Cheguei como de costume no emprego, trocando de roupa e indo atender no balcão. Quando vejo Felipe entrar com seus amigos, fico feliz de ver seu rosto.
Ele é o único que se importa de verdade comigo, trata gentilmente, nunca passando do limite como os outros clientes da boate.
Observo um estranho sujeito com eles, conheço todos que andam com Felipe, menos este sujeito novo.
— Bom dia , cliente! — Sorrio como de costume para ele.
— Oi, belezinha. — O novo amigo cumprimenta.
— Não mexa com ela! — Felipe diz o repreendendo.
— Ah, mano! Deixa brincar com ela um pouco, não seja o único se divertir.
— Tayrone não provoca!
Meu chefe que estava de olho se aproxima, mandando sair, ficando no meu lugar atende os rapazes. Não sei o que ele diz para Felipe, porém vejo que curva a cabeça.
Hoje também parece não ser meu dia. No momento que ouvi a conversa do meu marido com os amigos tudo está desmoronando. Pego o pano para limpar as mesas vazias e sinto novamente a cabeça doer. Vindo uma tontura, os olhos querendo fechar, perdendo o controle do corpo, caindo sendo pega pelas mãos de Felipe.
— Obrigada.
Felipe me pega pelo colo carregando para fora da lanchonete direto para seu carro.
— FELIPE! ME PÕE NO CHÃO!
Ele ignora meu pedido, seus amigos ajudam abrindo a porta e sou colocada lá dentro. Em silêncio arruma o cinto de segurança, pega sua chave e entra pelo lado do motorista.
— Felipe abre a porta.
— Fica quieta. — Diz sério.
Notei suas mãos tremendo, queria dizer algo, todavia este seu carinho, nesse momento que estou passando por problemas no casamento, faz querer que continue preocupado.
Ele dirige como louco entre os carros para algum lugar que desconheço. Fecho os olhos morrendo de medo pelo modo perigoso que está conduzindo o carro. Abrindo aliviada ao parar, ele desce indo para o lado do passageiro e abre a porta para sair.
Faz muito tempo que ninguém abre a porta para mim do carro. Fico muito feliz, mas essa alegria acaba vendo que estamos na entrada de uma clínica luxuosa.
— Felipe, por que me trouxe aqui?
— Vamos verificar esses desmaios.
— Está louco? Sabe quanto custa uma consulta nesse lugar?
— Não sei, nem quero saber. Vamos.
Um médico se aproxima de nós com o rosto de poucos amigos.
— FELIPE, TENHA UM POUCO DE BOM SENSO, PELO AMOR DE DEUS! ONTEM LIGA NA MADRUGADA E NEM APARECE! AGORA, LIGA NA HORA DO ALMOÇO? POR DEUS...
Fico acanhada indo de mansinha para trás de Felipe, porém os olhos rápidos do médico passam por mim.
— Oi, gracinha! — Pega minha cintura me puxando, tocando meu queixo quase nos beijando.
Felipe acerta um tapa forte nele que faz parar.
— POR QUE FEZ ISSO?
— Não se meta com ela.
Consigo ver a troca de olhares feroz deles, interrompidos por uma bela mulher que puxa a orelha de ambos.
— SOLTE! ISSO DÓI! SOLTE, BRUXA! — Grita o médico.
— IRMÃ, PARA! ESTOU FALANDO SÉRIO!
Com os olhos de ternura, sou convidada há entrar no seu escritório. Felipe explica para ambos meus repentinos desmaios em dois dias seguidos.
— Belezura, tem tido dores de cabeça constantes? — Pergunta o médico.
— Ela chama Elisa.
— Elisa, vou pedir uns exames urgentes de tomografia, preciso que providencie o mais rápido que conseguir.
Felipe e o médico discutem enquanto a médica explica todos os exames que devo fazer.
— Felipe para de ciúmes com o Guilherme e escute o que sua namorada precisa fazer.
— Irmã... Não fale isso em voz alta, dói meu coração. — Fala Guilherme fazendo drama.
— A propósito, pode me chamar de Karla, sou a prima desses dois idiotas. — Toca minha mão.
— Sou Elisa, prazer em conhecê-la.
Karla olha para Felipe e me abraça com carinho.
— Se ele te trair conte-me que vou contar para a tia. Pode ter certeza que vão encher ele de porrada.
— Tenho cara de traíra? — Felipe diz inconformado.
— Tem! — Enfatiza olhando com desdém.
— Termina com ele e fique comigo. — Karla puxa a orelha dele novamente o jogando fora da sala.
— MULHERENGO DO INFERNO! VAI PROCURAR UMA NAMORADA PARA VOCÊ! DEIXE A MULHER DO SEU PRIMO EM PAZ! — Grita batendo a porta.
Felipe envergonhado coça o rosto, nunca fui tão bem acolhida como estou sendo com esses desconhecidos. Esses sentimentos são novos para mim e dão muito medo.
— Não somos namorados. — tímido.
Nós duas não aguentamos e começamos a rir juntas o deixando da cor do pimentão maduro. Nem percebi seus olhos para mim cheios de carinhos e quando vi não tive reação.
— Pombinhos, ainda estou aqui.
Ficamos constrangidos disfarçando nossa olhada.
— Leve ela direto para a sala de exames.
Saímos do consultório e tentei escapar, Felipe não deixou, me carregando para a sala de exames na frente de todos.
Fiz toda categoria de exame que possa imaginar, entregue no mesmo dia para minha surpresa. Diferente do que estou acostumada no hospital público que utilizo raramente.
Gabriel esqueceu de incluir no seu plano médico e como sempre utilizei serviços gratuitos, não tocamos nesse assunto.
Voltamos para sua prima que verificou a tomografia diversas vezes, até ligou para seu professor para pedir opinião. Aguardei impaciente ela falando por vídeo chamada enquanto Felipe pega minha mão parecendo um defunto de tão gelado.
— Obrigada, sensei.
Finalmente a reunião deles terminou, o olhar gentil sumiu dando lugar para uma expressão para péssima notícia.
— Sinto muito.
Felipe estava pálido como se estivesse morto, apertando minhas mãos fortes como se fosse ele o doente.
— Doutora, qual é o meu problema?
— Tumor cerebral. — Diz sem rodeios.
— Tenho câncer na cabeça?
— Vou te explicar o que é tumor cerebral. Um tumor é caracterizado pelo crescimento acelerado e errático de um grupo de células que sofreu uma mutação e que passou a se comportar de forma incorreta, causando, por exemplo, a formação de uma massa de células.
— Espere... — Levanto indo para o corredor tomar um ar.
Felipe me acompanha, permanecendo o tempo todo comigo. Volto e sento novamente dessa vez com lágrimas nos olhos.
— Calma, há vários tipos de tratamentos. Não é o fim, vamos juntos vencer essa doença. — Segura minha mão. — Tenho o melhor especialista em tumor no cérebro do mundo, apesar dele ser um idiota.
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Atualizado até capítulo 68
Comments
galega manhosa
já amei essa família
torcendo pra ela larga aquele bundão com a tal Camila que é uma vadia .golpista e partir pro braços do gostosoao
2025-03-18
1
Mari
ela não terminou a faculdade?
2025-04-03
0
Maria Luísa de Almeida franca Almeida franca
tomará que ela se separa do idiota do marido
2024-09-14
2