...Isadora Monteiro...
O jantar na casa da fazenda Monteiro foi preparado com esmero, refletindo o calor e a hospitalidade da família. A mesa estava adornada com uma toalha de linho branco impecavelmente arrumada, e as velas acesas emitem uma luz suave, criando uma atmosfera acolhedora. Sobre a mesa, uma variedade de pratos deliciosos aguardava o convidado da noite, que minha mãe fez questão de convidar, os pratos exalam aromas tentadores.
Havia uma travessa de carne assada, dourada e suculenta, acompanhada por legumes frescos cozidos no vapor. Ao lado, uma salada verde crocante, salpicada com nozes tostadas e queijo ralado, oferecia uma explosão de sabores refrescantes. Uma tigela de purê de batatas cremoso ocupava o centro da mesa, perfeitamente adornada com um toque de manteiga derretida.
Na cozinha, minha mãe e eu pegamos o último prato para colocar sobre a mesa, trocando sorrisos cúmplices enquanto compartilhamos o prazer de preparar uma refeição que meu pai tanto ama. Quando estávamos prestes a sair da cozinha, meu pai entrou, seu rosto se iluminando com um sorriso caloroso ao sentir os aromas tentadores que se espalharam pela cozinha.
— Ah, que delícia! — exclamou ele, olhando ao redor da cozinha com admiração. — Vocês duas realmente se superaram dessa vez. Mal posso esperar para me deliciar com essas iguarias.
Troquei um olhar orgulhoso com minha mãe antes de subir para tomar um banho e esperar o convidado da noite chegar.
Após um dia agitado na fazenda Monteiro, decidi subir para o meu quarto e me preparar para o jantar. Caminhei pelo corredor iluminado, sentindo a suavidade do carpete sob meus pés descalços. Chegando ao meu quarto, respirei fundo e entrei fechando a porta atrás de mim.
Me despi, entrei no banheiro e liguei o chuveiro, deixando a água quente escorrer pelo meu corpo cansado. Deixei-me envolver pelo vapor reconfortante, permitindo que a tensão do dia se dissipasse lentamente.
Dirigi-me ao closet e comecei a escolher minha roupa para a noite. Optei por um vestido longo de seda azul marinho, que caía elegantemente sobre meu corpo, realçando minha silhueta. O tecido era macio ao toque, e os detalhes em renda delicada acrescentam um toque de sofisticação.
Com cuidado, coloquei o vestido, senti-me confortável e ao mesmo tempo elegante. Em seguida, escolhi um par de sapatos de salto baixo, perfeitos para caminhar pelos corredores da fazenda sem perder o estilo. Terminei o look com alguns acessórios discretos, como brincos pequenos e uma pulseira delicada.
Depois de me certificar de que estava satisfeita com minha aparência, dei uma última olhada no espelho e sorri para meu reflexo. Estava pronta para desfrutar de uma noite agradável na companhia da família Monteiro e do nosso belo convidado.
Deslizei pela porta do meu quarto e desci as escadas, sentindo-me confiante e ansiosa pelo jantar que estava por vir. Afinal, não há nada como uma boa refeição à noite.
Assim que terminei de descer as escadas e entrei na sala de jantar, meus olhos procuraram automaticamente por Miguel. Ele já estava sentado à mesa, conversando animadamente com os meus pais. Nossos olhares se encontraram por um instante, e senti meu coração dar um salto dentro do peito.
Miguel me lançou um sorriso gentil e eu retribuí, tentando controlar as borboletas que começavam a dançar no meu estômago. Seus olhos castanhos pareciam capturar a luz da sala, refletindo uma intensidade que me deixava sem fôlego.
Com um aceno discreto de cabeça, me juntei aos demais à mesa, tentando disfarçar a leve agitação que sentia. A presença de Miguel sempre exercia um certo poder sobre mim, e eu lutava para manter minha compostura diante dele.
Enquanto desfrutamos do jantar que foi servido, trocamos algumas palavras entre nós.
— Parece que a fazenda está em ótima forma, Miguel. Você tem feito um trabalho incrível cuidando de tudo por aqui — comentou meu pai iniciando uma conversa leve.
Miguel sorriu, a gratidão brilhando em seus olhos enquanto olhava para mim.
— Obrigado, Sr Monteiro. Eu só estou fazendo o meu melhor para manter tudo funcionando sem problemas.
— E como vão as coisas na sua fazenda? — perguntou meu pai, demonstrando interesse genuíno.
— Está tudo bem. Tem sido um ano movimentado, mas as coisas estão indo bem. — respondeu levando a primeira garfada de comida até a boca.
A conversa fluiu naturalmente entre nós, e eu me vi relaxando na companhia de todos. Havia algo reconfortante na presença de Miguel, algo que me fazia sentir em casa, mesmo estando longe da cidade.
À medida que a noite avançava e o jantar transcorria, nossos olhares se cruzavam ocasionalmente, transmitindo uma conexão silenciosa que era difícil de ignorar.
Enquanto meu pai e Miguel se dirigiam ao escritório, fiquei curiosa para saber o que eles tinham para conversar. No entanto, minha mãe me chamou para ajudá-la na cozinha, e eu não pude acompanhar a conversa.
Juntas, minha mãe e eu começamos a limpar a cozinha e lavar a louça. O tempo passava lentamente enquanto trabalhávamos, e eu não pude deixar de me perguntar sobre a natureza da conversa entre meu pai e Miguel. Parecia que eles estavam lá dentro por um longo tempo.
Enquanto lavávamos as louças, trocamos algumas palavras sobre o jantar e outros assuntos triviais. No entanto, minha mente continuava vagando para o que poderia estar acontecendo no escritório. Eu estava ansiosa para descobrir o que estava acontecendo, mas sabia que teria que esperar até que meu pai e Miguel terminassem sua conversa.
Enquanto estávamos na cozinha, minha mãe percebeu que havia esquecido algo do lado de fora e decidiu sair por um momento para buscar. Enquanto ela estava lá fora, sai devagar para curiar o que eles tanto conversavam. Até que ouvi um estrondo alto que me fez estremecer. Instantaneamente, meu coração acelerou ao lembrar da minha mãe.
Com o coração apertado, corri até o quintal, ela estava caída no chão.
— Mãe. — Minha voz tremia enquanto me aproximava dela, desesperada para ajudá-la.
— S-sai daqui, vá... — ela tentou falar com dificuldade, seu rosto contorcido pela dor. — vá para dentro. — implorou, sua voz fraca e trêmula, enquanto ela estava com dificuldade para respirar.
As lágrimas inundaram meus olhos enquanto eu lutava contra o pânico e a confusão. Eu sabia que precisava seguir suas ordens, mas meu instinto me dizia para ficar ao seu lado.
— Não mãe, não por favor....— murmurei, minha voz sufocada pela emoção enquanto olhava em volta para ver quem havia atirado.
Um homem desconhecido, vestido todo de preto, veio se aproximando, e meu coração disparou de medo. Instintivamente, me levantei e comecei a correr em direção à casa, gritando por meu pai.
— Socorrooooo.... Socorroooo... Papai ....— minha voz se desfez em soluços enquanto implorava por ajuda, cada passo pesado e incerto ecoando na escuridão da noite.
O som de um tiro ecoou pelo ar, me fazendo parar abruptamente em meu caminho. O homem desconhecido havia disparado para o alto, me ordenando a parar com uma voz áspera e ameaçadora. Aterrorizada, eu parei e olhei para ele que tinha uma arma apontada em minha direção.
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Atualizado até capítulo 50
Comments
Giorgia
O pai dela também é mafioso?.. Afinal a mãe levou um Tito, e se comportou como se isso não fosse uma surpresa, apenas um perigo, e que iriam pegar a filha também....
Será que são mafiosos e sabem do perigo que correm, por isso vieram para a fazenda?
Aliás, o noivo que sumiu no dia do casamento, não foi dito o quê aconteceu com ele....
Será que tem dedo dele nisto????
2025-01-28
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Elizabeth Fernandes
Será que o pai tbm é mafioso
2025-03-13
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Rosemare Araujo
deve ser vingança de inimigos!
2024-10-08
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