MATHEUS...
Fiquei meio paralisado quando vi a Ana Laura... A Rafa disse para ela que sou um amigo... Queria tanto ter ouvido a palavra "papai"... Seguimos primeiro até o quarto do Pedro.
— Amigo da mamãe, posso te chamar de tio Teteu? — sorri com o novo apelido — o meu outro titio se chama Mumu. E eu tenho três titias, a tia Tata, a tia Pri e a tia Bê.
— Filha, eu já disse que não pode sair criando apelidos assim — a Rafa fala meio duro com ela, e eu franzo a sobrancelha.
— Está tudo bem Rafa. Pode sim me chamar de tio Teteu. E como você quer que eu te chame? De Ana ou de Laura?
— Todo mundo me chama de Aninha. Tem vez que até esqueço que meu nome também é Laura, tio Teteu.
— Entendi... E se eu te chamar de Laurinha, pra você não esquecer que também tem esse nome? — ela abre um sorriso enorme.
É, Rafa... Parece que o seu plano de não me deixar se aproximar das crianças antes do Pedro ficar bem, saiu pela culatra, e foi você mesma quem causou isso. Continuamos andando até chegar no quarto do Pedro, eu não entrei, esperei a permissão dela, é claro, e sim... Ela deixou eu entrar.
— Pedro! Senti saudades — a Laurinha vai direto para a cama dele.
— Oi Ana... Também senti a sua falta. Quem é esse homem? — ele pergunta fazendo cara feia para mim.
— É um amigo da mamãe. O nome dele é Matheus, não é, tio Teteu? — o Pedro continua fazendo careta para mim.
— É sim, Laurinha. Prazer, Pedro — estendo a minha mão para ele que olha para ela estendida e faz pouco caso.
— Pedro Henrique! Não foi essa a educação que lhe dei. Cumprimente o Matheus — a Rafa fala um pouco brava com ele.
— Ei... Está tudo bem. Não precisa ser tão dura com ele — falo colocando a minha mão no seu ombro e ela me olha com a cara fechada, o que me faz tirar a mão no mesmo instante.
— Meus amores, fiquem brincando aqui, tá bom? Vou precisar resolver uma coisinha com o...
— Tio Teteu.
A Rafa assente e deixa um beijo em cada um, o Pedro continua olhando feio para mim, do mesmo jeitinho da Rafa, deixo primeiro ela passar e só então eu passo, mas escuto quando o Pedro diz:
— Não gostei desse amigo da mamãe.
Ah, Pedro... Qual será a sua reação quando souber que sou o seu pai? Fingi que não ouvi nada e apenas acelerei os passos para alcançar a Rafa que estava caminhando muito rápido, certeza está com raiva de alguma coisa.
— Ei, espera.
— O que deu na sua cabeça em? — olho confuso para ela — não interfira mais na forma como eu corrijo os meus filhos, Matheus. Se eu corrigi o Pedro quando ele te ignorou, é porque não quero que ele faça isso com outras pessoas, se você sequer pensar em amenizar as minhas correções outra vez, eu esqueço que você tem uma parte do DNA deles e sumo no mundo para você nunca mais ver a nossa cara.
Ela fala isso de uma única vez, sem parar nem mesmo para respirar, quando termina continua andando e me deixa para trás, tentando absorver o motivo da raiva dela. O que foi que eu fiz agora? Alguém me diz?
Balanço a cabeça vendo que nessa guerra eu terei que matar 50 soldados por dia, e entro na sala do Natan, que já estava olhando para a Rafa de braços cruzados e bico igual criança sem doce, ele levanta a sobrancelha com uma interrogação e eu entorto a boca como que dizendo que depois falo.
— Vão ficar se comunicando com gestos ou você vai sentar nessa cadeira para o Natan ler o resultado, Matheus?
É... Ela realmente está dando uma de difícil. Me sento numa cadeira ao lado dela e ela se ajeita na cadeira se afastando um pouco mais, o Natan revira os olhos e abre um papel, começa a ler e só quando termina, é que cruza as mãos olhando para nós dois.
— Deu 97% de compatibilidade.
— Então já podemos marcar a cirurgia do Pedro? — a Rafa fala com os olhos cheios de lágrimas.
— Primeiro vamos fazer alguns exames no Matheus, conferir se ele está realmente apto para realizar esse tipo de doação.
— E quanto tempo vai levar esses exames? — ela fala com ainda mais lágrimas nos olhos.
— No máximo uma semana. São só alguns exames de rotina. Agora é só torcer para o Matheus estar limpo.
— Espero que sim... — ela fala um pouco cansada, estendo a minha mão e toco no seu ombro, ela olha para mim com os olhos cheios de lágrimas, mas ao invés de tirar a minha mão de lá, apenas aperta com a dela.
— Vai dar tudo certo. Vou ajudar a salvar nosso filho... — ela assente ainda emocionada.
Saímos da sala do Natan depois de marcar com ele para começar os meus exames amanhã mesmo, alguns são em jejum, os de sangue, por exemplo. Ela voltou para o quarto do Pedro e foi direto para a cama dele, deu um abraço forte neles dois, eu fiquei parado na porta, apenas observando a cena, querendo participar daquele momento... Mas... Eu sei que ainda não sou digno de tal coisa.
Ainda preciso conquistar todos três para só então... Poder ser parte da família deles.
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Atualizado até capítulo 69
Comments
Luzia aparecida Araújo
Que bom que está agindo como homem! Tem que ralar muito ainda pra ter sua família meu caro!
2025-03-01
5
Maria Das Dores
Mateus tô gostando muito de Vc ,Vc se arrependeu e vai fazer tudo pra ter sua Amada e filhos de voltar
2025-03-18
1
Ana Lúcia De Oliveira
A siliconada,onde entra essa mulher na vida do Matheus e porquê? se ele quer fazer parte da vida dos filhos?
2025-03-18
1