Esse final de semana será das garotas, estamos precisando sair, fazermos umas compras e depois bebermos bastante vinho e jogarmos conversa fora. Tábata veio com a família de Minas para passar uma semana connosco e aproveitar as férias das crianças, tanto tempo que não fazemos isso que penso não sabermos mais como é que se anda na rua.
Tábata obrigou o Renan a parar uma semana para descansar, vamos aproveitar e dar um passeio no litoral e curtir nossas crianças, as férias estão chegando e estamos todos precisando de um tempo. São apenas quinze dias e tenho certeza que passará voando.
As crianças estão grandinhas e já não dão mais trabalho, temos uma casa no litoral e Kátia também tem, Bruno comprou uma recentemente e com certeza caberá as seis famílias e agregados.
Hoje é o último dia aula e as crianças estão eufóricas, Laila e Maria programaram um dia recreativo antes das férias de julho, Sabrina está tão empolgada que vestiu uma fantasia de Chiquinha e júnior vestiu de chaves, os dois adoram essa criatividade e puxaram para o lado do pai que adora criar circunstâncias para se fantasiar de alguma coisa.
Sandra não gosta dessas coisas e também não entra no clima, é patricinha e cheia de não me toques. Sei que cada um tem uma personalidade, mas ela é chorona e sensível. Morre de vergonha dos irmãos pagarem esses micos, mas acaba rindo das palhaçadas e se divertindo com a alegria dos dois.
Saio com Tábata e Marina para umas compras no shopping, já que Giovana só poderá vir mais tarde, Laila e Maria estão trabalhando na escola. Paramos as compras para um lanche e podermos conversar um pouco, Tábata conta a respeito das crianças e as dificuldades delas com os estudos:
__ Eu não sei como será no período de faculdade das crianças, eu hoje praticamente moro na cidade com eles, cuido da loja o dia inteiro e espero eles chegarem da escola para irmos para casa. A semana toda essa correria, sorte que a minha mãe e a minha sogra sempre me ajudam.
__ Tábata, mas ao menos é tudo perto e Renan te, ajuda muito. E isso é só uma fase, as crianças estão crescendo e em breve eles já ajudarão na loja e na fazenda. Já estão com doze anos, daqui uns seis anos sentiremos falta das nossas crianças e problemas domésticos.
Marina fala tomando um sorvete e pensando longe.
Eu já fico imaginando essas crianças na faculdade e o que irão aprontar.
O meu telefone toca e vejo três chamadas da Maria. O meu coração gela, pois, as crianças estão no colégio ainda e na minha cabeça só vem problemas, quando vejo esse número.
__ É o telefone da escola, tenho que atender!
Falo para as meninas que estão até pálidas de preocupação, pois qualquer coisa é gatilho para mães e madrinhas.
__ Então atende rápido!
Marina fala com o coração na mão.
__ Oi Maria! Aconteceu alguma coisa?
__ Sim, Sabrina brigou na escola e quer ir embora agora.
__ Ela machucou? Está chorando?
Faço perguntas uma atrás da outra já pegando a minha bolsa.
__ Não, ela está bem! A tia Bel está cuidando dela, mas a outra menina quebrou o nariz.
Eu fico em choque e não posso acreditar que a nossa estrelinha fez isso.
Vamos louças para a escola, ligo para o Sandro e peço que se dirija para lá.
Os nossos carros chegam juntos, Sandro desce apavorado, Alex, Calebe, Bruno e Renan. Eu não entendo para quê tanta gente para resolver o problema de briga de escola.
Olho para trás e Giovana está chegando com Kauã e Kátia.
__ Virou festa?
__ Não, é que eu estava na cafeteria quando o Bruno ligou-me da sua casa, ficamos preocupados com a nossa estrelinha.
Melhor não questionar, vamos tentar resolver.
Entramos na escola e vamos todos para a diretoria, Laila está atendendo os pais da garota que chora de dor no nariz coberto de sangue. Kauã atende a garota por ser médico-cirurgião. Ele coloca o nariz da mesma no lugar e diz que foi só um deslocamento.
__ Onde está a Sabrina?
Sandro pergunta apavorado e o pai da menina diz:
__ A sua filha não deveria estudar numa escola com crianças normais, ela deveria ir para um colégio onde tenham crianças doentes como ela.
Eu só vejo o pulso dos padrinhos se fechando e Sandro pegando o homem pela gola da camisa. A tragédia está anunciada quando Sabrina entra na sala e grita:
__ Pai! ... Larga ele.
Sandro que é a passividade em pessoa solta o cretino e vai em direção ao seu bebê e a abraça forte dizendo:
__ Filha! O que aconteceu? Você, deslocou o nariz da sua coleguinha.
__ Pai! Ela não é minha coleguinha. Ela me chamou de mongoloide e não foi a primeira vez, eu avisei a ela que se fizesse de novo eu quebraria o seu nariz. Ela me viu dançando com os outros meninos e disse para não ficarem perto de mim, porque sou mongol.
Sandro está a beira de um ataque de nervos, mas Sabrina é mais esperta do que pensamos.
__ Eu disse a ela, que mongol é quem nasce na Mongólia e eu teria muito prazer de ter nascido lá, ao menos todos se pareceriam comigo e eu seria respeitada pelo meu rosto arredondado e os meus cabelos corridos e os olhos diferentes. O problema é ela, feia por dentro e por fora.
Ela veio para cima de mim e eu me defendi.
Todos se olham e o pai da menina diz:
__ Ela está mentindo, vou procurar um advogado e verei os direitos da minha filha.
Alex se coloca a frente e diz:
__ Sou advogado, a minha esposa também e o meu sogro é juiz. A lei é muito clara no sentido de que indução a descriminação a uma pessoa deficiente é de um a três anos de prisão e temos testemunhas e uma câmera ali, que registrou tudo, como prova de que o senhor induz a sua filha, menor de idade a cometer tal crime, o senhor pode pegar a sua filha e matriculá-la em outra escola e sair daqui em paz, ou poderemos chamar a polícia, registrar uma queixa contra o senhor e, o mesmo ser preso em flagrante. A escolha é sua.
Olho para um paredão de homens a frente do franzino pai da criança que quer encontrar direitos onde não os tem.
Ele pega na mão da sua filha e diz:
__ Conversarei com a minha esposa, tomaremos a decisão que for melhor para nossa família.
Eu abraço a Sabrina e pergunto se ela está bem, a garota é só alegria e não está nem um pouco assustada, apenas quer ir embora para casa.
__ Filha, promete para a mãe, que você não fará isso novamente?
__ Eu prometo!
__ Isso mesmo, você conta para mim, que sou seu pai e eu mesmo quebro a cara deles com os seus padrinhos.
Sandro fala pegando na outra mãozinha dela e os padrinhos a cercando formando uma escolta e não deixando ninguém se aproximar. Ela está sorrindo de orelha a orelha, as crianças na portaria a olham admirados com a liga da justiça.
As madrinhas ficam comigo atrás e não estão acreditando, que eles estão fazendo esse papel de novo.
De repente ouço Sandro dizendo baixinho:
__ Parabéns minha linda! Onde aprendeu dar esse soco de direita?
__ Com a vovó! Ela me disse para não deixar ninguém me humilhar ou me diminuir.
__ Você sabe, que isso serve para os garotos também, se tentarem lhe beijar você pode usar de direita, esquerda e golpes nos países baixo.
__ Não pai! Os garotos podem-me beijar, eu deixo...
Ela fala quebrando a cabecinha para o lado e rimos da cara do Sandro que quer morrer.
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Atualizado até capítulo 98
Comments
Rose Oliveira
estou amando a Sabrina como sempre autora está arrasando vc é demais maís
2025-01-27
0
teresa cristina teixeira grossi
Sabrina muito esperta!
2025-03-13
0
Sandra Maria de Oliveira Costa
🤣🤣🤣infartou com certeza kkkkkk
2024-12-01
1