CAPÍTULO 17

No meu caso sempre fui livre de pensar como eu quero sem a pressão religiosa, não sigo religião por não confiar nas Igrejas feitas pelo homem. Então não tenho nada a temer para que o padre possa fazer alguma coisa para mim. Ele é apenas um ser que se acha um Deus coisa que ele não é. Embora eu nunca tenha acreditado em religião, mas isso não quer dizer que eu não acredite em Deus, acredito sim, mas tive a sabedoria de entender o que está escrito nas escrituras.

E sei bem as leis de Deus e dos homens. E acredite, existe uma grande diferença entre a interpretação dos homens como a de Deus. Mas mudando de assunto eu estava preso sobre as cordas ao lado da mulher que estava exausta que não conseguia nem falar. E o que eu vi nela me deixou mais revoltado, porque antes deles terem apreendido haviam castigado ela com chicote de couro trançado. Havia marcas pelo corpo todo. Eu disse um oi para ela que não conseguia falar quando eu fui surpreendido.

Alguém por ordem do padre me deu uma chicotada nas costas. Eu não era nenhum cristão e não podia aceitar aquela humilhação, apanhar de graça sem fazer nada. Isso não podia ficar assim. Apenas quis descobrir mais a respeito do padre, mas pensei a troco do que eu ia fazer? Se eu sabia quem era ele, menos as pessoas cegas que acreditavam em tudo o que ele dizia. Ou tinha medo dele. Eu vendo a mulher quase morta, e eu preso sem poder fazer nada. Tinha que agir, me concentrei nos poderes que aquela capa tinha, fui libertado das cordas, e libertei a mulher também com um raio que saiu misteriosamente da capa.

As pessoas em volta quando viram que eu tinha me libertado e libertado a mulher ficaram revoltados me chamando de feiticeiro, e incentivado pelo padre queriam me apedrejar, estavam dispostos a me assassinar junto com a mulher. Pedi para que a mulher ficasse atrás de mim que nada de mal ia acontecer com ela. Eu estava tão revoltado com o abuso de autoridade daquele padre. Que passou anos escravizando aquelas pessoas que na hora não pensei em mais nada. Usei os poderes da capa e fiz o padre ficar preso sobre as cordas, e era a vez dele sentir o calor do fogo que estava abaixo dos pés dele prestes a queimar o padre. Deixei o padre amarrado e as pessoas estavam com medo de mim que soltaram as pedras que tinham para me apedrejar.

Pedi para que as pessoas se acalmassem que eu não ia fazer nada de mal a elas, e pedi que alguém fosse até a igreja buscar água benta. Eu queria mostrar porque o padre estava agindo daquele jeito. Quando alguém me trouxe algumas garrafas de água benta eu fiz o padre confessar todos os seus crimes. Ele não quis pelo orgulho ferido, mas ao sentir as chamas do fogo pegando ele pelos pés, confessou todos os seus pecados e crimes contra aquela cidade.

As pessoas ficaram revoltadas que queriam apedrejar o padre. De herói ele virou bandido da história. Eu vi que eles estavam dispostos a matar o padre, eu pedi para que elas me escutassem. Sim, agora elas estavam dispostas a me ouvir. Aleguei a elas que não valia a pena sujar as mãos cometendo o mesmo crime que o padre estava incentivando. E que na verdade o padre era tão vítima quanto elas.

Queriam saber como isso era possível. Então joguei água benta no padre e disse: Demônio saia desse homem e vá para as profundezas dos infernos. Eles viram que uma sombra negra saia do padre que se sacudia e soltava espuma pela boca quando na verdade o demônio não queria sair do padre. Eu gritei mais alto dizendo. “Em nome de Jesus filho de Deus vivo, e o poder do espírito santo, eu ordeno que saia desse homem. O demônio não era um só havia 7 demônios que fizeram do padre ser escravo, há muitos anos.

E fazia o padre fazer daquelas pessoas escravas também. Quando os demônios saíram do padre jogaram ele para bem longe. E aqueles sete demônios foram até o casarão que diziam que era mal assombrado. O padre caiu no chão pelo impacto e aos poucos ele foi recuperando seus sentidos. Ficou confuso sem saber o que havia acontecido.

— O que está acontecendo?

— Padre, o senhor não lembra o que aconteceu? — Perguntou uma senhora que era amiga do padre.

— Não lembro de nada, acho que dormi a muito tempo. Afinal de contas, o que foi que aconteceu? — Todos estavam confusos com a nova personalidade do padre. Aquele padre arrogante autoritário que mandava e desmandava não existia mais, era um padre dócil fala mansa suave nas palavras.

— Esse não é o padre que conhecemos, deve ter acontecido alguma coisa com ele. — Expliquei para as pessoas que não era ele que agia daquela forma. E que era o demônio que havia se apoderado do corpo dele e fez dele um escravo.

— E por causa disso fez de vocês serem escravos também.

Todos ficaram admirados com a nova postura do padre, que alegou não lembrar de nada o que aconteceu nesses últimos dois anos desde que chegou à cidade. Apenas lembrou do dia que saiu da cidade de Florianópolis e pelo caminho aconteceram coisas estranhas. Eu não querendo assustar as pessoas, falei baixinho para o padre que adiasse um pouco a história que ele pretendia contar. Eu havia chegado à conclusão que o padre passou pela mesma situação que eu. E agora tudo começa a fazer sentido, vou querer saber tudo o que aconteceu com ele quando vinha para cidade. Tem a ver com aquela estrada em que muitos morreram acidentados. Ou dizendo melhor assassinados por algum fantasma, ou demónio. Agora as coisas começam a se encaixar. É muita coisa ao mesmo tempo. Tem que ser uma coisa de cada tempo, não posso querer abraçar o mundo com as pernas, tenho que resolver caso a caso.

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