...Sarah Coppola (20)...
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Fui arrastada escada acima e jogada no que parecia ser um sótão, nem ao menos tive tempo de processar o fato de ser prisioeira e estar casada com um homem que me odiava e me via como um trampolim para sua vingança, uma mulher bem vestida entrou no quarto e me ajudou a levantar, mandou de forma ríspida que me despisse.
Quando recuei tentando me manter na defensiva, ela avançou e me deu uma bofetada.
— Deixe-me explicar o seu lugar aqui, temos o Don Klaus, seus soldados, os funcionários e na escala de hierarquia seu lugar é bem abaixo dos funcionários. Você aqui não tem vontades, direitos ou voz. Mantenha-se na subserviência e continuará viva até que ele queira.
Ela disse arrancando minhas roupas e me levando até um banheiro.
— O que é isso? É nojento.
Ela disse analisando as minhas costas, me virei e tentava pateticamente esconder minhas partes íntimas, enquanto me sentia envergonhada pela forma que ela me olhava.
— Acha que esse é o primeiro inferno que eu conheço?
Disse, mantendo o choro preso a minha garganta, enquanto lembranças dolorosas surgiam.
O quarto era para me lembrar o que era aqui: Ninguém. Não havia muita coisa, apenas uma cama, uma poltrona, uma luz que falhava, e uma janela minúscula. Nem mesmo água quente no chuveiro, tremia de frio enquanto o meu corpo era esfregado violentamente pela mulher que a todo tempo dizia palavras grosseiras ao meu respeito.
Dei uma risada amarga enquanto ela lavava os meus cabelos, sua mão era pesada, ela estava se empenhada em me mostrar o meu lugar.
— O que é tão engraçado maledetta?
— Eu só estava pensando qual o lugar na hierarquia daquela que banha a serva.
Ela segurou a minha cabeça e a bateu contra a cerâmica fria, que ficou marcada com sangue, não me importei, não acho que valha a pena viver. Não mais.
Ela jogou uma toalha em cima de mim e mandou que eu seguisse para o quarto, apanhou as minhas roupas no chão e saiu. Me deixando nua e com frio.
Me sentei na cama, puxando o lençol tentando me esquentar, enquanto chorava descontroladamente.
Alex estava morto. Ele era a única pessoa que ainda se importava comigo no mundo. Meu pai, se é que posso chamar ele assim, nunca me viu como filha, eu era um erro apenas por ser mulher, uma fraqueza que ele não queria lidar. E depois que a minha mãe morreu, ele me mandou para o colégio de freiras, já que sua atual esposa odiava o fato de que eu lembrava minha mãe. Ficaria lá até que um dia eu tivesse serventia para ele, ou seja, quando uma aliança vantajosa fosse necessária.
Nunca tive uma vida para chamar de minha. Sempre tomaram as decisões por mim, e eu nunca conheci nada além dos portões do colégio ou da casa do meu pai, nunca tive amigas, sempre me senti solitária no mundo. Essa é só mais uma prisão, mais um inferno.
Eu quero gritar,por que não sinto alívio, mesmo depois do que Leonardo Carbone fez, Klaus é tão perigoso quanto ele. Eu estou quebrada e cansada de sobreviver nessa existencia infame. Klaus tirou de mim a única possibilidade de ser livre quando matou o Alex, ele foi o único que viu o meu sofrimento. Ele viu o que Leonardo fez comigo. E eu implorei, mesmo sabendo que seria traição o que eu estava pedindo. Só de pensar no homem que meu pai escolheu como noivo meu estômago embrulha.
...•Dois meses antes...
— E ela é virgem?
Leonardo disse passando a mão no meu rosto, me olhando como uma mercadoria. Mas era exatamente o que eu era. O que eu fui criada para ser.
...Sejam submissas aos vossos maridos....
As freiras diziam. Eu já vi minha mãe ser espancada. E eu duvido muito que Deus compactue com isso. Um discurso bonito, para manter nossas rédeas.
— Ela está aqui desde os oito anos, nunca saiu.
Meu pai deu risada, enquanto negociava minha vida, com um homem que tinha o dobro da minha idade.
— Vou deixar vocês conversando e se acertando. Alex vai ficar aqui.
Foi só o meu pai sair, que ele avançou para cima de mim, tentei recuar, olhava apavorada para o Alex, mas eles precisavam dessa aliança, logicamente ele não ia fazer nada.
— Leo, sabe que não pode fazer nada até o casamento.
Alex finalmente interveio quando ele me prensou na parede e enfiou a mão dentro da minha saia.
— Eu só quero ter certeza de que o lacre ainda está aqui.
Ele disse me encarando com um sorriso sarcástico que fez a minha alma congelar, seu olhar era frio, e não era difícil chegar a conclusão que eu iria sofrer cada maldito dia ao seu lado.
— Por favor, não faça isso.
Ele ignorou, levando sua mão até a minha fenda, rindo do meu desespero.
— Calma lindinha, tem muitas formas de nos divertir sem remover esse lacre antes da hora.
Leonardo segurou os meus cabelos me empurrando para baixo, me deixou de joelhos e abriu o zíper, me recusei a abrir a boca, ele acendeu um cigarro e o precionou nas minhas costas. E disse que faria isso todas as vezes que me recusasse.
— Abre a boca lindinha, e deixa que eu faço o resto.
Quando Alex tentou sair ele mandou que ele ficasse, seria a garantia de que não foi além do que devia, queria vomitar a cada vez que ele entrava e saia, de maneira rude da minha boca.
— Seja boazinha e engula tudo.
Ele disse gargalhando enquanto seus jatos invadiam minha garganta. Ele fechou a minha boca ao ver que estava nauseando.
— Deveria se olhar, como esta linda com essas bochechas vermelhas e cabelos colando no rosto.
Eu não disse nada, tudo que queria era voltar para o quarto e vomitar. Mas ele segurou os meus cabelos e me jogou na mesa, estalando um tapa nas minhas nádegas.
— Aonde vai com tanta pressa? Eu ainda estou duro linda.
É engraçado como a mente humana funciona, não me lembro como aconteceu, embora saiba exatamente como aconteceu pela dor que eu senti depois, quando ele terminou, me beijou dizendo que estava ansioso para me ver novamente. Me senti humilhada, suja e usada, e eu me senti assim cada vez que ele foi aquele lugar, e embora não tenha sido tantas foi o suficiente para me destruir.
Foi quando implorei ao Alex. E quando ele finalmente concordou, eu pensei que poderia finalmente viver uma vida que fosse minha. No entanto, agora estava nas mãos do maior inimigo do sobrenome Coppola, e agora ele dizia ser meu dono.
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Atualizado até capítulo 110
Comments
Euridice Neta
Essevirmao dela é um canalha assistiu tudo e nada fez pra ajuda-lá ele com certeza está aliado a esse miserável...
2025-02-04
1
Aline Linno
irmão dela é nojento viu a situação e deixo imundo que nem o pai bem feito ter sofrido
2024-08-28
1
Maria Cristina
Coitada dessa menina linda
2024-08-20
2