Exatos dois dias depois, no prazo que dei a Luigi, meus homens entraram na sala trazendo a mulher arrastada, colocaram ela na cadeira, ela girava o pescoço em todas as direções, seu corpo estava trêmulo e era possível ouvir sua respiração irregular.
— Sarah Coppola.
Seu nome soou de um jeito ríspido, carregando todo o ódio que sentia por essa maledetta família, a mulher a minha frente se encolheu, um pano preto em seu rosto a impedia de ver todo o ódio e desprezo que sentia. Suas mãos e pés estavam atados por correntes. Ela era minha. Minha Escrava.
— Quero explicar o motivo de estar aqui, nesse mundo, os filhos pagam pelos pecados dos pais, não me leve a mal, mas eu gosto do sabor da vingança, dizem que ela é amarga, mas como dizem por aí, essas pessoas não tem um paladar sensitivo. Para mim ela é doce, saborosa, e merece ser apreciada, degustada.
Quanto mais eu falava mais ela de encolhia, mais os seus punhos fechavam, podia farejar seu medo e desespero.
— A sua vida esta prestes a mudar, Sarah Coppola. E não é para melhor.
Disse assinando os papéis do nosso casamento que estavam em cima da mesa.
Gesticulei para que Luigi retirasse aquele pano para que ela pudesse assinar. Seu olhar era de uma presa acuada e amedrontada, e ela estava certa em me temer, e descobriria isso em breve. Não a encarei. Eu a rejeitava profundamente, e o único motivo pela qual ela ainda estava viva, era para atingir aquele maldito.
— Assine.
— O que é isso?
— Isso te torna perante a lei como minha esposa. Mas para mim? Uma escrava.
— Não vou assinar isso seu maledetto.
Caminhei até onde ela estava, agarrei ela pelos cabelos, ignorando seus gritos de dor, levei ela até uma porta oculta, enquanto ela se debatia tentando escapar. Desci a escada, praticamente arrastando ela.
Nós paramos diante de uma estante, o cheiro desse lugar era nauseante, e a cara que ela fez denunciou que não estava acostumada a esse tipo de coisa. Cada espaço da estante tinha um souvenir mórbido, cada vidro continha uma cabeça, pertencente aos filhos de Magnus Coppola, nem mesmo os bastardos escaparam, eles eram os meus troféus. Havia um espaço vazio, destinado para seu pai, que seria ocupado em breve.
— Alex...
Ela sussurou baixinho, olhando para a recente cabeça que eu coloquei ali. Ela não fez questão de olhar os outros. Mas esse ela não apenas olhou como se sentiu abalada, foi um erro demonstrar fraqueza tão rápido assim.
— Acha que eu vou assinar aqueles papéis? Arrume outro espaço ali a direita, e prepare a minha cabeça, desgraçado.
Ela disse cuspindo no meu rosto, segurei o rosto dela a deixando muito próxima da cabeça do seu irmão, ela fechava os olhos tentando não olhar.
— Olhe para ele Sarah, quase não sobrou nada dele para seu pai enterrar sabia? Eu o desmembrei, fiz ele desejar o inferno na tentativa de se livrar das minhas mãos.
— Pare, por favor... Pare! Eu quero sair daqui.
Ela disse procurando o ar para respirar, estava em crise. Como eu sei? As semanas depois de enterrar minha mulher, meu filho, meu pai e meu irmão, foram semanas de caos e desespero. Era como estar afundando em um oceano com os dois pés presos a âncoras.
— Assinar aquele papel é a parte fácil Sarah.
— O que te faz pensar que ele se importa?
Ela disse desabando em lágrimas.
— Com você? Eu sei que não. Mas com as alianças que ele pode fazer usando você? Oh, isso sim importa para ele, Alex me contou antes de perder a cabeça, que seu pai pretendia casar você com um dos herdeiros da Camorra. Você vai assinar a porr*a daqueles papéis, e vai ser a minha escrava, e depois eu vou fazer questão de fazer você assistir como vou preparar a cabeça do seu pai para ocupar aquele lugar vazio. E só quando deixar de ser útil, eu coloco você ali também, não se preocupe, a deixarei ao lado do seu irmão.
— Maldito!
Ela gritou arranhando o meu rosto, como uma ferinha selvagem.
— Não há escolha para você aqui Sarah Coppola.
Arrastei ela para o escritório a colocando sentada.
— Assine essa porr*a!
Ela me encarou com ódio.
— Assine essa porr*a ou vou arrancar cada uma de suas unhas, e depois fincar alfinetes dentro do seu olho.
Rosnei.
— Eu te odeio.
— Ao menos uma coisa temos em comum, ou acha que estou casando por que te amo?
Dei risada.
— Você mereceu tudo de ruim que te aconteceu! Você MERECEU!
Ela gritou, me fazendo odia-la ainda mais, eu queria torcer a porr*a do pescoço dela.
— Você fala demais, conheço um ótimo jeito de fazer você calar a boca.
Disse, tirando o coldre, e depois o cinto, desci zíper, ela me olhou assustada.
— Vai assinar essa porr*a em silêncio, ou vou calar você enterrando meu car*alho até o talo na sua garganta.
Ela se encolheu na cadeira, o medo dela me divertia, claro que eu não ia fazer essa merda, mas ela precisava saber quem manda aqui. Sarah segurou a caneta com as mãos trêmulas, como se estivesse assinando sua sentença de morte. Dei risada desse pensamento, afinal era isso mesmo.
Ela assinou os dois documentos a sua frente, inclusive deixando eles molhados com as suas lágrimas.
— Levem-na e mande que a preparem.
Eu disse, enquanto levava aqueles documentos para a máquina de xerox.
— Klaus.
— Sabe que não tem volta Luigi.
— Vai declarar guerra contra outras duas máfias por conta da sua vingança, além de entrar em conflito com o conselho.
— O próximo passo é matar Magnus, ele não tem filhos, a preciosa filha dele pertence a mim, e ela é herdeira de tudo aquilo, que será repassado a mim, quando chegar a hora, já me assegurei disso. E quem não se curvar a mim, terá um lugar especial a sete palmos do chão. Acha que não pensei em tudo Luigi?
— Esta ligado a ela, sabe que existem os códigos, Klaus.
Disse, me lembrando sobre a merda das leis arcaicas que nos regiam.
— Pessoas morrem a todo instante Luigi. Ela é tão ridiculamente frágil, não vê?
A ironia transbordava no meu tom de voz.
— Klaus, ainda pode mudar isso.
— Não, eu não posso. Eu prometi...
— Isso pode custar tudo a você.
— Não podem me tirar mais nada Luigi. Já fizeram isso esqueceu? Agora convoque a reunião no conselho, e me dê licença. Tenho uma noite de núpcias pela frente.
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Atualizado até capítulo 110
Comments
Aline Linno
não gata sua família que merece o pior.Pelo mal que causou a esposa e ao bebê dele uma vida inocente sua vadia Ingrata. espero que você sofra já que se importa tanto com sua família querida.
2024-08-28
2
Aline Linno
ele é formado em filosofia além de exercer a profissão de mafioso. 💅🏻🤡🤣
2024-08-28
1
Evily Santos
eitaá
2024-08-15
0