Querido diário,
Acordo com o barulho do cortador de grama.
Tomo um banho, me troco e desço para tomar café.
Estava faminta.
Na cozinha Sra. Meire havia preparado bastante coisa, tinha queijo, geléia, torradas, frutas, leite, café e suco.
Como um pouco de cada coisas e vou ao jardim.
Vejo um rapaz da minha idade.
" Graças a Deus! Alguém jovem aqui, eu penso"
Ele cortava a grama presumi que fosse o tal Pablo.
- Bom dia! Eu digo
- Bom dia! Senhora.? Ou Senhorita?
- Senhorita mas pode me chamar de Keroline.
- Você deve ser o Pablo?
- Sou o Pierre. Pablo é meu pai.
Ele não pode vir, então vim ajuda - lo.
- Ok.
- Após 1h e meia o sol ardia, Pierre tira a camisa.
Está suado e muito lindo.
Eu havia terminado meu namoro a cerca de um ano.
Vitor era um babaca metido a valentão. Nadador na universidade. Por ser muito bonito e de família rica acho que tinha o direito de me trair durante as férias.
Claro que eu não iria aceitar.
Ele ainda teve a audácia de por a culpa em mim. Dizendo que eu não quiz ir viajar com ele e os amigos.
Mas eu havia dito que minha mãe não estava bem, e precisaria de mim.
"Tudo bem! Eu já superei, eu penso"
Pego um copo grande de suco e levo para Pierre.
- Olha um suco para refrescar.
- Obigado Srta.
- Por favor me chame de Keroline ou apenas Kero.
- Ok Kero.
- Você é a herdeira de tudo isso né?
- Da mansão sim.
- Dá mansão? Kero a Sra. Bloide é dona de quase todas as terras da cidade.
- Sério?
- Você não sabia?
- Não sei muita coisa.
- Tudo que os seus olhos conseguem avistar são seus.
- Eu vi uma cerca ao fim do terreno, antes da floresta e achei que era só isso.
Ele ri.
- Não é floresta. É a plantação de eucalipto.
Diz ele sorrindo.
- Ah! Digo meio sem graça.
- Não quero te atrapalhar. Depois nos falamos.
- Ok.
- Vou para o escritório. Eu ainda não tinha olhado direito.
- Vejo um mapa da cidade na parede. Com alguns alfinetes vermelhos e linhas.
Acredito que cada um representava uma de suas poses.
Havia algumas fotos também.
Uma me chama a atenção, era mais antiga da Sra. Bloide bem jovem e uma menina ao seu lado. O que me chama atenção é que a menina se parecia muito comigo quando pequena.
Corro para o meu quarto. Procuro uma foto e realmente eramos muito parecidas.
"Essa deve ser a minha mãe, eu penso"
Vejo uma outra foto.
A Sra. Bloide com uma jovem. Mas essa jovem não se parece com minha mãe.
Eu observo pela a janela Pierre estava quase acabando. O jardim estava lindo e perfeito.
Um vento entra pela janela e derruba o porta retrato da Sra. com a jovem. Com a queda ele quebra. Eu me abaixo para retirar os cacos de vidro. E uma foto menor acaba caindo. Era a mesma jovem. Atrás estava escrito a mão.
"Minha querida filha Karolina"
Algo não fazia sentido.
Será que a Sra. Bloide teve duas filhas?
Essa jovem não é a minha mãe.
Minha mãe se chama Ana.
Tem tanta coisa a ser explica....
Eu retorno para o jardim
- Pierre?
- Sim!
- Você conheceu a Sra. Bloide?
- Sim, vi ela poucas vezes.
Desde que eu e meus pais viemos dos Estados Unidos, meu pai trabalha para ela.
- Você pode me contar o que sabe?
- Você realmente não sabe nada sobre ela né?
- Não. Digo com um olhar triste.
- Bom eu já terminei. Venha se sente aqui. Diz ele apontando para um banco de ferro branco no jardim.
- Kero eu não sei muito. O que meu pai me contou é que ela é era uma boa pessoa.
As terras onde fica nossa casa eram dela. Ela vendeu ao meu pai, e o ajudou parcelando bem baratinho. Se ela não ajudasse não teriamos casa até hoje.
- Ela deu um emprego para meu pai Ele é seu jardineiro oficial á anos.
Ela ficou víúva muito cedo, e teve uma única filha. Sua filha se casou bem jovem, mas o marido a agredia muito, ela então retornou para casa com uma bebê pequena. Mas em uma noite o ex marido invadiu a mansão com uma faca e esfaquiou a sua filha na frente da bebê. E quando ele ia matar a bebê. A Sra. Bloide apareceu com uma arma e o matou.
Depois disso ela não saiu mais da mansão e não se soube mais nada da bebê.
- Acho que você é essa bebê!
- Pierre só uma coisa não bate. Eu vi uma foto da filha da Sra. Bloide e não é a minha mãe.
- Kero desculpa dizer isso. Mas nunca passou pela sua cabeça que talvez você tenha sido adotada por outra família.
Meu mundo desaba.
Era isso!
A Sra. Bloide me deu para adoção quando tudo aconteceu.
Meus pensamentos voam.
- Kero?
- Kero?
Eu percebo que está viajando com os pensamentos.
- Sim! Perdão.
- Você está bem?
- Desculpe deve ser horrível ouvir isso.
- Só… é complicado. É como se a minha vida inteira fosse uma mentira.
- Imagino.
- Você é bem inteligente, e linda. Sei que vai superar qualquer coisa. Se precisar de um amigo estou aqui. Esse é meu telefone.
Ele me entrega um pedaço de papel com um número anotado.
- Ta bom. Obrigada Pierre.
- Eu quem agradeço. Até mais.
Ele entra na picape de jardinagem e vai embora.
Olho com todo carinho, o jardim era lindo. Digno de castelo de princesa.
Segui em direção a plantação de eucalipto.
- Ha, ha, ha eu achando que era uma floresta. Penso alto
A trilha principal continua.
A esquerda vejo o topo da estatúa de um anjo um pouco distante entre as árvores.
Sigo caminhando por uma trilha menor.
E saiu de frente com um mausoléu.
Parecia uma casa de tão imponente.
Era todo de mármore branco com veios preto.
Tinha uma estátua de um anjo enorme de asas aberta.
E no chão duas estátuas de anjos identicos de asas abaixadas e de cabeça baixa. Como se me reverenciasse. Um em cada lado da construção.
A entrada vazia como um "V". Era largo e ia se estreitando até chegar na porta do mausoléu.
Ele tinha portões pretos de ferro todo trabalhado.
Eu puxo a porta com certa dificuldade pois estava um pouco emperrada.
Ao abrir as luzes brancas dentro do mausoléu se acendem.
Observo que ha três placas de túmulos
Duas do lado esquerdo e uma do lado direito.
Com o nome, a foto e a data de nascimento e de óbito.
Na esquerda dizia.
*Francisco Bloise
*Maria Keroline Bloise
Keroline, minha mãe me deu o nome da minha avó.
E do lado direito,
*Karolina Keroline Bloise.
Eita! É o nome da minha mãe também.
O mausoléu está limpo e bem cuidado.
Saiu e fecho a porta novamente.
Observo que atrás há um pequeno jardim.
E um muro baixo feito de tijolos que formava um quadrado.
Com um pequeno portão.
E em cada canto a estátua de um pequeno anjo.
- Será outro cemitério.
Abro o portãozinho e entro.
Havia cinco placas de túmulo.
O chão era todo de grama com um caminho de pedras brancas no meio, nas laterais e entre os túmulos.
Sendo duas placas, depois mais duas na mesma reta e uma isolada ao meio.
Mas que estava lá no fundo me chamou a atenção.
Passo olhando rapidamente as demais e era iguais a do mausoléu.
Mas a última não havia a foto, apenas o nome e data do óbito.
*Paulo Shmitle
05.05.2004
Alguém havia pixado no seu túmulo os dizeres:
ASSASSINO.
Isso me deixa chocada.
Provavelmente esse era o meu pai.
E ele morreu no dia do meu aniversário, e eu só tinha 3 aninhos quando essa tragédia aconteceu.
Era realmente muito triste.
Não consigo ligar os pontos, é muita informação. Talvez o Dr. Gregory consiga me explicar as coisas.
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Atualizado até capítulo 52
Comments
Elisiane Gomes
tô cheia de medo mais a curiosidade não mim deixa para de ler
2024-10-20
0
Clesiane Paulino
tô com medo de ler,mas também tô curiosa😳
2024-08-26
3
Gisele Lavaqui
uauuu que história
2024-08-02
1