CAPÍTULO 15

Estou chegando à cidade onde reside o tal casarão mal assombrado. Fiquei chocado com a cena que eu estava presenciando. Uma mulher acusada de bruxaria estava prestes a ser executada sobre uma fogueira. Motivo! A prática de bruxaria, magia negra. E pior, o que me deixou de queixo caído foi que o martírio estava sendo comandado por um padre.

Alguma coisa estava errada, e pelo que eu fiquei sabendo o padre era uma autoridade máxima na pequena cidade. E uma palavra dele era lei. E pelo que conheço algumas histórias a respeito de padres que se julgam acima da lei. Andam com a bíblia embaixo do braço. E usam alguns códigos para usar em benefício próprio. E aqueles que nunca leu a bíblia se deixam ser manipulados facilmente.

E com medo das leis do padre, aquelas pessoas se submetem aos caprichos dele. Fazem tudo o que ele manda. E quase todos da cidade estavam lá com tochas de fogo prestes a queimar uma mulher indefesa. Sem ninguém por ela. Eu estava dentro do meu carro tentando encontrar uma explicação básica dentro de mim.

Um sentimento melancólico se apoderou-se de mim, eu não sabia se eu sentia raiva da mulher quando lembrei de uma bruxa que fez mal ao meu tio. E aquela que fez a minha mãe perder um filho, meu irmão que até hoje não consigo esquecer aquele olhar triste tentando dizer para que eu a salvasse. Mas aí não era aquela bruxa má. Ela parecia pessoa do bem indefesa prestes a morrer porque pelo que fiquei sabendo ela era apenas uma benzedeira, e que benzia pessoas doentes e deixava curadas.

E a fogueira estava pronta. E as pessoas enfurecidas porque achavam que tudo que acontecia no casarão mal assombrado era obra de bruxaria por parte dela. Eu não podia deixar ela morrer se antes investigar o que de fato aconteceu naquele casarão.

Segundo relatos, só ela conseguia entrar naquele casarão assombrado. O fato dela ir sem medo não quer dizer que ela seja responsável por tudo que acontecia no casarão.

Eu vendo aquele padre arrogante impondo o medo nas pessoas obrigando fazer o que elas não queriam, que era cometer um assassinato. E isso me deixou irado, mas eu não tinha nenhuma autoridade para impedir eles fazerem o que pretendiam fazer. O que eu ia alegar? Se eu não fosse nenhum delegado de polícia e muito menos um advogado. Mas era noite de lua cheia.

Tinha alguma coisa de errado nesse padre que estava me deixando incomodado. Alguma coisa estava querendo me levar há um passado distante. Para isso eu tive que vestir a capa preta, para adquirir poder e sabedoria. Eu acreditava que encontraria uma saída. E tinha que ser rápido antes que eles cometessem um assassinato com aquela pobre mulher. Ela tinha um rosto angelical que me lembrava alguém muito especial.

Só não conseguia lembrar quem ela foi na minha vida. E pelo que fiquei sabendo ela era jovem e bela que despertava paixões nos homens. E a razão disso tudo é que todos daquela cidade comentavam que ela fazia seus feitiços para deixar os homens encantados por ela.

Agora começo a entender aquele alvoroço todo para cima da pobre mulher que de bruxa não tinha nada. Eu não podia ficar sentado no banco do carro assistindo aquela barbárie e não fazer nada, eu tinha que agir. Vesti a capa preta que ficava perfeitamente bem no meu corpo, não entendia como aquela capa foi feita sobre medida para mim? É um dos mistérios que eu preciso desvendar.

Quando coloquei a capa preta senti algo poderoso se manifestando dentro de mim. Poderes sobrenaturais que nunca imaginei que poderia sentir um dia. Não era somente um poder que se apoderou sobre mim, e sim uma sabedoria incrível de saber dizer as palavras certas na hora em que eu ia intervir no trabalho sujo que o padre estava prestes a cometer em nome de Deus.

Eu ouvindo aquele discurso de ódio do padre contra aquela pobre mulher indefesa sem ninguém por ela, de repente despertou uma fúria incontrolável dentro de mim. Não perdi mais tempo, e sai do carro. E quando o padre ia autorizar um dos seus capangas cortar a corda para ela cair na fogueira. Eu gritei bem alto.

— Um momento! — Todos ficaram me olhando assustados me vendo com aquela capa preta que cobria meu corpo, e o padre com aquele ar de arrogância me perguntou.

— Quem é você? E o que faz aqui?

— Quem eu sou não interessa. Só quero saber com que direito acha que pode condenar uma mulher indefesa?

— Parece que o moço é muito corajoso vir aqui me desafiar, não sabe com quem está lidando, mas vou dar o benefício da dúvida. Essa mulher é acusada de praticar magia negra e feitiçaria!

— Não foi isso que eu fiquei sabendo, pelo que sei ela só fez o bem, e curou muitas pessoas que eu sei. E fazer o bem não é pecado.

— Deus não permite que se faça bruxaria.

— E quem é o senhor para falar em nome de Deus? Pois saiba que eu sei tudo a seu respeito. E não é só nessa vida e sim em outras encarnações que o senhor persegue os verdadeiros filhos da luz.

— Quando falei aquilo, o padre ficou pálido e nervoso porque toquei profundamente no ego dele.

— Vou dar mais uma chance, seu forasteiro, é melhor sair o quanto antes, se não!

— Se não, o que o discípulo do diabo?

— Como ousa desafiar seu impertinente?

— Não estou desafiando, estou apenas dizendo a verdade, conheço você há muitos anos atrás. O senhor é da mesma geração de escribas e fariseus, os mesmos descendentes que mataram os profetas de Deus, voltando à memória quando disse Jesus.

— Hipócritas que julgam com preceitos humanos, ai de vocês filhos do diabo, na verdade digo-lhes que vocês não morrerão até que vejam o filho do homem vindo com toda a sua glória, e os seus anjos para a colheita dos fins dos tempos.

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