Ana
Enquanto estávamos no carro de Adrian, ele constantemente me lançava olhares furtivos enquanto eu ocupava o banco traseiro ao lado de Amanda.
Em seguida, ele desviou o olhar para João, sentado no banco da frente ao seu lado, e comentou:
— Talvez seja melhor te levar diretamente ao hospital, garoto.
João prontamente ajustou seus óculos e respondeu:
— Obrigado, mas não é necessário, professor. Se precisar, minha mãe pode me levar.
O professor assentiu e continuou o percurso até a primeira parada na casa de Amanda. Ela saiu rapidamente do carro, despedindo-se e fazendo um gesto para que eu ligasse depois. Confirmei com a cabeça e o carro seguiu em frente.
À medida que nos aproximávamos da casa de João, uma sensação angustiante tomava conta de mim. A ideia de ficar sozinha com o professor no carro me deixava nervosa e apreensiva.
Ao pararmos em frente à casa de João, meu coração acelerou. Rapidamente, me ofereci:
— Eu posso descer e te ajudar, João.
No entanto, o professor interveio:
— Fique onde está, eu o ajudo.
João se despediu:
— Tchau, Ana. Voltaremos outro dia para pegar nossas bicicletas na trilha.
Confirmei:
— Claro, tchau João. Me ligue se precisar de algo.
Ele concordou enquanto o professor Adrian o acompanhava. Vi a mãe de João, tia Lúcia, abrir a porta e abraçar rapidamente o filho. O professor começou a conversar com ela, apontando para o carro onde eu estava. Afundei um pouco no banco, sem saber como reagir.
Após as despedidas e eles entrarem em casa, o professor voltou. Meu coração disparou, minhas mãos suavam e minha garganta estava seca, dificultando minha fala.
Quando ele entrou no carro, nossos olhares se encontraram e ele disse:
— Se quiser vir para o banco da frente, pode vir.
Incapaz de falar, apenas neguei com a cabeça. Ele franziu a testa ao ver minha expressão perturbada. Virou-se para frente, suspirou e deu partida no carro. Minhas mãos estavam geladas; nunca imaginei que ficaria tão nervosa.
Em certo momento, ele pigarreou e perguntou:
— Está tudo bem?
Finalmente encontrando minha voz, respondi baixo:
— Está, sim, professor.
Ao fazer uma curva, ele disse:
— Não estamos na escola, não precisa me chamar de professor.
Processando sua resposta por um momento, tentando me recompor e parecer mais calma, perguntei:
— Quantos anos você tem?
Ele olhou para mim pelo retrovisor, seus olhos fixos, e disse:
— Sou mais velho do que você pode imaginar.
Teimosa como sou, soltei:
— Bem, eu não acho. Parece ter uns 27 anos, no mínimo. É isso? Essa é sua idade!?
Percebi que ele estacionou o carro em frente à minha casa. Fiquei imóvel por um momento, ele também parecia sem saber como agir.
Sua voz ecoou no carro:
— Eu sou alguém de quem você precisa se manter distante, senhorita Monteiro.
Surpresa pelo que ele disse, saí rapidamente do carro, batendo a porta com força:
— É Ana, não estamos na escola.
Caminhei rapidamente para casa sem olhar para trás. Que sujeito estranho, às vezes parece querer se aproximar, outras se afasta novamente. Mas, querido professor, agora despertou meu lado detetive. Eu descobrirei mais sobre você, Adrian Blackwood. Ah, com certeza. Veremos quem você realmente é.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 104
Comments
teti andrade
eita que o negócio tá ficando interessante do jeito que Ana é, ela vai descobrir tudo bem rapidinho e Adrian vai simplesmente perdido nela
2025-03-01
0
Maria Izabel
Não adianta fugir Ana seu coração ❤️ e do professor já estão entrelaçados um com outro só falta saber sua história verdadeira
2024-07-19
1
Maria Medeiros
eles já estão se apaixonando um pelo outro 💓❤️💜
2024-04-25
1