CAPÍTULO 12

A primeira batalha do bem contra o mal foi vencida. Mas isso não quer dizer que eu tenha que deitar na rede e descansar. Nada disso, sinto que é apenas o começo das minhas batalhas espirituais. Por alguma razão eu vim parar nesse paraíso perdido, esquecido pelo homem. Há muita coisa que eu preciso fazer. Eu sei que eu não posso mudar o mundo. Mas posso tentar melhorar muita coisa começando por essa cidade que para mim ainda é uma aldeia.

Uma civilização esquecida pelas autoridades maiores, lugares como esse é protegido pela natureza, e salva das mãos do homem que só sabe destruir com a sua ganância. Fato. Mas pelo fato do homem não valorizar esse pequeno mundo, dá espaço para outros seres invadirem esse lugar. Preciso descobrir porque coisas estranhas acontecem nesse fim de mundo, por mais lindo que seja.

E aquela capa preta vai me ajudar a desvendar esses mistérios. Os amores que eu tive em outras encarnações. A razão pela qual a minha vida se tornou solitária, e porque eu fugi dos amores que eu tive a chance de viver e ser feliz? Para mim tudo é um enigma que eu preciso desvendar. Estou pisando num terreno desconhecido que a razão desconhece a emoção, e vice versa. Aquela história que a minha tia me contou a respeito do meu tio ter sido curado quando bebeu água oferecido por um senhor negro, me deixou inquieto.

Qual é o mistério? Ainda preciso descobrir quem foi a bruxa que fez aquele feitiço que fez com que meu tio passasse 20 anos bebendo, perdendo toda a sua juventude. Sem contar os riscos de vida que ele correu quando dormia no meio das matas, exposto a ser mordido por cobras venenosas. E mais sendo humilhado por todo o lugar que ele ia. Sem contar que era rejeitado por todas as garotas por quem ele se apaixonava. Eu preciso saber se de fato ela ainda existe. E nem sei se ela está viva. Mas com certeza ainda vou descobrir muita coisa, tenho que estar preparado para muitas surpresas que virão daqui para frente.

E tenho que estar bem preparado para não ser pego de surpresa. Quanto a montanha o mistério foi revelado, o castelo de pedras que nem em sonho eu poderia imaginar que existia. E as coisas que eu vi eram mais reais do que eu mesmo imaginei. Mas falando em bruxa, estou me lembrando de um fato que aconteceu, e foi com a minha família. Morávamos no interior, e trabalhávamos na lavoura. Meu pai tinha terras, e plantava soja, milho, feijão, trigo e milho. E outros produtos agrícolas.

E dentro das nossas terras morava uma família estranha na forma de viver, lembro como se fosse hoje quando não se falava em outra coisa, há não ser a mulher que morava em nossas terras. Era uma bruxa. Se é lenda ou real isso não tenho certeza. Mas há suspeitas de coisas estranhas que aconteceram. O casal tinha 5 filhos, e trabalhavam na lavoura. Mas moravam em nossas terras.

A minha mãe era corajosa e determinada que quando queria uma coisa não desistia fácil, e acredite, ela conseguia o que queria. Ela infernizou um juiz da cidade próxima para que aquele casal saísse. E não é para menos. Eles podiam ser donos de um pedaço de terra sem precisar pagar. Bastava fazer um documento como uso campeão .

Mas não foi por essa razão que a minha mãe queria eles longe das nossas terras. E sim quando ela descobriu que de fato era uma bruxa. É difícil acreditar, mas essa história aconteceu. da seguinte forma. Meu pai costumava ter insônia à noite e não conseguia dormir, e quando dormia alguém o sufocava quase matava ele sufocado. Um dia desses, a minha mãe ouviu ele gritando por socorro, alegando que estava sendo sufocado por alguém. Então ela falou a seguinte frase.

— Passe aqui amanhã bem cedo para buscar uma xícara de sal. — Porque diz a lenda que quando uma pessoa está sendo sufocada, é só dizer que vem buscar uma xícara de sal. E no dia seguinte, bem cedo antes do sol nascer, se aparecer uma determinada pessoa. Com certeza aquela pessoa é uma bruxa. E foi o que aconteceu. No dia seguinte, bem cedo antes do sol nascer, estava lá a vizinha querendo uma xícara de sal. Como assim uma xícara de sal? Se de manhã se toma café, e não comida salgada?

Foi aí então que a minha mãe teve a certeza que ela era uma bruxa. E o fato foi comprovado que quando finalmente o juiz determinou que o casal tinha que sair das nossas terras. Ela rogou uma praga que depois que eles saíssem a minha mãe ia perder um filho. E de fato, 4 meses depois perdi meu irmão que foi atacado por vermes. Coincidência ou não, esse fato aconteceu.

E para dizer a verdade, a morte do meu irmão foi tão dolorosa que até hoje não consigo suprir. É um luto que eu carrego há muitos anos. E não consigo curar essa ferida não cicatrizada na minha alma. A imagem que eu guardo dele, é quando minha mãe balançava ele no colo e ele não respirava mais. E ela pediu para que meu pai levasse o quanto antes no hospital, meu pai era muito acomodado. E quando resolveu levar era tarde demais. E meu irmão me olhava com aquele olhar triste como se estivesse me pedindo socorro. Eu tinha apenas 9 anos de idade, um menino ainda sem saber o que poderia fazer para salvar. E quando ele morreu, eu não me conformava.

Não foi uma ou duas vezes que eu senti a sensação que ele me chamava de algum lugar, porque costumávamos ir sempre juntos levar a criação de gado para os matos. Passei dias chorando a morte dele. Até que um casal conhecido falou-me que um dia ele ia voltar, e por incrível que pareça eu acreditei. E acreditando nessa possibilidade, acalmou o meu coração.

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