Notas da Autora:
JINX: Jinx... É de Jinx, dãrr...
CAIT: Acho que esse espaço é pra gente dizer alguma coisa pro público.
JINX: Ah é, sim, claro! Cof cof... Eu não esqueci! Minha autora pensou em fazer uma one-shot, mas parece que aquela cabecinha maluca se atrapalhou em um monte de cenas comigo porque vocês sabem que sou brilhante demais pra caber em um único capítulo, né.
CAIT: Jinx!!!
JINX: Calma, chapeleira! Eu ia chegar lá já já! Bem, eu acho que vou ter que explodir umas cabeças, se não aparecerem mais favoritos nessa hist...
CAIT: Não é legal exigir coisas assim! Ela quis dizer que estamos fazendo algo legal aqui e todo o reconhecimento espontâneo será bem-vindo, apenas isso.
JINX: NÃO! Eu disse que vou explodir as cabeças deles! Reclama que eu explodo a sua junto! Poww pow... BOOOOOMM!!! Tch... tch... tch... tchaaaaaaa...
CAIT: Deixo registrado aqui todo o empenho da força policial de Piltover para capturar essa maluca. O trabalho de nossa equipe tem sido exaustivo, mas estamos progredindo.
JINX: ELES ACABARAM DE TE TRAIR E QUASE MATAR! É SÉRIO ISSO?
CAIT: Bem... É isso, nos vemos no próximo capítulo.
JINX: Volta aqui! Você por acaso ouviu o que eu disse? Arrrgh... !
......................
As mãos de Caitlyn seguravam o corrimão de metal enferrujado com força, enquanto seu olhar vagava pelas ruas de Zaun bem abaixo parecendo procurar por algo dentro de sua própria mente. Para Jinx aquilo já representava a derrota da outra de um jeito até pior do que a morte e o fato de tê-la procurado só reforçava isso.
— Ia embora agora mesmo porque já matei minha curiosidade em saber o que você queria e só serviu pra ver o quanto você tá acabada, completamente derrotada e eu tinha razão, mas essa visão tá me prendendo aqui porque não tem NAAAAAAADA melhor do que te ver assim.
— Cala a boca — os dedos se prenderam no metal com ainda mais força e a xerife cerrou os dentes.
— Tem que admitir que dessa vez eu te ajudei demais, chapeleira! Se não fosse por mim, estaria morta e não ia nem desconfiar que os culpados são os porcos que você comanda!
Um suspiro cansado deixou os lábios de Caitlyn, que tinha os olhos concentrados, como um sinal do quanto sua mente trabalhava incessantemente.
— Pra falar a verdade você sempre ajuda. A cidade fica uma bagunça com as explosões, roubos, destruição, mas ao chegar na cena do crime lá estão os malditos desenhos coloridos. Falo com as testemunhas e lá estão todos os indícios de que Jinx é a responsável, isso me poupa dias de uma investigação elaborada.
— Isso não é demais????
Com um sorriso enorme, a garota se aproximou da xerife, ficando ao seu lado e apoiando os cotovelos na estrutura para ver melhor a paisagem da cidade baixa.
— E em outro dia lá estamos nós em uma interceptação de contrabando de alvos já procurados pela polícia que tiveram a mercadoria roubada, ou destruída, mais desenhos no local, mais testemunhas, mais projéteis únicos e mais uma vez, Jinx — dessa vez a menor torceu o nariz em uma careta — De que lado você está afinal?
— Não precisa ser nenhum detetive pra saber que não tenho um lado, mas tô totalmente contra você — o olhar da mais nova percorreu a outra mulher de cima a baixo, notando o uniforme que não a pertencia, assim como a aparência horrível em que se encontrava — Você não tem pra onde ir, que peninha... Eu posso fazer um favor e enfiar uma bala na sua testa.
Caitlyn não tinha a situação a seu favor, sendo procurada por toda a cidade alta como uma fugitiva, com alguém de grande autoridade buscando sua cabeça e a difamando, mais uma vez, Jinx tinha razão. A policial aproveitou a conversa breve e distração da garota para prender uma algema a seu pulso, rapidamente envolvendo a corrente no corrimão para prender também o outro pulso livre com destreza.
— Ah, eu não acredito — Jinx deu o primeiro puxão na estrutura, que sabia que estava comprometida, mas seria estupidez quebrá-la pela altura que provocaria uma queda fatal — VAGABUNDA! COMO EU TE ODEIO — os olhos violeta se voltaram para a imagem da xerife, que descia tranquilamente para alcançar o solo — Não, não... Não me deixa aqui! Caitlyn! EEEEEEI! Tá muito frio, eu vou congelar aqui em cima!
Sabendo que a atiradora logo daria um jeito de escapar das algemas, Kiramman seguiu sem se importar com o drama, que era mais uma tentativa de a manipular. Não demorou para que a mulher encontrasse um lugar para se esconder nas ruas escuras de Zaun com seus inúmeros prédios abandonados e a mortalidade assustadoramente crescente.
Em frente a um espelho sujo e gasto, retirou o casaco e acessórios da polícia que poderiam colocá-la em mais encrencas naquele lugar. Ao levantar a regata cinza, os olhos da xerife encontraram os hematomas em seu corpo, além das marcas das fitas de borracha que prendeu em si mesma e o rastro das unhas de Jinx na lateral de sua cintura, como garras de um animal que deixaram o sangue seco em sua superfície.
Uma manta preta com tecido comido por ratos foi a única coisa que encontrou capaz de esconder sua identidade para que pudesse sair de seu esconderijo até uma taverna que já era conhecida.
— Maldita! Grrr.. Eu faria a mesma coisa — no fim, foi a conclusão mais óbvia da jovem que aterrorizava a todos tanto em Piltover, quanto na cidade baixa, ela riu, mas já procurava algum objeto em volta pra ajudar em sua fuga — Agora eu preciso equilibrar as coisas de novo, isso se essa imbecil não se meteu em mais confusão!
Não muito longe dali, Kiramman decidiu deixar o trabalho investigativo de lado, estando ciente de que conseguiria pensar melhor no dia seguinte, depois de comer algo e descansar e assim fez. Seu corpo desabou em um sofá velho em um sono profundo até que os raios de sol que a madrugada fria tanto esperava a acordassem de manhã.
As próximas horas se seguiram com a mulher dentre os mais variados tipos de habitantes de Zaun, que na intenção descobrir alguma coisa, tinha usado até parte do dinheiro que trouxera junto com seu rifle para um suborno, mas sem muitos resultados. Estava seguindo pelas escadas externas de um dos prédios mais altos quando se deparou com a torre da noite passada, agora iluminada pelo brilho alaranjado do entardecer. Usou as lentes de sua arma para ver melhor a garota de cabelo azul claro, que a olho nu não foi possível perceber, mas agora com o rifle de alta precisão, pôde ver o estado no qual se encontrava. O corpo esguio estava pendurado apenas pelas algemas, aparentemente inconsciente, enquanto parte da estrutura de ferro havia desabado, deixando a garota sustentada apenas por uma única barra do corrimão, onde seus pulsos ainda se encontravam presos.
Mentalmente, Caitlyn calculou quantas horas haviam se passado e com isso começou a se questionar se Jinx estaria viva. Ela correu mais do que pensou que suas pernas aguentariam e nem sabia direito o motivo.
"Por que está preocupada? É uma criminosa, a pior de todos! Se a morte foi seu destino, não foi menos do que merecia."
Ainda assim, a xerife correu, prendendo a arma ao ombro para ter as mãos livres e mais velocidade.
"Não seria certo de qualquer maneira, ela merece cumprir sua sentença e não morrer aqui, é o que a lei pede!"
A policial não demorou a questionar se a lei que insistia em seguir era a mesma que a colocou atrás das grades por um beijo e sentiu seu estômago embrulhar ao ter seus ideais tão afetados por atitudes repulsivas de pessoas que não buscavam nada além de poder.
Menos de um minuto depois de ter chegado ao reservatório, Caitlyn já tinha conseguido empurrar um carrinho de lixo logo abaixo de onde Jinx estava e ainda forrou com um colchão velho que tinha por ali. Sua mira perfeita acertou as correntes das algemas com precisão e a xerife pretendia esperar a garota cair em sua pilha macia improvisada, mas ao vê-la em queda livre, jogou seu corpo no colchão primeiro, a agarrando assim que caiu para garantir que tudo corresse bem.
Ao contrário do que a morena pensava, Jinx estava consciente, mas mal se movia. Sua expressão era serena, como se estivesse sonolenta, algo que Caitlyn observou demoradamente, afinal era a primeira vez que a via daquela forma, sem que estivessem em um combate direto. Tirou alguns fios dos cabelos claros que estavam em seu rosto e notou por um momento algumas sardas que pintavam a face da mais nova, que tinha um ar adolescente com unhas coloridas e maquiagem escura nos olhos.
— Você me pegou... Chapeleira. O castigo... Acabou? Onde tá o seu chapéu?
A voz de Jinx era arrastada e fraca, mas não deixou de lado a teimosia em querer falar. Kiramman, no entanto, só deitou no colchão e fechou os olhos, deixando escapar um suspiro aliviado.
— Você devia fazer uma tatuagem também — continuou a garota de Zaun, enquanto mexia em uma pequena mecha dos cabelos de Caitlyn, ainda sem conseguir mover mais do que isso — Mas seria pequena, bem escondida e bem desenhada, como a garota rica e mimada que você é, que só segue ordens e segue esse padrão idiota que seus pais esperam.
Mesmo segurando ainda Jinx em uma espécie de abraço desajeitado, a policial tinha vontade de largá-la ali assim que abriu a boca. Inevitavelmente suas ideias eram conflitantes e a outra sempre a provocava, mas desistiu da ideia assim que a mais nova abriu mais o sorriso, que de perto e somado ao olhar malicioso, faziam uma combinação bonita.
— Parece que agradei meus pais com meu "gosto por mulheres" como você mesma diz?
— É verdade, você é um pouco rebelde e acabou de me salvar.
......................
A cama era macia demais para que Caitlyn despertasse imediatamente, por isso mesmo com os beijos molhados que subiam por suas costas nuas, não fez mais do que se mexer minimamente e soltar um gemido em reclamação. Logo um sorriso moldou seu rosto e ocorreu que fazia muito tempo que Vi não acordava daquele jeito tão excitante, já que na maior parte do tempo era muito mais carinhosa. A xerife se virou devagar e não quis abrir os olhos, aproveitando as sensações que seus outros sentidos podiam captar. Sua atenção foi roubada somente quando sentiu unhas afiadas deslizarem sem nenhuma força por seu pescoço, foi então que abriu os olhos e encontrou a garota de cabelos azulados com um sorriso.
— Bom dia, amor.
Assim que a viu, Caitlyn analisou cada diferença em sua aparência, como o cabelo em tom mais arroxeado, a camisa impecavelmente branca que fazia parte de um traje muito diferente do que se lembrava, com um short de couro preto e cinto dourado, que combinavam perfeitamente com a mesma maquiagem escura nos olhos e um esmalte preto. O tom de voz também era mais sério e grave e toda a soma de coisas incomuns fizeram a morena acreditar que não era nada além de um sonho. Por isso, quando Jinx se aproximou para um beijo igualmente molhado e excitante, não fez nada além de corresponder, imaginando que não tinha problema em beijar sua inimiga de aparência muito mais atraente em um sonho consciente. Sentiu a língua da garota envolver na sua em um ritmo mais rápido, mostrando a urgência que tinha daquele contato e provocando reações instantâneas em seu corpo, que já a deixava inquieta com arrepios dolorosos.
— Eu não pretendia te acordar, mas sabe como é, vou ter que sair e não queria ir sem me despedir da melhor esposa do mundo — sem resposta da xerife, que apenas arqueou a sobrancelha, a expressão de Jinx tomou certa preocupação — Tá tudo bem com você?
— Esposa — perguntou Caitlyn com um ar debochado, querendo rir — Isso é ridículo até em sonho. Já é hora de acordar!
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Atualizado até capítulo 25
Comments
Jinxed
Muito bommmm
2023-09-09
1
Alphonse Elric
Que história incrível, estou totalmente envolvida!
2023-09-07
2