...• Sarah Coppola...
Eu não podia ver nada, nem mesmo uma abertura decente havia naquela máscara para que eu pudesse respirar, e eu não queria abrir a boca, e denunciar que ele estava certo, eu jamais poderia ou conseguiria explicar, o meu corpo responde a cada toque dele. E eu me odeio por isso.
Sentia as suas mãos percorrem meu corpo enquanto sentia o seu corpo forte e másculo pressionando o meu, sua parte pulsante estava próximo demais ao meu corpo.
Esperei a mesma reação de desligamento que era como uma blindagem quando Leonardo me tocava. Mas isso não aconteceu, até meu subconsciente decidiu me trair. Praguejo mentalmente quando sinto o chicote percorrer meu corpo, e ameaça de uma punição surge ao fechar as minhas pernas envergonhada e exposta, quando abri novamente esperei pela dor, mas ela não veio, tudo o que senti foram seus beijos e sua língua subindo pela minha perna, e depois pela outra, estremeci quando a minha virilha foi beijada por ele, é ridículo pensar em como estou derretendo ao sentir algo quente e úmido em minha intimidade. Isso esta mesmo me fazendo perder os sentidos?
A forma como ele movimenta a língua no centro do meu prazer, quase me faz esquecer que eu o odeio. E que ele me odeia muito mais. É inevitável conter os gemidos agora. Imagino seu sorriso sarcástico ao perceber que meu corpo tremer, eu nem ao menos sei o que esta acontecendo comigo, isso era novo, com o Leonardo eu simplesmente desligava. Ele sobe, beijando a minha barriga e fazendo meu corpo arquear, sua boca se concentra de forma profana nos meus seios, sem os dar descanso, sentia a pele tão sensível, não importa o quanto eu me esforce, não consigo fingir que isso não é bom. Talvez ele esteja certo de novo ao dizer que nessa minha miserável existência essa é a única coisa boa que posso sentir.
A dor inicial de ter ele dentro de mim, passou rapidamente. Senti ele me rasgar, me destruir para caber em mim, mas agora tudo o que eu sentia era um prazer absurdo enquanto seu corpo se movimentava no meu, ele parecia descontrolado, uma fera selvagem de apetite voraz, meu corpo em baixo dela já cedia em desespero pedindo descanso, enquanto ele continua voraz e faminto, ele fugia como um leão, saiu de cima de mim abruptamente, me fazendo sentir um leve desconforto, gemi baixinho, toda aquela sensação anterior passou, quando ele saiu de cima de mim.
— Pode tirar sua máscara.
Sua voz estava rouca, diferente do tom grave e frio e imponente que ele fala comigo. Quando eu tirei a máscara, e os meus olhos encontraram os dele, ele parecia me odiar ainda mais e sentir nojo de mim, olhei para os lençois desviando dos olhos dele, que ele arrancou da cama impacientemente, manchados com o meu sangue, e pegou suas roupas que estavam na poltrona, entendi por que senti aquela dor infernal, ele era enorme, era um homem grande, e todo seu corpo era proporcional em grandeza, seus músculos eram definidos, talvez em outra circunstancia eu poderia admira-lo por sua beleza. Klaus olhou para mim uma última vez antes de sair batendo a porta.
Levantei e fui em direção ao banheiro, sentia uma dor se formando na minha pelve, mas para quem eu poderia pedir ajuda? Eu só poderia esperar que passasse. Enfrentar novamente aquela água gelada era quase um pesadelo já que não estavamos no verão, mas nem mesmo a água fria parecia importar nesse momento.
— Droga!
Encostei a cabeça na cerâmica ainda marcada com o meu sangue. Acho que sobrevivi ao que aconteceu com Leonardo por que nunca estava de fato ali. Eu sabia o que estava acontecendo, mas era como se eu observasse de longe. Mas hoje não, apesar de não ter visto nada eu senti tudo, e odeio ter amado cada sensação, Leonardo destruiu minha mente, mas Klaus? Ele vai destruir meu coração e disso eu tenho certeza.
Quando entrei no quarto de novo, a mesma mulher estava lá, enquanto outra trocava os lençóis da cama. Uma bandeja estava no chão, tinha algum tipo de sopa e alguns pedaços de pão, além de uma pílula. Quando a outra funcionária saiu aquela mulher começou a andar pelo quarto, seus saltos faziam um barulho irritante no piso.
— Ele estava furioso. Acho que nem para satisfazer um homem você serve.
Ela disse parando próximo a bandeja. Pegou a sopa com um sorriso diabólico no rosto e cuspiu algumas vezes misturando com a colher.
— Coma.
Segurei aquela sopa de legumes nas mãos, estava faminta, mas não iria abaixar a cabeça para essa mulher, eu apanhei muito no colégio de freiras, por ser considerada muito insubmissa e vingativa, já fiquei isolada, certa vez me alimentam o suficiente para me manter viva, e pouco o bastante para me fazer sofrer.
A lição do contentamento. Era assim que chamavam.
— O que está esperando vadia? Coma.
Encarei aquele prato mais uma vez e joguei a sopa na cara dela.
— Desculpe, eu realmente não faço nada direito.
— Não devia ter feito isso, eu vou fazer cada dia seu aqui um inferno.
Ela se aproximou e sussurrou no meu ouvido:
— Klaus vai sair em alguns dias, e sabe o que eu vou fazer? Te entregar para meia dúzia de soldados, oferecer você para eles como a put*a que você é. Não tem ideia do que aqueles homens são capazes de fazer.
A Madre sempre dizia que minha insubmissão me causaria problemas. Acredito que esse dia chegou, essa ameaça não era vazia, ela segurou o meu braço e me levou para o banheiro, quando ela agarrou meus cabelos eu soube o que ela ia fazer, afinal já tinha feito o mesmo mais cedo, essa mulher não ia me deixar em paz, talvez fosse só uma questão de escolha de como iria morrer, mas com certeza não seria do jeito que ela falou.
Alex me ensinou alguns golpes, antes que ela pudesse bater a minha cabeça eu girei torcendo o braço dela, a cena era ridícula, eu estava nua e ela era mais forte, mas eu só tinha uma chance, quase dei risada ao pensar nisso, chance de que? De ser morta logo em seguida?
O banheiro estava liso e escorregadio, segurei o coque que ela usava mantendo seu braço dolorosamente torcido, bati a cabeça dela duas vezes na pia, foi o suficiente, ela caiu no chão, sua testa estava amassada e agora o chão estava sujo de sangue.
A porta abriu, e a outra funcionária que estava no quarto antes olhou a cena, mas não disse nada, e eu estava paralisada, minhas mãos tremiam, eu matei alguém! S era tudo o que conseguia pensar.
Não demorou até que Klaus invadisse o quarto de novo, ele revirou o lugar, demorei para perceber, mas elas armaram para mim, um celular e uma chave que eu nem mesmo sabia o que abria estava debaixo da cama.
Ele agarrou os meus braços e parecia estar gritando comigo, Klaus estava transtornado e furioso, mas eu não ouvi, eu acho que eu estava em choque.
Quando voltei a mim de novo, estava em um quarto diferente e a única luz que havia no lugar iluminava a cabeça do Alex bem a minha frente, eu estava presa a correntes, me balancei na cadeira tentando me soltar, enquanto gritava.
— Me tira daqui! Por favor! Me deixe sair!
Não conseguia respirar, não queria olhar, fechei os olhos. Não obtive resposta nenhuma, só havia silêncio.
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Atualizado até capítulo 110
Comments
Euridice Neta
Caramba quanta crueldade....
2025-02-04
0
Maria Das Graça
Quanto sofrimento para uma pessoa só
2024-09-06
1
Ivanir Fernandes Barbosa
Eu faria ela tomar toda a sopa na marra.
2024-08-29
0