...Isadora Monteiro...
Acordei com os raios do sol invadindo o quarto, despertando-me lentamente para um novo dia. Movendo-me sobre a cama, permaneci deitada por um momento, perdida em pensamentos sobre Miguel. A lembrança de seus olhos sobre mim, percorrendo meu corpo, me deixava arrepiada. Ele é tão bonito, tão masculino...
Mordisquei o lábio inferior, antes de finalmente me levantar da cama. Tomei um banho rápido para despertar completamente, fiz minha higiene bucal e me vesti com uma blusa vermelha xadrez, uma calça jeans e uma bota confortável. Estava pronta para enfrentar o dia.
Desci para a cozinha e encontrei meus pais animados, desfrutando de uma tranquila refeição matinal. O aroma do café fresco pairava no ar, enquanto eles conversavam animadamente. Me juntei a eles à mesa, deixando-me envolver pela atmosfera acolhedora daquela manhã familiar.
— Bom dia família. — cumprimentei, me servindo com café. — Ah pai, Miguel veio deixar as chaves ontem, estão na mesinha da sala. — Falei e ele concordou com a cabeça. — Sobre o que estão conversando? — indaguei animada.
— Bom dia querida. — disse eles dois em uníssono.
— Estamos falando sobre Miguel Rodrigues. — respondeu meu pai. — O menino cresceu bastante e se garante nos torneios, ele ganhou ontem. — Mostrou um sorriso tranquilo.
— Como sempre. — completou minha mãe. — Mas não ganhou só um troféu e um prêmio em dinheiro. Também ganhou um beijo de uma das fãs da plateia, a mulher o pegou desprevenido. — disse ela, com um tom de curiosidade na voz.
Ouvindo aquilo, senti um misto de surpresa e desconforto. O beijo inesperado de uma desconhecida não era algo que eu esperava ouvir logo cedo. Mas tentei disfarçar minhas emoções, mantendo uma expressão neutra enquanto tomava um gole de café.
— Um beijo de uma fã, hein? — Comentei, tentando soar casual, embora por dentro estivesse intrigada com a situação. — Deve ter sido um momento inesperado para ele. — mostrei um sorriso sem graça.
Meus pais assentiram, continuando a conversa sobre o torneio e os acontecimentos da cidade. Enquanto eu os ouvia, minha mente ainda vagava para Miguel e para o beijo da desconhecida na plateia. Será que ele gostou do beijo? O que ele sentiu?
— Ele correspondeu ao beijo? — Indaguei sem pensar, deixando escapar minha curiosidade.
Meus pais me olharam com uma certa curiosidade, claramente surpresos com a pergunta.
— Não sei, filha. — respondeu minha mãe. — Ele estava atordoado. Foi pego de surpresa, não teve ação no momento.
Percebendo que talvez estivesse indo longe demais no assunto, meu pai decidiu mudar de tópico.
— Mudando de assunto, comprei uma cabrita para você, filha. Ela é tão linda, você precisa vê-la. — ele disse, desviando do tema sobre Miguel e o beijo.
Eu assenti, aceitando a mudança de assunto. Por mais que a curiosidade ainda persistisse em minha mente, decidi deixar o assunto de lado por enquanto, focando na nova adição à nossa fazenda.
Fiquei calada, aproveitando meu café, enquanto deixava a conversa sobre Miguel e o beijo de lado por um momento. Assim que terminei, avisei meus pais que ia ao galpão para ver o novo cabritinho que meu pai mencionou. Antes mesmo de sair, preparei uma mamadeira com leite para ela, garantindo que estivesse pronta para alimentá-la.
Dirigi-me ao galpão, observando os capatazes trabalhando enquanto eu caminhava. O sol brilhava sobre a fazenda, iluminando o caminho à frente. Chegando ao galpão, senti uma sensação de calma e familiaridade enquanto me aproximava do novo membro da nossa fazenda.
Ao me aproximar da pequena cabrita, sorri ao vê-la balançando sua cauda e brincando com um pedaço de palha. Ajoelhei-me ao seu lado e estendi a mamadeira de leite.
— Olá, pequenina. — murmurei suavemente, observando seus olhos curiosos me examinarem. — Está com fome?
A cabritinha balançou a cabeça e aproximou-se da mamadeira, começando a mamar com entusiasmo. Enquanto ela se alimentava, acariciei sua cabeça macia e fofa.
— Você é tão adorável, vou chamá-la de Nina. — comentei, sorrindo para ela. — Mal posso esperar para ver você crescer forte e saudável aqui na nossa fazenda.
A cabritinha continuou a mamar, parecendo completamente à vontade em minha presença. Eu fiquei ali, aproveitando o momento tranquilo ao lado dela, grata pela oportunidade de cuidar de um animal em nossa propriedade.
Enquanto alimentava a pequena Nina, meu olhar foi atraído para o portal do galpão. Para minha surpresa, lá estava Miguel, encostado no portão, observando-nos com uma expressão suave no rosto.
Levantei-me um pouco surpresa por encontrá-lo ali, mas também sentindo uma pontada de excitação em ver seu rosto novamente.
— Olá, Miguel. — falei, tentando manter a voz calma e casual.
Ele se aproximou lentamente, seus olhos encontrando os meus com uma mistura de emoções indefiníveis.
— Olá, Isadora. respondeu ele, sua voz suave e acolhedora. — Eu não queria interromper, vim para conversarmos como você me disse ontem.
Sorri, sentindo o coração bater mais rápido em meu peito. Era estranho vê-lo ali, mas ao mesmo tempo, era reconfortante tê-lo por perto.
— Fique à vontade para ficar e conhecer o novo membro da nossa fazenda. — convidei, indicando o pequeno cabrito ao meu lado. — Ela é adorável.
Miguel se aproximou, observando Nina com um sorriso gentil.
— Ele é realmente fofa. — concordou ele, antes de voltar seu olhar para mim. — Como você está, Isadora? Ontem foi um momento tão conturbado, que eu não a convidei para ir ao torneio.
Senti meu rosto corar ligeiramente com suas palavras, mas sorri em resposta.
— Estou bem, obrigada. — respondi sinceramente. — Meu pai me convidou, mas estava tão cansada que não tive vontade de ir. — falei lembrando-me do que soube hoje.
— Entendi. — ele me mostrou um sorriso, revelando seus dentes tão brancos.
— A propósito, parabéns pelos seus prêmios. Ainda ganhou um beijo de graça. — sussurrei "Beijo de graça" baixinho, desviando o olhar.
— Obrigado. — disse ele. — E sobre o beijo, não me interessou, não se preocupe com isso. — disse, pegando-me de surpresa. Achei que ele não tinha ouvido.
Meu olhar se desviou, incapaz de encarar seus olhos por um momento, mas logo retornei meu olhar para ele, encontrando sua expressão sincera e tranquila.
— Ah, entendi. — respondi, tentando parecer indiferente, embora meu coração ainda estivesse batendo rapidamente por tê-lo ali. Era um alívio saber que o beijo da estranha, não tinha afetado ele.
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Atualizado até capítulo 50
Comments
Alvaneide Campos
Acho que vai ser um amor lindo ❤️
2025-02-07
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Elizabeth Fernandes
Amando a história ❤️🌹
2025-03-13
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Rosemare Araujo
já tá com ciúmes😍😍
2024-10-08
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