RAFAELA...
Ontem quando voltei da escola, trouxe a Flavinha e Igor para ficar um pouco com o Pedro, ele ficou tão feliz, que até aqueceu o meu peito. Agora estou indo buscar ele no hospital, os meus pais vão ficar com a Ana enquanto não volto.
— Já, já, a mamãe volta, filha. Vou só buscar o seu irmão.
— Tá bom, mãe.
Sigo até o hospital e depois que o Natan me passou todas as recomendações necessárias, o Pedro foi liberado.
— Não exite em me ligar caso ele sentir alguma coisa. E lembre, nada de correr, ou alimentos industrializados, cheios de gordura.
— Nem batata frita, tio?!
— Não, pequeno, infelizmente não. Você tem que manter uma alimentação leve e saudável para não piorar o seu quadro. Falta pouco para você ficar bom, e poder voltar pra casa, por isso que tem que comer só essas coisas que você não gosta.
— Tá bom... Até segunda, tio Nat.
— Até, se cuida, campeão.
Eles fazem um toque duplo, e saímos do hospital, eu levo o Pedro no colo, até o carro, quando chegamos em casa, a Ana estava no sofá com os meus pais.
— Pedroooo — a Ana corre para abraçar o irmão, mas quando chega pertinho dele, abraça com cuidado — eu já estava com saudades.
— Eu também estava. Oi vovó, oi vovô.
— Oi, meu netinho preferido — a minha mãe fala, mesmo só tendo eles dois de netos.
— Eu sou o único menino, vovó.
— Eu sei disso, querido. Por isso você é o meu preferido.
O meu pai vai até ele e pega ele no colo trazendo pro sofá. Vou até a cozinha e pego o café dele, leite e frutas frescas, trouxe também para a Ana, por mais que ela já tenha tomado café. Ficamos apenas aproveitando o nosso momento em família, pela tarde a minha irmã e a Brenda vieram para cá.
De noite, quando eu já estava colocando os gêmeos na cama, o Pedro me chamou baixinho.
— Oi, filho — me abaixo perto da cama dele.
— O papai vem ver a gente? — deixo a minha respiração sair um pouco devagar.
— Eu não sei... Mas eu falei pra ele que podia vir ver vocês...
— Quem mamãe? — a Ana me pergunta da cama dela.
— O nosso papai, Ana. Aquele cara que foi me ver lá no hospital... Ele não é o tio Teteu, é o nosso pai, não é mãe?
— Sim, filho. Ele é o pai de vocês.
— Sério, mamãe? O tio Teteu é o nosso papai? — ela fala quase pulando na cama — ebaaa.
Acabo sorrindo com a animação da Ana. Termino de contar uma história para eles e vou para o meu quarto, me deito na cama, e só então abro as minhas redes sociais, eu uso pouco, e ultimamente tenho dado ainda menos atenção.
Vejo que o Matheus começou a me seguir, e ainda curtiu praticamente todas as publicações, entro no perfil dele e não encontro nenhum rastro da noiva dele, acho um pouco estranho. O Matheus tinha muitos seguidores no Instagram, não chegava nem aos pés do meu perfil, que tinha apenas alguns conhecidos.
Ele tinha poucas fotos expostas, e nas poucas que tinha, os comentários iam dos mais comuns como "lindo" aos mais insanos como convites para ser levadas para a cama, isso me deu nojo. Eu sempre desativo a opção de comentários, justamente por esse motivo, os comentários sem noção.
Adormeço alguns minutos depois de seguir o Matheus de volta. No outro dia quando acordo, tem mensagem dele pedindo o meu endereço, pois queria vir ver as crianças, passei tudo direitinho e fui fazer a minha higiene.
— Deus me ajude, me dê paciência e sabedoria para aguentar o Matheus na minha casa.
Desci para a cozinha e a minha mãe já estava terminando o café, pois tanto ela, quanto o meu pai, dormiram aqui na noite passada.
— Bom dia, querida — ela fala assim que deixo um beijo na sua bochecha.
— Bom dia, mãe.
— Está tudo bem?
— O Matheus vem ver as crianças. Pode ficar mais um pouco, aqui?
— Ai, filha... Claro que eu fico. Os amiguinhos dos gêmeos vem que horas?
— Pela tarde, são só os mais próximos, a Flávia, o Igor, Henrique e a Luana. Eles são praticamente inseparáveis.
— Tem razão. Bom, o café já está pronto. Vai acordar eles? — nego com a cabeça e começo a comer.
A manhã passou rápido, leve, e ao mesmo tempo... Tensa. As crianças perguntaram pelo Matheus, assim que acordaram, o que rendeu da parte deles, uma grande comemoração, após ouvir a minha resposta. Depois do almoço eu dei banho neles dois e os arrumei. Os amigos deles chegariam entre 14 e 15 horas, já o Matheus... Poderia ser a qualquer hora e isso estava me deixando tensa de mais.
— Mãe, o papai ainda vai demorar a chegar? — perguntou a Ana pela milésima vez, o meu pai estava no jardim e não ouviu ela perguntar, mas assim que chegou na sala, a campainha tocou.
— Eu atendo, querida — ele foi abrir a porta, assim que abriu só ouvi o meu pai perguntar com raiva — você? O que você está fazendo aqui?
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Atualizado até capítulo 69
Comments
Jacqueline Santos
Se essa criança precisa de transplante de medula, ela precisa evitar presença de pessoas ao redor ( só acho) enfim é uma história
2025-03-27
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🌸 Alessandra 🌸
isso não condiz com o que a autora falou... a Madson não parecia estar em um noivado de aparência.
2025-03-18
2
Maria Das Dores
O pai da Rafaela tem toda razão de ficar brabo ,
2025-03-18
1