...Luz Victoria...
A cirurgia da minha avó foi um sucesso, mas só saberei o que aconteceu direito no dia seguinte.
Não podia passar a noite no hospital por causa do meu menino e principalmente porque não estava bem, sentia um aperto forte no meu coração que não me deixou dormi.
A Isabel nem foi para casa vendo o meu estado, já eram cinco da manhã quando ela se levantou e eu estava fazendo um chá de capim santo já arrumada para ir trabalhar.
— Você nem dormiu né? — a Isabel perguntou.
— Não consigo tô sentindo uma angústia tão forte, daquelas que eu sentia anos atrás eu sei que algo de ruim aconteceu, eu só não sei com quem, está uma confusão tão grande.
A Isabel me olhou preocupada e se aproximou, posicionando a mão no meu ombro.
— Luz, você precisa se acalmar. Talvez seja apenas reflexo da preocupação com sua avó. Tenho certeza de que ela está bem e logo teremos notícias positivas. Vamos esperar pelo telefone tocar e então teremos mais informações.
Eu respirei fundo e tentei acalmar meu coração acelerado. Ela tinha razão. Eu precisava ter paciência e confiar que tudo ficaria bem.
Enquanto esperávamos, fiz o café da manhã e deixei ela com o meu menino para ir cuida dos bicho, mas antes deu sair ele veio correndo de pijama com as botas e eu tive que rir da cena.
— Eu vou também mamãe — ele falou correndo eu só posso ter cara de mãe pensei e a minha amiga estava rindo.
O Luide me chama de mãe desde que aprendeu a falar e era um sacrifício explicar que eu era a mana, mas sinceramente com a mãe que ele tem não é difícil de querer esquecer, e a Isabel é a maior insentivadora, se eu deixo os dois sozinhos ele sempre volta a me chamar assim.
Olhei para a Isabel que dá de ombros.
— Vem meu menino linda, você que ajudar a mana e depois vamos tomar um banho né você está precisando.
— Mas eu tomei ontem — ele falou fazendo bico.
Eu ri e me aproximei dele, bagunçando seus cabelos.
— Eu sei que você tomou banho ontem, mas hoje vamos nos divertir muito cuidando dos bichinhos, então é melhor estarmos bem limpinhos, não é? — Ele olhou e aceitou, animado com a ideia.
Juntos, fomos cuidar dos animais da fazenda, alimentando-os e dando-lhes água fresca. Luide adorava estar rodeada por animais e eu adorava vê-lo tão feliz.
Enquanto trabalhávamos, meu celular tocou. Era o médico do hospital, finalmente com notícias sobre o estado de saúde da minha avó.
— Senhorita Calina, sua avó está se recuperando bem da cirurgia. Ela está consciente e estável. Os médicos estão otimistas em relação à sua recuperação.
Um suspiro de alívio escapou dos meus lábios. Finalmente, uma boa notícia. Agradeci ao médico e desliguei o telefone.
Depois de cuidamos dos tudo voltei para casa dei uma banho nele a Isabel estava fazendo o nosso almo e pelo cheiro sabia que era um carne assada e mesmo com a notícia de que a minha avó está bem eu continuava com aquela angústia.
Arrumei o meu menino, e ele foi comer não estava com fome então fui para os estábulo precisava pensar.
— Oi Florzinha — falei com a minha égua a alisando. — Se eu te conta como está a minha cabeça eu te deixo doida, mas a verdade é que eu não consigo para de pensar naquele idiota do Samuel Colucci, sim é o cara que comprou a fazenda e ele tem uma filhinha a coisa, mas fofa deste mundo — quando falei isso sente aquela angustia novamente, e entendi.
Eu estou preocupada com ela preparei o minha égua e fui cavalgar isso sempre me ajudou a pensar.
Enquanto cavalgava, deixei meus pensamentos fluírem. A angústia que sentia em relação à filha de Samuel Colucci parecia ir além da preocupação normal por uma criança. Havia algo mais, uma conexão inexplicável.
Enquanto eu galopava pela fazenda, vi o carro do Samuel na porteira e o meu menino estava sentado na porteira, ele com certeza foi abrir, mas não entendi o que que o Samuel estava fazendo ali só espero que ele não tenha vindo nós expulsar.
Fui o mais rápido possível porando na porteira e pegando o meu menino que se assustou.
— Esse moço que falar com a minha mãe eu perguntei qual e ele não me respondeu aí eu não abri. — meu menino se ajeitando no cavalo.
— Podemos conversar Luz — ele falou e pelo visto ele aprendeu o meu nome.
— Se você veio para me explusar da minha fazenda não — falei e ele parecia bem abatido e bem diferente do homem que conheci ontem.
— Não, eu não quero falar sobre isso. — ele falou e eu abrir a portei pela cara dele com certeza era algo importante.
Ele entrou fechei a portei e sair da minha égua a deixando solta, e vi ela indo pastar na grama vim com o meu menino no colo que olhava desconfiado para o homem de terno com uma cara péssima a nossa frente.
— Podemos conversar a sós? — ele perguntou.
— Nossa nem me dá bom dia e já tá me expulsando. — o Luide falou revoltado. — Você não é namorado da mamãe não né? — ele perguntou e coloquei o Luide no chão.
— Luide escuta a mana, vai lá com a tia Isabel, e já está na hora de você comer.
— Mas e este homem mamãe, ele vai explusar a gente de casa? — ele perguntou.
— Não meu amor, agora me faz o que a mana pediu por favor — falei e ele ficou pensativo.
— Eu vou, mas ele não vai comer com a gente não é nem vai ser seu namorado né? — ele perguntou.
— Não, de madeira nenhuma está bem, vai lá com a tia Izabel — falei e ele olhou desconfiado, mas saiu.
Ficamos nos olhando por um tempo e eu o convidei para sentar no banco na minha varanda.
— O que o trouxe aqui? — perguntei e ele estava pensativo como se tivesse criando coragem para falar. — A Ana está bem? — Eu resolve pergunta afinal eu estou preocupada.
— Não, por isso eu deixei o meu orgulho de lado e vim falar com você, quero fazer negócios com você.
— O que ela tem? — perguntei preocupada.
— Quando ela soube que você tinha ido embora ela chorou tanto e tudo que eu tentei evitar durante este anos aconteceu, eu sei que você não tem culpa a culpada do que aconteceu, a minha ex esposa maltratava muito a nossa filha de maneiras horrível e para protegê-la eu resolvi fazer um acordo ela e paguei uma quantia generosa para se afastar, e quemei todas as fotos menos uma o meu maior erro não foi ter excluído está também e toda vez que ela fala da mãe a gente desviava o tema até que não conseguimos mais e começamos a mentir dizendo que ela era uma astronauta.
Estava com raiva daquela ex esposa dele, como ela pode pensar em fazer mal a uma menininha.
Fiquei chocada ao ouvir a história de Samuel sobre sua ex-esposa e forma como ela maltratava sua filha.
Minha angústia se intensificou, pois agora eu sabia que aquela conexão que sentia com a filha de Samuel, Ana, não era apenas uma coincidência.
— Meu Deus, Samuel. Como alguém pode fazer isso com uma criança? É horrível. — disse, com a voz embargada pela emoção.
Ele suspirou e olhou para o chão, parecendo carregar um peso enorme em seus ombros.
— Eu sei, Luz. Foi um erro terrível confiar nela e acreditar que ela poderia mudar. Eu me arrependo amargamente de um dia ter ficado com a Kassandra, mas ela me deu o melhor presente da minha vida, a minha filha querida e agora estamos lidando com as consequências disso. A Ana precisa de ajuda, de um ambiente seguro e amoroso para crescer. Eu quero fazer o que for preciso para protegê-la.
Ele parece ser um bom pai de importa de verdade com o bem estar da filha.
— O que a Aninha tem? — perguntei.
— Ela está com febre psicogenica, e não é frescura...
— Claro que não, eu já tive muito isso depois da morte da minha mãe e a chegada da minha madrasta na minha vida, hoje eu consigo controlar...
— Isso não acaba? — ele perguntou preocupado.
— Sim e não, infelizmente tem pessoas mais sensíveis que outras, eu espero muito que o da Aninha seja um caso isolado, além do mais ela tem um pai que aparentemente de preocupa com ela.
— Não é só aparência eu realmente me preocupo com a minha filha, mas eu estou falando tanto da minha vida porque com te falei vim propor um negócio — ele falou se ajeitando.
— Mamãe — o Luide gritou me assustando.
— Luide nós estamos conversando.
— Eu estou em perigo — ele falou sem nem ter saído só com a cabeça de fora da porta.
— Que perigo, dentro de casa?
— A sua amiga que se diz ser a minha tia que me dá um banho — ele falou e ele odeia banhos. — Eu já tomei banho hoje.
— Luide não enrola meu amor, você tem que ir para a escola.
— Eu não quero ir — ele falou fazendo bico e vindo para perto de mim todo melado. — Se eu for o motorista vai me buscar para ir para casa do papai e eu não quero...
— Eu vou levar e eu vou buscar, e você vai para o banho cascão — falei e ele foi em meio a protestos.
O Samuel parecia nervoso e sabia que ali, nós não íamos conseguir conversar.
— Vamos conversar andando porque se não ele volta — falei e ele concordou.
Começamos a andar e isso era novidade nós não brigamos em nenhum momento.
— Não enrola muito Samuel, o que você veio fazer aqui? Qual é o negócio e qual é o truque.
— Eu quero que você finja ser mãe da minha filha por um tempo só dois meses, em troca eu te devolvo a sua fazenda e te dou a quantia que você quiser — ele falou e parei de andar ficando na frente dele.
Eu sinceramente não sabia o que ele estava propondo.
— Falsidade ideologia é crime, e eu já estou com a minha vida arruinada demais para fingir ser a sua ex esposa...
— Você não entendeu, eu não quero que você se passe pela Kassandra, eu não quero nem que a Ana saiba que este é o número da mãe dela, eu quero que você Luz se passe pela mãe dela pelo menos por dois meses depois você vai para o espaço de novo explorar neturno.
— Porque dois meses?
— Acho que é tempo suficiente para ela saber que é amada e para nós mudamos para San Diego assim fica difícil dela te reencontrar — ele falou e não sei porque estou considerando está louca.
— Se eu topar aceitar está loucura, e esculta bem Se, porque isso não seria melhor dizer a verdade? — perguntei a ele e soltou o nó da gravata.
— Você diria o seu filho que o pai dele não o ama que só o teve para te manipular e para conseguir isso fazia qual coisa até machucar, e que você não tem pai porque ele não te ama...
— Isso é cruel demais, mas também acho cruel mentir desta maneira, principalmente porque depois vai ser pior ela não sabe como é ter mãe, e depois que ela souber, você acha que ela vai se sentir como com a mãe no espaço.
— Eu preciso tentar, eu tentei dizer a verdade e ela foi parar no hospital e eu não posso trazer a Kassandra, e para ela você é a mãe dela eu poderia contratar qualquer mulher para fazer este papel...
— Então vai atrás e fecha a porteira quando passa — falei quando dei o primeiro passo ele segurou meu braço.
— Ela nunca aceitaria outra pessoa, por isso vim atrás de você.
— Pela saúde dela...
— Sim, e depois que dois meses, o nosso contrato vai acabar e você não vai me ver mais e eu te devolvo a fazenda, e pago o 2 milhões de dólares...
— Não quero...
— Você nem ouviu o resto da proposta — ele já falou ficando nervoso.
— Eu não quero quero nenhum real seu imagina em dólar, eu não quero o seu dinheiro eu não quero nada de você...
— O que você quer? — ele perguntou confuso.
— Nada — falei e ele ficou atordoado.
— Ontem você fez um escândalo por causa da fazenda hoje você não a quer, você é maluca. — ele falou e respirei fundo para não me estressar. — Olha não sei se você entende do mundo dos negócios, mas os dois lados precisam serem beneficiad
— O que eu quero é sua cooperação, pretendo entrar na justiça contra quem te vendeu as minhas terras e não se preocupe que faço questão que eles te devolvam cada real que você gastou.
— Isso eu teria que fazer de qualquer jeito o que posso fazer é te ajudar com os advogados...
— E um emprego, eu preciso de um emprego, pelo menos até o contrato acaba
— Posso ver um trabalho de meio período para você, assim você terar tempo com a Aninha...
— E outra você não pode me ofender...
— Como?
— Você ouviu, você é um ogro, e já me provou que é um mal educado esquentadinho então no trabalho você não vai me tratar assim no trabalho e nem na frente da Aninha ou só Luide.
— Como assim o seu filho? Eu não quero que a Ana o conheça, como ia explicar para ela um irmão e depois explicar o sumiço de um irmão...
— Primeiro eu não tenho filho, o Luide é meu irmãozinho, segundo eu só estou prevenindo.
Samuel olhou para mim, claramente confuso com todas as informações que estava recebendo. Ele parecia estar processando tudo em sua mente.
— Então, se eu entendi corretamente, você está disposto a aceitar minha proposta, mas apenas se eu te ajudar a conseguir um emprego e prometer que não vou te ofender ou tratar mal na frente da Ana ou do Luide? E você quer que eu te ajude a processar quem me vendeu a fazenda? O seu pai? — Eu assenti, confirmando suas perguntas.
— Isso mesmo.
— Eu quero garantir que, durante esses dois meses, a Ana se sinta amada e protegida. E, em troca, eu estarei disposto a cooperar com você e te ajudar com a questão da fazenda.
— Mas é importante que você entenda que não quero nada seu em troca, apenas quero fazer o que é certo.
Samuel ficou em silêncio por alguns instantes, parecendo ponderar sobre tudo o que foi dito.
— Vamos as regras você já colocou a número 1, então a número dois e que você vai ter que está a onde eu precisar independente do horário e sem perguntar o porquê
— Por que?
— Porque o que?
— Por que não posso perguntar...
— porque não gostou de perguntas e você pergunta demais.
— Ok, regra Número 3 você não pode me chamar aos sábados pela parte da manhã eu não trabalho e você não vai nem perguntar onde eu estou.
— Certo
— Tem mais um coisa que quero deixar claro desde agora, você não me tocaras.
— Eu ia colocar está cláusula.
— Afinal isso não tem nada a ver dóis.
— Sim, isso é sobre a Ana, e você não pode me abraça, e encosta em qualquer lugar em mim sem o meu consentimento.
— Certíssimo, pode ter certeza que eu não quero tocar em você, regra Número 5 você não pode falar a ninguém sobre o contrato.
— Isso é louca, como eu vou aparecer com uma filha de Cinco anos para a minha avó ou a Isabel ao até mesmo para o Luide.
— E como explicar um irmão para a Ana.
— Ele é o tio não irmão — falei já sem paciência.
— Ok, mesmo assim acho que a Aninha não precisa conhecer a sua família e ponto...
— Estranho a minha filha não vai poder vim na minha casa nem sair comigo também? A Ana é muito esperta e eu não vou morar na sua casa...
— Vamos deixa está questão aberta então você vai aceita?
— Vou levar o meu irmão para a escola e te encontro a onde para ir ver a Aninha? — perguntei e ele sorriu.
— O acordo nós assinamos quando a minha filha sai do hospital.
— Então durante dois meses você vai ter que aprender uma coisa chamada nossa, e vamos logo.
©©©©©©©©©©©©©
Continua....
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Atualizado até capítulo 107
Comments
Ariane Cardoso
São mãe e filha pois foi a cobra de Kassandra quem roubou a filha dela do hospital com a ajudo do amante , do médico e da enfermeira.
2024-01-24
1
Leiliane Cardoso
teve alguma coisa
tirarmos Ana de Luz
tenho certeza que são mãe e filha
vamos ao enredo da história
2024-01-03
8
sol
agora sim mim animou autora
2023-12-27
2