Os dias passaram como um borrão e, logo marcou uma semana desde que ela chegou à mansão Ivanov. O tempo tinha um fluxo estranho lá.
Arrastava-se durante o dia e passava voando quando Nikolai e ela jantavam juntos. Isso havia se tornado uma espécie de tradição. Quando ele não estava ocupado no clube ou em qualquer outro negócio, ele se certificava de que tivessem refeições juntos e sempre, acabava em sexo.
Fosse apenas um oral ou uma noite intensa e frenética de f0da forte, apenas por puro capricho de Nikolai, isso era inevitável e Angelina não via outra alternativa a não ser obedecer aos seus desejos sombrios.
Nikolai estava longe de ser um amante generoso, ele era um homem de muitos desejos. Angelina sentia que quando estavam na cama, Nikolai virava outra pessoa. Ele ficava diferente do homem cruel, frio e sem emoções, era como se Angelina o deixasse descontrolado, como se ela provocasse nele uma urgência fora do normal em possui-la e explorar cada canto do seu corpo.
Ele a beijava em todos os lugares, a chupava, enfiava seu p@u na boca dela e gemia ofegante quando a penetrava com o seu grosso, grande e latejante membro, como um homem apaixonado. Essas noites se estendiam por uma hora ou mais, até que Angelina não tivesse mais forças para andar direito.
Ele transava como um animal no cio, sem nenhuma delicadeza e tinha uma pegada forte, que deixava marcas no corpo pequeno de Angelina.
Nessas noites, Angelina apenas se deixava entregar ao prazer e ia até o seu limite. Mas, quando acabava, e Nikolai a voltava a tratar com distância, ela se sentia usada e vazia, como se fosse uma prostituta.
Angelina tinha aprendido coisas sobre ele que jamais esperaria conhecer. Nikolai detestava beterraba e sempre mantinha uma arma debaixo do travesseiro.
Em algum momento, ela também compartilhou uma história ou outra sobre sua própria vida. Ele sempre ouvia atentamente, mesmo que nunca comentasse sobre nenhuma delas. Era uma troca estranha.
Enquanto ele nunca deixava cair a máscara, ela estava começando a ver sinais de natureza humana nele. Ele ficava irritado quando ela fazia muitas perguntas e ficava satisfeito quando ela usava branco e deixava seu cabelo loiro solto.
Ele até permitiu que ela voltasse a frequentar a faculdade, mas somente se Dog estivesse a seguindo.
Todos ficaram assustados ao vê-la com seu novo guarda-costas no início. Honestamente, ela não podia culpá-los.
Aquele homem sempre estava com um olhar carrancudo e nunca dizia uma palavra a menos que fosse absolutamente necessário.
O dia da competição tinha chegado em um piscar de olhos.
Naquela noite, as pessoas estavam se agitando nos bastidores, correndo de um lado para o outro e organizando os adereços. Grupos de dançarinos se reuniam, conversando entre si e aquecendo os músculos.
Angelina pensou que ficar nua na frente de uma multidão excitada, ia fazê-la ficar menos nervosa agora.
Ledo engano. Seus nervos estavam criando um caos dentro dela. Angelina mudava o peso de uma perna para outra, praticando a estranha, porém útil técnica de respiração que aprendeu na internet.
"Se acalme. Vamos arrasar."
Dário falou ao seu lado, oferecendo um pequeno sorriso reconfortante. Já fazia um tempo desde a última vez que conversaram.
Desde que ela saiu correndo da casa dele, as coisas ficaram estranhas entre eles. Ele pediu desculpas e eles acertaram as coisas, mas, era bastante óbvio que as coisas não estavam como era antes entre os dois principais dançarinos.
Porém, ambos eram adultos e profissionais e ficar remoendo o que aconteceu arruinaria a apresentação deles.
"Onde está o seu guarda-costas assustador?"
"Em algum lugar por aqui, eu acho." Angelina deixou escapar uma risadinha suave. Dog tinha vagado para algum lugar, e ela finalmente sentiu que poderia respirar.
"Aquele cara é assustador. Por que ele está aqui, afinal?" Dário perguntou, com uma mistura de preocupação e curiosidade em seu tom animado.
"Meu pai o contratou. Fui assaltada e ele ficou preocupado desde então." Uma mentira.
Ela aprendeu a contar essa história rapidamente. O que mais ela poderia dizer?
"Isso é terrível. Espero que você esteja bem." Gentilmente, ele segurou sua mão, dando um aperto tranquilizador. Sua mão era tão quente e sua pele era tão macia, como se ele nunca tivesse trabalhado um dia na vida.
O toque de Dário não era nada como o de Nikolai. As mãos de Nikolai eram calejadas e mesmo seu toque mais delicado poderia ser um pouco áspero. Isso nunca deixava de fazer ela estremecer.
Os alto-falantes ganharam vida, anunciando o próximo grupo a subir no palco. Dário apertou sua mão com mais força.
"Lá vamos nós." Ele murmurou.
Angelina soltou um suspiro nervoso, permitindo que seu parceiro a conduzisse ao palco.
As luzes brancas eram quase cegantes. Aplausos ensurdecedores ecoaram pelo salão. A multidão reunida era maior do que ela esperava. Os jurados estavam sentados na frente, já tomando notas quando os dançarinos se posicionaram.
Angelina se inclinou sobre o braço de Dário, arqueando as costas e apontando os dedos dos pés. Seus olhos se fecharam e, com o primeiro compasso da música, ela entrou em movimento. Todo o estresse pareceu desaparecer. Ela conhecia a rotina de cor, permitindo que seu corpo se movesse e sua mente ficasse livre.
Tudo correu bem até...
...Ela olhar de relance para a plateia.
Lá, apoiado em um canto na parede, envolto pelas sombras e escondido de todos, estava Nikolai com seus olhos cinzentos penetrantes, observando.
De repente, a respiração dela falhou e seu corpo desequilibrou. Assim como na primeira vez que dançou no clube, seus movimentos paralisaram e seu coração disparou.
Ele está aqui.
Um pensamento ruim ecoou em sua cabeça. Seu peito de repente ficou apertado, a ilusão de liberdade se despedaçando como vidro sendo quebrado.
Já era tarde demais para corrigir o erro.
Dário rapidamente a ajudou, a guiando para o próximo passo. Era visível a confusão no rosto do rapaz. O corpo dela obedeceu, mas sua mente já não estava mais na dança.
Quando o ato deles chegou ao fim e uma onda de aplausos ecoou pelo salão, ela não desfrutou da atenção.
Algo dentro dela se contorceu. Quando olhou de volta para o lugar onde ele estava em pé, Nikolai tinha sumido como se nunca estivesse lá.
Ela estava alucinando?
"O que aconteceu?" Dário questionou assim que saíram do palco. "Você ficou paralisada."
"..." ela engoliu em seco.
"Eu não sei. Me desculpe."
"Você está tão pálida. Será que você viu um fantasma?" Ele brincou, tentando amenizar o clima.
"Venha aqui, vamos pegar um pouco de água para você."
Antes que ela pudesse recusar, ele a pegou pela mão e a levou para um camarim vazio.
"Essa foi a sua primeira grande apresentação. Coisas assim acontecem. Sério, você está bem? Parece muito assustada."
Angelina pegou o copo de água que ele ofereceu.
“Eu estou bem. Eu só...achei que vi alguém. Devo pedir desculpas para os outros. Nós podemos ter perdido por minha causa."
"Espere", Dário segurou sua mão novamente.
"Tem algo que quero te dizer..." Ele hesitou por um segundo.
"Eu gosto de você. Muito."
Oh, não, não, não!
"Dári-"
"Escute, por favor." Ele apertou um pouco mais a mão dela.
“Eu sinto algo por você desde que te vi pela primeira vez. Você é uma garota linda e doce. Eu poderia continuar falando bem de você por horas. Eu quero que você seja minha namorada." Ele a puxou para mais perto de seu corpo, seu outro braço envolvendo sua cintura. "Nunca senti isso por mais ninguém. Por favor... saia comigo."
Esse era o momento com o qual ela tinha sonhado desde que conheceu o queridinho da faculdade de dança.
As coisas seriam tão fáceis se ela fosse sua namorada!
Eles formariam um casal lindo.
Tinha parecido tão certo antes, e ela imaginou isso mais de uma vez. Eles andando de mãos dadas pela rua e comendo sorvete de morango juntos...
Tao certo, tão pacífico, tão feliz...
Mas agora, enquanto ele a olhava com aqueles olhos esperançosos, isso parecia não pertencer mais ao seu mundo.
Dário não pertencia mais a Angelina e nem ela pertencia a ele.
O medo cresceu em Angelina quando o aperto de Dário se intensificou em sua cintura, seu rosto se aproximando.
“Por favor... Angelina ...”
“Dário, não...“
BANG!
Ambos se assustaram quando a porta do camarim foi arrombada de forma brutal. O barulho da maçaneta batendo contra a parede ecoou pelo ar.
Seu coração afundou ao ver aqueles olhos raivosos.
“Nikolai!”
Seus dentes estavam cerrados, os músculos de sua mandíbula tensos. Seus olhos brilhavam com um brilho que ela nunca tinha visto antes. Um brilho assassino, de puro ódio e raiva inflamada.
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Atualizado até capítulo 30
Comments
Maria Sena
A Angelina já devia ter falado logo pra Dario que não pode ou não quer ficar com ele. Principalmente porque ela é ciente da mente doentia do Nicolai.
2024-11-09
0
Maryan Carla Matos Pinto
Dario Dario, não brinca
2024-10-09
1
Daires Alves
eita lasqueira e agora Angel?😨
2024-05-29
4