Segui viagem acreditando que finalmente chegaria em paz na cidade que eu estava indo. Doce engano. Quando meu carro parou de andar. Achei que tinha acontecido alguma coisa. Ele se afogou misteriosamente e não andava de jeito algum.
Para o meu desespero estava bem no meio do caminho e eu tentava ligar e nada, fui ver o que tinha acontecido com o motor.
E quando levantei o capô algo que eu vi me fez estremecer. Era o vestido branco da mulher que estava no meu caminho tentando me impedir de seguir viagem. Minhas pernas tremeram sem entender porque aquelas coisas estavam acontecendo.
Logo eu que nunca acreditei nessas coisas. Joguei aquele maldito vestido branco fora e voltei para o carro e liguei, e misteriosamente aquele vestido foi levado pelo vento através de um redemoinho.
O que mais me deixou espantado foi que aquele vestido estava sendo levado na minha frente me tirando a concentração que quase desviei o caminho. Por pouco não sai fora da estrada e não desço a ladeira abaixo. Estava impaciente com essas coisas estranhas, justamente naquela noite sem saber o que estava acontecendo.
Eu precisei apertar o acelerador e seguir a viagem, se não eu ia chegar no dia seguinte. Mesmo com aquele vestido branco rolando na minha frente, eu seguia a viagem.
E de repente, sem mais e sem menos, dou de cara com diversas cruzes à beira da estrada sem entender porque daquele mistério. Será que é o fim do mundo eu ver essas coisas nessas curvas malditas. Eu precisava me manter frio e não perder a cabeça antes que eu sofresse algum acidente. Estava difícil ultrapassar aquele maldito vestido branco, quanto mais eu acelerava mais o vestido era levada pelo vento com a mesma velocidade do meu carro.
Então eu constatei que era algo sobrenatural que estava querendo me dizer alguma coisa.
Eu precisava estar calmo e tentar sair daquele pedaço de estrada e chegar num lugar mais seguro. Liguei o rádio e comecei a ouvir música, e por uma coincidência na rádio começou a tocar uma música do cantor Daniel sobre a nossa senhora aparecida. Eu que era ateu não gostava de rezar.
Mas aquela noite comecei rezar pedindo proteção e segui viagem ouvindo aquela musica que acalmou meu coração e as coisas voltaram ao normal e não vi mais aquele vestido branco maldito.
Que desapareceu das minhas vistas. Embora sendo noite de lua cheia estava escuro porque a lua se escondia atrás das enormes árvores que haviam dos dois lados da estrada, eu tinha que ligar os faróis, meu medo que faltasse gasolina. Embora eu tenha abastecido bem o carro. Mas ainda estava longe de um próximo posto para que eu pudesse abastecer novamente, e chegar a essa cidade onde meus tios moravam.
E a viagem que estava prevista para chegar à meia noite não se concluiu. Viajei a noite inteira chegando ao meu destino às seis horas da manhã na casa dos meus tios. O meu tio se chama Pedro, e a tia Joana. Contei o que havia ocorrido, e eles ficaram horrorizados com a história e queriam saber todos os detalhes.
— Hum! Conta-me tudo o que aconteceu ao meu sobrinho! — Dissera Joana, minha tia.
— Porque vocês querem saber, se eu não acredito mais nessas coisas!
— Deveria acreditar, porque o que aconteceu com você, e ter chegado vivo foi um milagre!
— Como assim milagre? Perguntei a eles assustado.
— Por acaso não passou por uma estrada que havia diversas cruzes à beira da estrada?
— Sim, eu passei, mas o que isso tem haver?
— Meu tio Pedro passou a mão sobre a cabeça, em seus poucos cabelos e não sabia se devia me contar, ou não. Olhou para a minha tia com a expressão séria esperando um sinal se devia falar a verdade, já que eu não acreditava nessas coisas de assombração. A minha tia fez sinal positivo que eu deveria saber a verdade dos fatos.
— Pois é, meu sobrinho. Aquelas cruzes que estão à beira da estrada são o número de pessoas que morreram em acidentes naquela curva.
— Como assim? Perguntei a eles assustado.
— É isso mesmo que você ouviu. Muitos acidentes aconteceram misteriosamente naquela curva, aliás, chamam de curva maldita. — Eu confesso que fiquei chocado, custando acreditar, passei a não duvidar de mais nada. Acredito eu que existem mais coisas entre o céu e a terra. E não consigo entender porque justamente agora depois de adulto com quase 30 anos essas coisas estejam acontecendo comigo.
Essas histórias eu costumava ouvir quando ia dormir na casa dos meus tios. E para dizer a verdade, quando era criança de fato eu tinha muito medo. E quando meus tios contavam essas histórias eu não conseguia dormir de tanto medo que eu tinha.
Depois que eu cresci passei a não acreditar. Ainda mais quem vive na cidade grande que são ateus por natureza. Pessoas da cidade grande são muito materialistas para acreditar em algo sobrenatural.
Mas depois daquela experiência não duvido de mais nada. Fiquei me perguntando: será que todos aqueles acidentes que aconteceram naquela curva maldita tem haver com aquela mulher de branco que me seguia durante a minha viagem?
Se eu sendo ateu que não acredito em algo sobrenatural, entrei em pânico com o que estava acontecendo comigo, imagina aquele que acredita.
Enquanto meu tio relatava a respeito dos acidentes, eu ficava imaginando que aquela mulher de branco perseguindo um de cada vez fazendo eles perderem o controle e sofreram acidentes. É um mistério que ninguém consegue desvendar, se alguém relatar esse fato para a imprensa vai ser motivo de chacota em todo lugar que for, e ninguém vai dar crédito, e ainda vão chamar de louco.
Eu contei para os meus tios porque realmente eles acreditam em mim.
Mas não posso sair falando isso, se não vão me chamar de louco, e louco eu não sou. O que eu vi foi real demais para ser fantasia da minha cabeça? Mas vou bancar um detetive e investigar essa história. Preciso desvendar esse mistério. A pergunta é como e por onde começar?
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Atualizado até capítulo 51
Comments
Eva venenosa 💮🌸🌿🌱🐍
se não acredita, logo irá
2025-01-01
0
nimorango
pode ser que sim ,pode ser que não
2024-02-29
0
nimorango
mas já vimos que acredita para de repetir logo eu que não acredita
2024-02-29
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