15° Dia / A noite

Querido diário.

Eu coloco a chave na fechadura e ela encaixa.

Viro a chave e a porta destrava.

Puxo a massaneta que ficava dobrada. E levanto a porta.

Tinha uma escada de cimento.

Uma luz acende bem fraquinha.

Desço a escada, uso a lanterna do celular para ajudar a clarear. E vejo um túnel sem fim e escuro.

Eu assistia filmes de terror e não ia me aventurar sozinha naquele lugar escuro.

Depois eu descubro onde ele vai sair.

Eu fecho a porta novamente. Recoloco o piso que camuflava a porta.

E saiu do mausoléu.

Eu retorno para a Mansão me deito e adormeço novamente. Acordo já era noite e eu estava entediada. Me troco, coloco um vestido preto justo e curto. Um coturno preto e meia arrastão e uma jaqueta jeans.

Desço para a garagem, pego o carro e vou para o centro da cidade.

Vou para um balada que havia no centro

"Club Danse". Entro na balada e vou direto ao bar.

Uma bartender preparava alguns coquetéis.

- O que deseja?

Ela pergunta.

- Uma água com gás por favor!

- Ela serve a água no copo.

Ouço alguém me chamar.

- Kero! Kero!

Olho para trás e avisto Pierre e alguns amigos.

Ele faz sinal com a mão me chamando.

Eu atravesso o salão e vou em sua direção.

Ele estava sentado com mais três mulheres e um outro rapaz.

Eu me aproximo.

- Boa noite!

-Boa noite!

Eles respondem.

- Pessoal essa é a Keroline Bloise.

- Podem me chamar apenas de Kero!

- Bloise? A Sra Bloise?

Pergunta a moça morena de cabelo enrolado com diversas tatuagens.

- Isso! É a minha avó.

- Ah desculpa deixa eu te apresentar o pessoal.

A detetive aqui (diz ele com ironia) é a Paula, essa dos olhos azuis é a Vanessa, e essa com cara de nojo é a Ana.

Eu dou um sorriso.

- E esse metido é o Robert.

- Me fala como é viver naquela Mansão enorme?

Pergunta Paula com empolgação.

- Solitário! Eu venho de uma casa com dois cômodos....então acho um exagero. Eu ainda nem conheço tudo.

- Se está insatisfeita é só vender ou se mudar.

Fala a Ana. Uma branca de cabelo curto com duas mechas brancas na frente.

- Ainda não posso, preciso concluir o inventário.

Por enquanto só posso morar mesmo.

Eu não precisava explicar as maluquices da minha avó para uma desconhecida.

" Pierre tinha razão, pessoa nojentinha, eu penso"

- Minha avó fala muito sobre a sua. Tem altas histórias da Sra. Bloise.

- Kero não sabe muito sobre a avó. Ela nem sabia que era sua neta.

- Nossa que loucura deve ter sido isso. Diz Robert

- Ah então precisa conversar com a minha avó. Ela diz que elas eram melhores amigas, mas depois da morte da sua filha a Sra. Bloise se reservou e elas perderam contato. Ela diz que lamentou muito a sua morte.

- Interessante! Qualquer hora eu vou mesmo. Tenho muitas perguntas sem respostas e respostas sem explicação.

Digo sorrindo.

- Está com sorte garota. O gostoso da livraria não tira os olhos de você. Eu já tentei ficar com ele várias vezes. Mas ele é bem dificil.

Comenta Vanessa

- Não amiga. Ele não é dificil. É você que é fácil demais.

Diz Ana.

Todos rimos

- Nossa ele está te secando gata!

Diz Paula.

Quando me viro para olhar, vejo Vincent.

Eu dou um sorriso.

E aceno com a mão, cumprimentando.

- Você conhece ele?

Pergunta Vanessa.

- Sim! É o Vince.

Vanessa era realmente uma loira de olhos azuis de tirar o fôlego. O seu corpo era definido, cabelo longo, muto linda. E Vince recusou??

Nem parecia o mesmo cara que eu vi no porão da livraria.

Continuamos a conversar. Rindo bastante. Eu gostei muito de Paula, Vanessa e Robert.

Mas Ana não era possível, "nossos santos não bateram" como dizem.

A conversa estava tão gostosa que sem querer Ana ficou de lado. Não falava nada, apenas bebia bastante.

Até que resolveu me provocar.

- Como é ser filha de um assassino?

- Nossa Ana! Que desrespeito é esse com a Kero?

Pergunta Paula.

- Só estou perguntando. Sei que ela é rica, mas não é melhor que ninguém.

- E em que momento você ouviu ela dizer que era melhor que alguém Ana?

Pergunta Robert

- Você consegue ser tóxica Ana.

Ele revira os olhos ao falar.

- Não se preocupem. Não me ofendeu.

- Mas respondendo a sua pergunta. O lado ruim é que infelizmente ele matou a minha mãe.

E lado bom é que eu aprendi como lidar com inimigos.

Respondo piscando o olho.

Todos riem sem acreditar na minha resposta.

Ana ficou calada.

Com licença vou ao banheiro.

Eu levanto-me e vou a andar.

- Espere, eu vou também!

Disse Paula.

- Não fique chateada. Ela é uma boa pessoa. Só fica assim quando ela e Robert brigam.

- Eles são namorados?

Eu pergunto.

- Na verdade, não sei o que ele são. Eles dizem que são amigos, mas vivem se pegando. As vezes estão no maior amor, se beijando por aí. E as vezes estão como hoje.

Eu dou um sorriso.

Usamos o banheiro e saímos retornando para a mesa.

No caminho Vince aparece na minha frente.

- Kero podemos falar?

- Paula pode ir. Vou falar com Vince e já vou.

Ele me puxa para a parte onde havia um jardim. As mesas ficavam ao ar livre. E era mais reservado. O volume da música mais baixo.

- Oi Vince. Diga?

- Eu queria saber se está tudo bem entre nós?

- Sim está!

- Não queria que ficasse um clima ruim.

- Tudo bem. Está tudo tranquilo.

- Eu não sabia que você conhecia Pierre e os seus amigos.

- Vocês se conhecem?

- Conheço apenas o Pierre, estudamos juntos na adolescência. Mas eles sempre andam juntos.

- Olhaaaa! Eu não sabia disso. O Sr. PHD já foi um descolado. Digo a rir.

- Nossa, você me acha careta?

Pergunta Vince.

Eu dou uma gargalhada.

- Não seu bobo. Eu te acho perfeito.

Eu digo sem pensar, fico vermelha, sem graça.

- Eu vou la. Bom...é...Tchau!

E saiu correndo para a mesa.

- Está tudo bem Kero? Pergunta Paula.

- Está sim. Me deu um calor de repente.

Continuamos a conversar e percebo que já era bem tarde.

Mas não podia retornar a Mansão.

Paula oferece-me para dormir na sua casa.

Eu agradeço, mas resolvo ficar em um hotel da cidade.

Chego na recepção faço "check-in". E sigo para o meu quarto.

O prédio era bem antigo. O elevador era de madeira. Bem antigo mesmo, mas muito conservado.

O quarto era bem moderno e aconchegante. Diferente de sua estrutura, mas era bom por que trazia mais conforto.

Eu me deito e apago.

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Comments

Clesiane Paulino

Clesiane Paulino

fez bem Kero ficar em um hotel, já imaginou ficar na garagem e encontrar os cachorros de novo😳😳😳😳

2024-08-26

1

ARMINDA

ARMINDA

KAROLINA FEZ BEM FICOU NUM HOTEL.

2024-07-10

2

Fatima Gonçalves

Fatima Gonçalves

bem complicado

2024-06-28

0

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