CAPÍTULO 7

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...Três dias depois...

Acordo de repente, mesmo sem motivo. Dormi mal porque fiquei estudando até tarde na noite anterior. Esqueci de mencionar, mas terminei o ensino médio recentemente e, sempre que posso, reforço meu conhecimento. Também estudo outros idiomas, pensando no futuro. Minha mãe sempre fica feliz ao ver como sou dedicada.

Levanto-me da cama com preguiça, mas sigo para o banheiro tomar um banho. Em algumas horas, terei que encontrar o Sr. Collins. Ele insistiu que fosse pela manhã, já que terá uma reunião importante com sócios à tarde. Segundo ele, precisamos finalizar os detalhes para o casamento, que acontecerá em um mês.

Depois do banho, arrumo-me e passo um perfume suave. Meu cabelo está preso em um coque alto, e vesti um vestido vermelho simples, mas elegante. Não sou muito fã de maquiagem, então optei por algo básico.

Ao descer para a sala, encontro minha mãe mexendo no celular.

— Bom dia, mãe. — Digo, enquanto ela me lança um olhar carinhoso.

— Bom dia, querida. Vai sair? — Pergunta, notando que estou arrumada.

— Sim, vou encontrar o Sr. Collins. Quando voltar, conto como foi. — Respondo, pegando alguns biscoitos para comer antes de sair.

Dou um beijo na testa dela e me apresso para a porta.

— Assim tão rápido? Nem vai tomar café direito? — Ela pergunta em tom alto, ao me ver saindo.

— Desculpa, mãe, mas estou atrasada. Até mais tarde! — Fecho a porta e saio rapidamente.

 

A caminho da empresa

Vou para o ponto de ônibus. Desta vez, ele não está cheio, para a minha sorte. Coloco os fones e deixo a música embalar meu humor.

Depois de alguns minutos, chego à empresa. Quase adormeci no ônibus, mas o sol da manhã me revigorou. Respiro fundo, aproveitando o momento, e faço um breve alongamento. Percebo que alguns seguranças me observam sorrindo, mas ignoro. Após me aquecer, entro no prédio.

Falo com uma funcionária, que confirma que meu horário está agendado. Subo pelo elevador até a recepção. A mesma secretária de antes me olha de cima a baixo com uma expressão debochada, mas mantenho a postura e sigo em frente. Após uma breve ligação, ela avisa que posso entrar no escritório.

 

No escritório

Ao entrar, disfarço um bocejo e observo a sala. Vejo o Sr. Collins acompanhado de um homem que aparenta ser importante. Dou um "bom dia", e apenas o outro homem responde. Já percebi que essa interação será difícil, mas mantenho a compostura.

— Vamos direto ao ponto. A chamei aqui para fecharmos o contrato. Não quero erros no dia do casamento. — Diz o Sr. Collins, com seriedade, enquanto ajeita a gravata. — O Sr. Drummond, meu advogado, entregará o contrato. Leia com calma e tome sua decisão.

Ele permanece sério, sem se abalar com meu olhar fixo. Quase sorrio, mas consigo me conter. O advogado me entrega os documentos, que pego com cuidado.

Começo a ler com atenção, embora minha mente ainda esteja cansada por ter estudado tanto na noite anterior. O contrato estabelece que devo permanecer casada com ele por um ano. Durante esse tempo, não posso ser vista em público com outros homens, embora isso não impeça encontros discretos, desde que não sejam descobertos. Reviro os olhos, sentindo-me julgada, mas continuo lendo.

A parte mais importante é clara: durante o casamento, terei acesso aos recursos necessários para o tratamento da minha mãe. Isso faz meus lábios se curvarem em um sorriso. Também está estipulado que devo agir como uma esposa gentil e amorosa em público, mas não há necessidade de relações íntimas. Ele não pode me tocar sem minha permissão, o que, se violado, seria quebra de contrato.

Ao terminar a leitura, decido fazer uma pergunta.

— Pelo que li, o contrato é claro e direto. Mas tenho uma dúvida. — Digo, olhando para o Sr. Collins, que confirma com um aceno para que eu continue. Seu olhar fixo me deixa um pouco desconfortável, mas prossigo. — Por que o senhor me escolheu para isso?

Ele continua me encarando por alguns segundos antes de responder.

— Porque eu quis. — Responde calmamente, mas sua arrogância é evidente.

Respiro fundo, mantendo a calma.

— Entendido. — Digo, sem prolongar o assunto.

Estendo a mão, e ele me entrega uma caneta. Assino o contrato e entrego de volta.

— Mandarei alguém buscá-la no fim do mês para o casamento. Uma semana antes, apresentarei você aos meus pais. Por hoje é só. — Ele finaliza, e eu assinto.

Agradeço ao advogado, saio do escritório e desço pelo elevador.

 

De volta para casa

Na saída, um motorista se oferece para me levar, mas prefiro ir de ônibus. Aproveito a oportunidade para comprar um bolo para minha mãe. Faz tempo que não trago algo especial para ela, e sei que isso a deixará feliz.

Enquanto caminho, esbarro em uma mulher alta e bem vestida. Ela me olha de cima a baixo e diz, com tom de desdém:

— Você não olha por onde anda?

Levanto o rosto e respondo calmamente:

— Eu ia pedir desculpas, mas não vale a pena quando a pessoa não sabe o que é classe. — Digo, com um sorriso educado, mas sarcástico.

— Sem classe? Eu? Você jamais chegaria aos meus pés. — Retruca ela, rindo com desprezo.

Respiro fundo, controlando a irritação.

— Pode até ter classe, mas ética passou longe. Passar bem. — Digo antes de sair.

Dou alguns passos e olho para trás, percebendo o Sr. Collins observando a cena de longe. Ignoro e sigo meu caminho.

 

Chegada em casa

Depois de pegar o ônibus, chego em casa com o bolo em mãos. Assim que entro, minha mãe vem ao meu encontro.

— Filha, que bom que chegou! Estava preocupada. — Diz ela, sorrindo, enquanto me dá um beijo na testa.

— Desculpa, mãe. Não era minha intenção preocupá-la. — Respondo, sentando-me no sofá.

— E como foi com o Sr. Collins? Você assinou o contrato? — Pergunta, sentando-se ao meu lado.

— Sim, mãe. Assinei. O casamento será daqui a um mês. Antes disso, vou conhecer os pais dele. Já estou pensando em pedir que ele deixe você morar perto de mim durante esse tempo. Não quero ficar longe de você sem garantir que está bem.

Ela me observa com um olhar de preocupação, mas apenas sorri levemente.

— Filha, você ainda pode mudar de ideia, se quiser. — Diz, com gentileza.

— Não, mãe. Esta foi a escolha que fiz, e vou cumprir. É só por um ano. Tudo vai ficar bem. — Respondo com firmeza, antes de subir para o quarto.

Agora preciso me preparar para o que está por vir. Dentro de um mês, serei a esposa de John Collins.

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Comments

Magna Regina

Magna Regina

por incrível que pareça vc está certíssima, mulher nunca admira ou apoia uma mulher forte e empoderada que tbm confundem essa palavra empoderada não quer dizer rica e sim forte e de decisão sem mimimi

2025-03-08

11

Ira Rosa 🌹

Ira Rosa 🌹

vejo alguns comentários que me faz refletir que algumas mulheres não admira a outra por ser forte, firme, decididas..acho estranho isso pois preferem as fracas, chorosos e submissa!

2025-03-08

1

Rosangela Moreira

Rosangela Moreira

verdade muito bom está história atauzzinha e alguma peguete dele que ver kkkkk

2025-02-28

0

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