...• Klaus Martini...
Estávamos em mais um confronto, Carbone não queria nada, ele só queria mostrar que estava extremamente insatisfeito, o que só me dá ainda mais satisfação de ter feito o que fiz, quando já estava tudo tranquilo, eu fui baleado por um homem que estava se fazendo de morto, foi tudo tão rápido, só senti a dor da bala atravessando o meu ombro, e uma queimação irritante, precisei ir a um hospital para remover os estilhaços, ignorei a recomendação para ficar internado, foram dois dias fora de casa, por que tivemos que reforçar a segurança dos postos, remanejar nossas cargas, e traçar novas rotas de envio. Nada do que já não esperava, se tratando de Leonardo Carbone.
E assim que pisei os pés em casa, não consegui ignorar a vontade de ir até no sótão, assim que entrei o lugar estava vazio, ela não conseguiria sair daqui, desci as escadas e fui até o porão, Sarah ainda estava lá e eu não podia acreditar nessa merda. As minhas ordens foram claras, ela deveria estar no sótão e ser bem alimentada.
Gritei no rádio, um dos soldados entrou dizendo que nem ao menos tinha ciência disso. O tiro que eu dei na Mirian não foi certeiro, essa mulher deveria ter seguido minhas ordens, vou fazer ela entender isso de forma dolorosa.
Levei Sarah até o quarto, e o estado daquela maledetta era péssimo, ela estava febril, desidratada, os pulsos estavam em carne viva e ela não parava de tremer. Essa merda não era para ter acontecido. Levou dois dias para que ela acordasse, e sua língua pelo visto estava muito recuperada.
Depois de desfazer cada ponto do meu ferimento ela começa a reclamar de dor, sua expressão gritava que ela estava muito incomodada, mas ainda assim estava hesitando falar. Ela estava com vergonha?
Quando ela colocou a mão no ventre eu senti como se tivesse levado um soco no estômago, mesmo sabendo que eu não fui violento, por que eu jamais machucaria uma mulher dessa forma, eu sabia que havia sido enérgico, frenético e intenso, e eu saí dela sem cuidado algum, ainda estava duro e posso ter machucado ela mesmo sem querer.
— Vocês tiveram relações?
Ela balança a cabeça que sim, não levanta os olhos em nenhum momento.
— Doeu durante o ato ou depois?
— Depois.
Ela disse praticamente em um sussurro.
— Por que não disse antes?!
Gritei, fazendo ela se encolher, mas durou pouco ela olhou para mim furiosa, e seus olhos pareciam conter duas chamas flamejantes.
— Quando? Quando eu deveria ter dito? No momento em que você arrancou os lençóis debaixo de mim e saiu batendo a porta sem nem ao menos se importar em como estava? Mas o que eu poderia esperar de você, deixou claro que sou só uma escrava. Será que eu deveria ter falado para a mulher que você colocou aqui para me lembrar o meu lugar nesse droga de casa? Ou talvez quando você me arrastou escada abaixo e me prendeu naquele lugar, talvez eu devesse ter gritado para as quatro paredes que me cercavam, ou ter falado para a cabeça do Alex que foi deixada lá para me fazer companhia, eu não tenho vontades, voz, ou direitos aqui, foi o recado que mandou aquela mulher me dar, lembra?
Ela disse transbordando mágoa em seu tom de voz.
— Quando acordou.
Respondi sério.
— Você pode tratar isso doutor?
— Sim. Sarah, vou precisar que se deite.
Luigi deixou a quarto, e ela olhava para mim como se esperasse eu sair também, no entanto me sentei na poltrona, enquanto o doutor preparava uma medicação.
Sarah deita envergonhada, manteve seus olhos fechados enquanto era examinada, isso estava demorando mais que o necessário, franzi o cenho ao pensar outro homem olhando o que pertencia a mim. Por que era exatamente isso. Ela pertencia a mim. Ele aplicou o remédio e Sarah se cobriu com o lençol.
— Você vai usar essas medicações por três dias, e também alguns antibióticos, um repouso de cinco dias para que a inflamação possa melhorar, fora isso continue se hidratando e se alimentando bem.
Nós saimos do quarto, ele refaz a sutura no meu ombro.
— Ela vai ficar bem?
Perguntei.
— A inflamação e infecção teria sido evitada se tivesse sido tratada antes. Mas ela vai ficar bem.
— O que eu faço com o lixo no porão?
Luigi disse entrando no meu escritório.
— Compre uma passagem para ela só de ida para a put*a que pariu, de econômica.
Disse, arrancando uma gargalhada do Luigi, que sabia exatamente o que fazer: lento, doloroso e cruel.
— Pronto senhor, esses são remédios para...
— Meu remédio para dor está bem ali.
Disse olhando para as garrafas de uísque. Ele massageou as têmporas, mas sabia que se oferecesse esses remédios de novo eu iria enfia-los nele com o vidro e tudo, e não seria na boca.
— Vamos aos fatos.
Luigi disse servindo o uísque e sentando a minha frente.
— Nos estamos em guerra, e o conselho organizou o jantar formal para apresentar a nova dama.
— Com que aval?
— Das nossas leis. Sabe que esse é o costume.
— Porr*a!
— Vai ser em dois dias. Até lá, tente não matar ou ser morto.
Revirei os olhos.
— Sabe que esse jogo é perigoso não sabe Klaus?
— Não tem jogo, tem um senhor e uma escrava. E entre nós existe uma vingança da qual jamais abrirei mão.
— Eu cresci com você irmão, te conheço muito bem. E aquela mulher lá em cima, vai ser sua rendição ou a sua ruína. Cabe você escolher.
Ele disse, já levantando, certamente iria descontar toda raiva desses dias naquela maldita.
Eu segui para o quarto e tomei um banho, deitei na cama mas revirei incomodado. Decidi ir até o sótão ver se estava tudo bem. Sarah não havia tocado na comida, ela dormia pesadamente. Sentei na poltrona ainda pensando no que Luigi disse. Mas cada vez que olhava para ela, pensava no que me trouxe até aqui, e em como eu estou despedaçado, e em como a vingança é a única coisa que faz sentido para mim.
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Atualizado até capítulo 110
Comments
Maia Maia
Achei que o Leonardo era um velho 🤨 que nada hein, ele é um gato PODRE! 🙄🤣🤣🤣
2024-12-24
0
gi
não matou?aff
2024-10-08
0
Nashira🙏🏽(Muslimin
estou a gostar sim
2024-08-12
1