Aquele homem misterioso tinha algo magnético. Eu sentia-me hipnotizada por sua voz rouca, os seus lábios tão perto dos meus e os seus olhos esmeralda.
Talvez fosse a bebida aflorando os meus instintos ou talvez fosse pura atratividade natural. Seja lá o que fosse, eu queria, por pelo menos uma noite, esquecer do meu marido infiel e de toda a sua família escrota num emaranhado de sentidos com aquele homem que eu nem sequer sabia o nome.
— Não fale como se fosse um bom garoto. — Seguro no seu pulso, afastando a sua grande mão do meu rosto. Eu o queria, mas adorava joguinhos.
— O que te faz pensar que eu não sou? — Umedeceu os lábios com a língua levemente, sorrindo de maneira provocante.
Tracei um caminho na sua face, alternando entre a boca, o nariz e os olhos. Todos aqueles elementos formando um indivíduo beirando a perfeição.
— Você tentando seduzir uma mulher casada.
Com a sua mão livre, ele afasta os meus dedos que seguravam o seu pulso. De forma sucinta, os seus dedos vão para o meu pescoço, acariciam a minha clavícula e sobem levemente, deixando pelo caminho rastros da sua pele quente. Ele fica de pé e levanta o meu queixo de uma maneira nada delicada. Pressiono as minhas pernas uma contra a outra, ampliando a sensação causada por aquele desconhecido.
Se curva, levando seus lábios até o lóbulo de minha orelha e sussurrando:
— Não finja que não gosta. — E então, apertou um dos meus joelhos, sorrindo ao observar o quão grudadas as minhas pernas estavam. Olho em volta e percebo que tem um grupo de amigos se aproximando.
Pigarreio para sinalizá-lo, mas ele não parece se importar nem um pouco e me levanta, segurando na minha cintura firmemente. Ele me coloca em cima do balcão. O seu rosto junto ao meu, as suas mãos alternando entre o meu quadril e cintura, e o fervor das nossas peles.
Apesar de eu poder ouvir o barman se aproximando, era como se nada importasse de fato. Os nossos lábios estavam tão próximos e tudo o que eu queria era beijá-lo.
Finalmente, segurei na sua nuca e fiz com que as nossas bocas finalmente compartilhassem do mesmo calor.
Quando ele pede passagem com a língua, eu, como uma cadelinha obediente, cedo apressadamente. Nossas línguas parecem conhecidas, dançando sobre um só ritmo.
O beijo é desesperado, feroz e fica ainda mais excitante quando o homem aperta com força minha bunda farta.
— Senhores, por favor, desçam! Não me entendam mal, mas seria melhor que continuassem isso num lugar privado.
Solto uma risada contida durante o beijo e o encerramos, respirando fundo para recuperar o ar.
— Isso é atentado ao pudor. — Brinco, sorrindo enquanto mordo meu lábio inferior. Ele sorri também, um sorriso regado de desejo.
— Venha comigo. — Ele segura na minha mão, me levando para fora do bar. Olhares curiosos nos acompanham enquanto passamos, mas apesar disso, não me senti nem um pouco constrangida porque ele estava do meu lado e parecia mais confiante do que nunca.
Ele segue, segurando fortemente na minha mão como se não quisesse me perder de vista.
Finalmente saímos da atmosfera bêbada do bar e andamos até um conversível esportivo preto.
O homem se vira para mim, agarrando em minha cintura e me puxando para mais perto de si, até que nossos peitos estivessem grudados.
Ele me fitou intensamente, sorrindo.
— Vingue-se. — E abriu a porta do passageiro para eu entrar.
Eu ponderei alguns segundos antes de entrar. Pensei em vários possíveis cenários, no risco que poderia estar correndo e em todos os lados ruins da coisa, mas também pensei na humilhação que venho sofrendo nos últimos anos e toda a dor que o meu marido me causou. Um flashback da primeira vez que descobri a sua traição me veio a cabeça, o quão tamanha havia sido a dor, pior do que qualquer dor física.
Entrei no carro, tirando o meu sobretudo e o jogando no banco de trás. Instantaneamente, o homem depositou o seu olhar brilhando de desejo sobre o meu decote. Sorri diretamente para ele, passando a língua pelos dentes.
Alguns minutos depois continuávamos indo em linha reta. Até então, ele havia permanecido calado, apenas acariciando as minhas pernas com a sua mão forte. De repente, as carícias tornaram-se mais íntimas até ele chegar perto o bastante da minha virilha.
— Christopher.
— O que? — Questiono, tentando segurar um gemido ao sentir seus dedos cada vez mais próximos de minha intimidade.
— Esse é o meu nome. Quero que saiba para gritá-lo quando chegar a hora.
Depois de alguns longos e torturantes minutos de viagem, Christopher estaciona o carro no topo de uma estrada vazia. Ele sai do carro e abre a porta para mim, me dando a sua mão para que eu me apoiasse.
Ao sair, me vislumbro com a vista no horizonte. Era a cidade em toda a sua plenitude. As luzes tão distantes pareciam brilhar como jóias na paisagem.
— Cuidado para não cair, seria um desperdício. — Viro-me para me deparar com Christopher sentado no capô do carro, alguns botões a mais abertos na camisa. Me aproximo, segurando em seus ombros.
— Desperdício? Pareço um pedaço de carne para você?
Ele me puxa para mais perto e, abruptamente, me coloca de costas sobre o capô do carro, prendendo os meus pulsos atrás das minhas costas com uma só mão.
Ele se inclina sobre meu corpo e sussurra:
— Não, mas eu não gosto de desperdício de comida, e você é a minha.
O meu corpo todo se arrepia com a situação que se desenrola. Ao ouvi-lo chamar-me da sua, sinto o meu coração bater aceleradamente. O calor se torna insuportável e posso sentir a umidade extrema em baixo da minha calcinha.
Ele começa a depositar beijos carinhosos sobre meu pescoço, porém, em contraste com isso, sua mão agarra minha bunda de maneira agressiva e não demora para levantar meu vestido.
Os beijos ficam mais molhados e vão para as minhas costas, já nuas após as alças de meu vestido caírem. Respiro fundo e ansiosamente para senti-lo de verdade em mim, no mais profundo.
Um de seus dedos seguem caminho virilha adentro e eu solto um gemido prazeroso ao receber dois dedos de uma vez. Christopher movimenta os seus dedos para cima, atingido meu exato ponto de prazer.
— Você está encharcada aqui embaixo. Boa garota. Está pronta? — Pergunta, gentilmente.
— Sim. — A palavra sai como uma súplica desesperada. Ele sorri, mordendo o lóbulo de minha orelha.
Ouço o zíper da sua calça sendo aberta e me preparo para receber o seu membro dentro de mim. Sinto-o encostar na minha virilha e posso perceber o quão grande é. Então, como uma provocação malvada, ele apenas se esfrega na minha intimidade até finalmente entrar.
— Christopher! — Era grande demais. Muito grande. Enorme.
Minha pressão cai ao senti-lo invadindo no meu ser e preenchendo todo o espaço vazio, estocando agressivamente como se eu fosse uma puta.
Sua puta.
Por uma noite.
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Atualizado até capítulo 43
Comments
Rayane isolina
eitaaaaaaa
2024-07-16
1
Mary Lima
Uauuuuuuuu
2024-04-16
1
Simone Silva
/Angry//Angry//Angry/
2024-04-15
1