...• Sarah Coppola...
Não consigo mensurar a decepção que senti ao ouvir a voz do Klaus e saber que estava novamente nas mãos dele. Ver aquele sorriso presunçoso no seu rosto me irrita profundamente.
Eu realmente estava pronta para ir com Deus, quando aquele maledetto mencionou que havia chegado a hora de pagar por minhas ofensas.
Eu imaginei tudo, decapitação, afogamento, talvez ele me queimasse em uma fogueira, ou envenamento.
Quando ele abriu aquele quarto as minhas pernas perderam a força, quando ele disse que não seria brando eu realmente temi, por que era inevitável não lembrar o quanto Leonardo era bruto.
Ele surrou a minha bunda, mas tudo o que eu conseguia era gemer, ardia e queimava, mas todo o meu corpo estava se deliciando miseravelmente com aquilo, eu devo ter algum problema. Como isso pode excitar alguém? Eu nem mesmo sabia que poderia existir um prazer arrebatador como esse, eu odiava o quanto Klaus sabia comandar o meu corpo, que de forma voluntária e imoral dava a ele exatamente o que queria tirar de mim. Por um momento eu pensei que iria morrer, é possível morrer assim? Ao menos eu penso que seria uma boa morte comparada as outras que imaginei.
Eu não tinha forças para nada, mas ele era como um touro selvagem cuja energia nunca esgota, disposto a sugar tudo de mim. A sua punição era me lembrar de que aqui eu sou a sua escrava, submissa aos seus desejos mais primitivos.
E por que diabos eu penso que posso lidar com isso?! Por que quando ele está aqui tudo o que eu quero é que ele continue. Mas depois sou atingida pela realidade de que ele só me usou mais uma vez.
Eu nem mesmo sei como vim parar no quarto, e eu estava tão cansada que mal conseguia levantar, a minha mão estava enfaixada, e eu estava vestida, Bianca estava no quarto, estava colocando roupas no armário.
— Bom dia senhora, trouxe o seu café.
Olhei para a mesa, pães, geleia e queijos fez meus olhos brilharem, eu estava faminta.
— O que é tudo isso?
Perguntei encarando com confusão as sacolas no chão.
— O senhor Klaus mandou que trouxessem isso para a senhora.
O que ele queria com tudo isso? Me amansar? Deixar a minha cela confortável? Ele pode pintar essas paredes com ouro, isso aqui não vai deixar de ser o que é: uma prisão.
Levantei e segui para o banheiro, sentia minha intimidade inchada, e dolorida, mas era impossível que isso não acontecesse já que... bem... Fico constrangida só de pensar, por que de repente ficou tão quente aqui? Me viro para o espelho para trás encarando minha bunda cheia de vergões, é sério que eu realmente gostei disso? Meus seios estão marcados e sensíveis, bem como o meu pescoço, ele acabou comigo.
— Pervertida. Madre diria que você dona Sarah, é moralmente pervertida. Deus me por favor me perdoe.
Faço o sinal da cruz, e sigo para o banho. A água fria dessa vez é um alívio para a minha pele sensível.
Quando saio do banheiro Bianca ainda está ali, me sento com certa dificuldade e sirvo meu café.
— Acha que pode me trazer algum livro?
Perguntei. Já que minha vida é nessa cela precisava me distrair com algo.
— Preciso pedir permissão ao senhor Klaus para entrar na biblioteca.
— Por que me trata diferente dos outros?
Perguntei curiosa.
— Bom, você matou a governanta, e depois o senhor Klaus matou a Mirian por ter ignorado as ordens dele ao seu respeito. Eu não quero o mesmo destino.
Ela disse antes de deixar o quarto.
Fiquei sentada um bom tempo, de frente para aquele armário que antes estava vazio, se eu aceitasse isso eu teria que pagar de alguma forma.
No meio da tarde ouvi vozes alteradas no corredor, eu me encolhi por que seja lá o que for, se está vindo na minha direção não é bom.
Eu realmente estava destinada ao sofrimento.
As vozes se tornaram cada vez mais enérgicas, e eu reconheci duas delas, Bianca e a mulher que estava no banheiro ontem, discutiam, ouvi o barulho de um tiro. Minhas mãos começaram a suar e a tremer. Eu não tinha para onde correr, ou me esconder, a porta foi chutada quase partindo-se ao meio e aquela mulher entrou no quarto, mas não entrou sozinha, trouxe consigo seis homens, eu me encolhi ainda mais na cama, e tudo o que eu lembrava era o que ela disse na noite anterior, que me faria sofrer tudo o que a filha dela sofreu.
— Eu disse que nos veríamos novamente Coppola.
Eu não conseguia medir a dor que essa mulher sentia, mas ela realmente pensa que isso fará ela se sentir melhor?
— É ela. Divirtam-se rapazes, Klaus precisa dela viva, mas bem é outra coisa.
— Eu sinto muito, eu sinto muito...
Gritei com lágrimas nos olhos, enquanto aqueles homens avançavam em direção a cama.
— Seus sentimentos não mudam o que aconteceu.
— Fazer isso também não.
— Mas alivia, alivia essa dor que me consome todos os dias, de saber que os últimos momentos dela foram de completa agonia e desespero. Meu marido estava presente enquanto Klaus torturava o seu irmão. Ele se gabava de tudo que fez, mas implorou para que não tocassemos em você. É uma pena que Klaus tenha matado ele antes que ele pudesse ver o que vai acontecer aqui. Eu ficaria bem melhor ouvindo os gritos dele vendo a irmã ter o mesmo tratamento que deu a minha filha.
Ela gesticulou dando a permissão para aqueles homens seguirem, eu entrei em desespero, enquanto dois seguravam as minhas pernas, outros dois seguravam os meus braços, me imobilizando.
— Por favor, não... não...
— Isso, implora bastante. Ela fez o mesmo. Alex fez questão de dizer.
A roupa que eu usava foi rasgada, um deles ficou ao lado da cama e desceu a calça enquanto o outro subiu em cima de mim, eu entrei em choque, o meu corpo convulcionava em baixo dele, eu queria gritar mas não conseguia. Eu só conseguia pensar como Alex teve coragem de fazer isso com alguém. Quão perverso ele era, Alex era um monstro. Sinto nojo de cada vez que me lembro dele.
Quando encarei o homem acima de mim ele estava com uma expressão de dor, e caiu em cima de mim. Antes de apagar olhei para a porta. Klaus estava ali, será que ele concordou com isso?
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Atualizado até capítulo 110
Comments
Euridice Neta
Credo é muita gente odiando.ima menina que nem se quer imagina o que sua família fez com a de Klaus, eu ia preferir a morte a viver assim...
2025-02-04
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Ivanir Fernandes Barbosa
Não consigo parar de ler.
2024-08-29
0
Alissa Gilsseli
isso Klaus antes tarde do que nunca , mais veio
2024-08-22
0