.
— Sinto muito senhor Monteiro, mas não poderá vender a fazenda. — me coloquei de pé, observando a espreita a reação de Isadora. — Enquanto estava bêbado em seu sofá, eu tomei a iniciativa de investir meu dinheiro na sua fazenda, para que ela não caísse totalmente. Amanhã mesmo os seus trabalhadores que saíram por não receber seus pagamentos, voltaram a trabalhar para a fazenda Monteiro, e se precisar de dinheiro para pagar todas as suas dívidas, eu lhes darei. — Eu disse, sentindo Isadora me abraçar.
O desejo ardente que senti naquele momento me pegou de surpresa. Enquanto abraçava Isadora, seu perfume suave e envolvente parecia penetrar em minha pele, despertando sensações que eu mal conseguia conter. No entanto, a presença do seu pai na sala me fez recuar, lembrando-me da delicadeza da situação e da necessidade de respeitar os limites.
Tentei manter a compostura, afastando os pensamentos mais impróprios que surgiam em minha mente. A presença de Elias Monteiro ali, agradecendo-me pela minha ajuda, serviu como um lembrete constante da responsabilidade que tinha assumido ao decidir ajudar aquela família.
Enquanto o abraço de Isadora se prolongava por mais alguns instantes, concentrei-me em controlar meus impulsos e manter uma postura respeitosa diante da situação. No entanto, a chama do desejo queimar dentro de mim, uma fagulha de tentação que eu sabia que precisava resistir.
Isadora olhou para mim com surpresa, claramente não esperando por essa revelação. Seu pai, por outro lado, mostrou-se inicialmente atordoado, mas depois seu rosto se suavizou com um misto de alívio e gratidão.
— Você fez isso por nós? — perguntou ela me soltando ainda incrédula.
— Sim, fiz. E não foi pela fazenda, foi por vocês. Eu sei o quanto este lugar significa para sua família, e não poderia ficar de braços cruzados vendo-o ruir. Estou disposto a ajudar no que for necessário para que a fazenda Monteiro se recupere e prospere novamente — respondi, olhando diretamente nos olhos de Isadora.
Elias Monteiro parecia emocionado com a revelação.
— Meu filho, não sei como agradecer por esse gesto generoso. Estou profundamente tocado pela sua ajuda e apoio. — ele disse, visivelmente emocionado.
— Não há necessidade de agradecimentos, senhor Monteiro. Estamos juntos nessa jornada agora. — respondi, oferecendo um sorriso reconfortante.
Isadora permaneceu em silêncio por um momento, processando toda a informação.
— Obrigada, Miguel. Você é um anjo em nossas vidas. Nunca esquecerei o que fez por nós — disse, com a voz embargada pela emoção.
— Esse gesto não ficará esquecido, me diga o que quer. Não temos dinheiro agora, mas podemos dar um jeito. — disse Elias.
— Quero que você, Isadora, aceite casar comigo. — eu disse, tendo a atenção dela sobre mim.
— O que? Já conversamos sobre isso, Miguel. — disse, desviando seu olhar.
— Podemos ter a mesma conversa hoje, amanhã e todos os dias que quiser. Mas eu não vou desistir do que sinto por você. Sei que as circunstâncias não são ideais, mas estou disposto a esperar o tempo que for necessário para conquistar seu coração. A fazenda, o dinheiro, nada disso importa para mim se não estiver ao seu lado.
Ela pareceu pensar, e após um longo período olhou para a minha funcionária que trouxe os cafés e depois voltou o olhar para mim.
— Quero que me contrate para trabalhar com você. O dinheiro que me dará pelo serviço, você pode ir descontando até quitarmos o que você investiu na fazenda. — disse, me pegando de surpresa.
— Prefere trabalhar do que casar comigo? — Mostrei um sorriso mínimo. — Outra mulher não recusaria meu pedido.
— Outra mulher é outra mulher, eu sou eu, senhor Rodrigues. — ela me desafiou.
— Ótimo, então conversaremos sobre esse assunto no meu escritório, vamos. — falei, deixando o café de lado. Eu só queria um uísque e lamentar o fato de a mulher que amo preferir trabalhar para mim a casar comigo.
O senhor Monteiro se despediu e foi embora. Enquanto isso, Isadora me acompanhou até o escritório. Assim que ela entrou, eu a encurralei na parede.
— O que pensa que está fazendo, senhorita Monteiro? Acha que não aceitando o casamento comigo fará eu desistir da ideia? Ao contrário, você só me deixa mais louco por você com sua rebeldia e seu modo de se mostrar tão difícil.
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Atualizado até capítulo 50
Comments
Giorgia
ELE ESCONDE ALGO MUITO SÉRIO, OU NÃO ESTARIA FALINDO EM UMA SEMANA.... Na noite da morte, queria pagar Miguel, uma quantia alta, prelo cuidado desta na sua ausência e, agora está falido???? Em 7 dias????...
TEM ALGO MUITO ERRADO NISTO....
E QUEM LHE PROPÔS A COMPRA?
QUEM JÁ SABE DA SUA SITUAÇÃO FINANCEIRA, SE MIGUEL ESTÁ BANCANDO AS DESPEZAS????
AÍ TEM!!!!!
2025-01-28
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Rosemare Araujo
falta de maturidade sua isa!!
2024-10-08
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Maria de Fatima Chaves
Aff Isadora idiota nunca importou com a fazenda agora não quer vender vai entender hein
2024-09-22
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