Cap_5

Foram três anos juntos de puro amor, os melhores de minha vida. Lembrei dos nossos momentos juntos de cada jantar especial, seus aniversários que fiz questão de comemorar.

Dedicando tudo de mim para ser a melhor esposa, Gabriel nesse momento olha como se fosse a pior das mulheres. Aonde foi parar aquele puro amor?

O choque foi enorme e comecei a chorar sem parar, Gabriel amansou o rosto. Me abraçou com carinho, coisa que deixou de fazer após a chegada de Camila.

— Sinto muito. Não quis dizer isso, estou estressado por causa da doença de Camila. Jamais foi minha intenção te machucar. Me perdoe.

Ainda chorando ele puxou meu rosto beijando minhas lágrimas num amor doloroso para alguém que sente falta do homem que se apaixonou.

— Disse que...

— Esqueça toda minha besteira, você é a minha esposa, nunca vou lhe trocar por nada nesse mundo.

— Você me ama ?

— Elisa, por favor. Quero fazer as pazes, não começar uma briga.

Abaixei a cabeça tristemente.

— Não tentei controlar suas finanças.

Ele respirou profundamente, não acreditando.

— Perdi o emprego.

Gabriel finalmente acreditou em mim, me abraçando mais apertado.

— Se você está preocupado, pode vir trabalhar como minha assistente.

— Não vai te atrapalhar?

— Jamais. — Beija minha testa. — Pode começar amanhã e depois discuto quanto será seu salário.

Gabriel puxou minha mão para se sentar no sofá com uma expressão séria.

— Camila está muito doente, preciso que seja paciente e atenciosa com ela.

— Não vou brigar ...

— Ela vai precisar de cuidados especiais, boa alimentação.

— Está sugerindo que seja cuidadora dela?

— Elisa não seja egoísta ou má! Não tem compaixão?

— Eu sou má? Está me pedindo para cuidar da mulher...

—QUE MERDA! QUAL O SEU PROBLEMA? CAMILA NUNCA LHE FEZ MAL E VOCÊ ESTÁ SEMPRE IMPLICANDO! ESTÁ VIRANDO UMA MULHER AMARGA E Azeda! E POR ISSO QUE NÃO POSSO TE AMAR!

Saindo fora de controle pegou o carro dirigindo como louco para fora de casa. Tudo que posso fazer é chorar no quarto amargamente. Fico pensando se realmente sou tão ruim, meu ciúmes talvez esteja me cegando, afinal também estou doente.

Deveria ter simpatia, mas é Impossível para mim que sei o quanto ela ocupa o coração do meu marido.

Comecei a trabalhar no escritório com ele, ninguém sabe que sou sua esposa e tive de suportar as fofocas espalhados sobre a relação dele com Camila.

— Nossa, viu a mulher do chefe?!— Funcionário qualquer 1.

— Que mulher linda! — funcionário qualquer.

— Numa simpatia de dar inveja. — Funcionário qualquer 2.

— Com licença. — Peço para poder usar a impressora.

As mulheres saem olhando com desdém, todas me odeiam pelo fato de acharem que tentei seduzir meu próprio marido.

— Mulherzinha. — Sussurra.

— Aff. — Funcionário qualquer.

Ninguém da empresa conhece meu rosto, acham estranho o chefe que está sempre frio, me tratar com gentileza e leveza. Apesar de termos brigado a noite, no serviço foi gentil deixando de aplicar muitas tarefas por ser meu primeiro dia.

Todos me olham como uma mulher fútil querendo roubar o marido da outra. Não tinha ideia que Camila andava no escritório de Gabriel, trazendo comida caseira como se fosse sua mulher.

Arrumando sua gravata numa intimidade que nunca demonstrei fora de casa. Tive de aguentar tudo calado, mantendo a pouca dignidade que tenho dentro de uma caixinha com sete chaves, trancada.

— Oh? Elisa. — Cumprimenta Camila.

As pessoas me olham em fúria.

— Não sabia que estava trabalhando com Gabriel. Por que não me falou? — Da um leve tapa rindo para o mesmo.

— Não é um assunto sério.

Estou começando a ficar farta deles dois.

— Tenho tarefas para cumprir.

As funcionárias querendo puxar saco de Camila, tromba comigo de propósito derramando café em minha roupa.

— Perdão, querida. — Diz debochada.

— Não é sua culpa, Elisa que saiu sem olhar. — Fala simpática Camila.

Virei olhando para Gabriel esperando que me defendesse, porém tudo que recebi foi sua frieza.

— Preste atenção, melhor que vá para casa e troque de roupa. Deve manter a dignidade da empresa sempre impecável.

— Está falando sério?

Ele coça a cabeça.

— Vai discutir comigo na frente dos meus funcionários? ! Não testa minha paciência ou vou te demitir!

Elas começaram a rir enquanto Camila tratou de tocar pedindo para se acalmar. Minha cabeça parecia a ponto de explodir, tive de sair para não gritar com todos. Nem sequer cheguei à entrada da empresa e senti tontura quase caindo no chão.

Felizmente Felipe me pegou.

Em todos esses momentos que estou frágil tenho a infelicidade de encontrar com ele. Não que isso seja algo ruim... Parando pra pensar... Sim, é algo ruim.

Meus sentimentos estão confusos no momento, toda sua atenção só faz com que fique mais perdida.

— Elisa.

— Me leve daqui! Por favor!

Segurei sua roupa a ponto de chorar, doendo esse coração que insiste em se machucar. Felipe como sempre me ajudou, levando para seu carro onde dirigiu em silêncio até o mar.

— Não vai perguntar?

— Se quiser falar.

— Não quero.

Chegamos na praia com a brisa salgada numa corrente de ar quente que aperta minha alma.

— Quando vai começar o tratamento?

Sorri para ele, pois é o único preocupado com minha vida. Não tenho uma família para voltar, nunca tive amigos, meu mundo inteiro pertence a Gabriel.

— Tenho mesmo? — Sussurrou.

— Não me force a te levar contra sua vontade! Sou uma pessoa ruim com a capacidade de fazer tudo que quiser.

— Estava brincando. — Risos.

— Por que está duvidando tanto? O canalha do seu marido não quer te ajudar?

— Não contei pra ele.

Felipe franziu o rosto perdendo o resto da calma.

— QUER QUE SEU MARIDO MORRA?!

— Claro que não!

Ele pegou meu punho apertando forte encarando meu rosto num ódio que me fez tremer.

— Escute bem, Elisa! Se te encontrar novamente e não tiver feito o tratamento, vou encontrar o bastardo do seu marido e o matar da pior forma que existe.

— Está me assustando.

— Estou falando sério, não sabe do que sou capaz.

— Farei o tratamento! Me solte!

Foi a primeira vez que senti medo dele, seu rosto, a maneira da voz, tudo nele, não tem um pingo de humanidade.

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Comments

Birrenta Figueiredo

Birrenta Figueiredo

nossa , sem chance de continuar, a mulher colocando um relacionamento q só existe amor, da parte dela( acho q nem é amor, é só dependência afetiva) onde o cara é a família a trata como uma mera empregada, tá muito fora da caixinha, essa estória. Eu fico me perguntando se ele é rico, como q deixa a mulher trabalha em um bar? Mesmo ele escondendo q ela é sua esposa, mas como no início, eles ião aos eventos juntos, não tem lógica pra me, não sou evoluída o suficiente ( ou não tenho neurônios tão evoluídos). Bjs.

2025-03-09

1

Katia

Katia

Que narrativa confusa , não estou entendendo nada. Que mulher burrra.

2025-03-03

0

Michele Mendes

Michele Mendes

nossa essa mulher é burra mesmo

2025-03-01

1

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