Ainda me sinto perdida.
Resolvo sair e ir até a cidade ainda não tinha saído da mansão.
- Sr. Augusto gostaria de ir a cidade. A Sra. Bloide deixou algum carro?
- Sim, á Srta. já olhou na garagem?
- E temos uma garagem?
Ele sorri.
- Me acompanhe.
Depois da cozinha havia uma porta e descemos uma escada. E temos outra porta no lado esquerdo.
Ao abrir vejo uma garagem imensa.
- Não acredito! Digo de boca aberta.
- Sim! Tinha vários carros todos cobertos.
- A chave de todos os veículos ficam ali no painel.
Tinha muita chave pendurada.
- Como a Srta. é jovem acredito que prefira um carro mais moderno.
O veículo a direita é o mais moderno.
A Sra. Bloide comprou cerca de um mês antes de morrer. Ela nem usou.
- Obrigada Sr. Augusto.
- Com licença, diz ele ja se retirando.
- Quando eu levanto a capa plástica quase caiu para trás.
Era um Audi preto muito moderno.
Corro no painel pego a chave que tinha o emblema da Audi e aperto o alarme.
Ele acende o farol, destrava a porta.
Eu corro e sento no banco do motorista.
De boca aberta.
Nem os meus amigos riquinhos da universidade tinham um desses.
Estou encantada.
Aperto o botão no painel e ele liga.
Dou uma aceleradinha...
"Vrum, vrum, vrum".
Meu coração dispara.
É perfeito.
Ligo os fárois, passo o cinto e o tiro da vaga.
Mas e agora por onde eu saiu.
Olho para os lado e vejo a placa saída.
Sigo em direção.
Vejo uma rampa.
Eu subo. Tem um portão todo fechado.
Aperto o controle que havia no quebra sol. O portão levanta.
Vejo a luz do sol.
Eu saiu e vejo que a saida é na lateral da casa. Onde eu havia visto uma rua e não entendi por que.
Sigo em frente. Até o portão principal aperto o controle, mas nada.
E agora?
Já sei.
Pisco o farol ele abre para o lado.
Eu acelero e pego a estrada.
Que delicia aquele carro. Meus pais tinha um mas era mais velhinho e lento.
Esse era perfeito.
- Valeu Sra. Bloide. Eu grito enquanto piso firme no acelerador.
Chego até a maior biblioteca da cidade.
Ela era enorme, 3 andares de livro de todos os gêneros, próximo à entrada havia alguns espaços individuais com computadores e acesso à “internet”.
Havia um balcão próximo à entrada bem no meio da biblioteca.
Nele havia uma senhora de óculos trabalhando no computador e um rapaz com um avental organizando alguns livros.
- Bom dia!
- Bom dia! diz o rapaz.
- Vocês tem microfichas?
- Sim, no segundo andar, do lado esquerdo no final do corredor.
- Obrigada.
Microfiche ou microficha são arquivos bem pequenos de jornais ou revistas com as principais manchetes de várias datas. O equipamento parecia um computador antigos daquele de tubo. Nele a microficha e ampliada pela tela, como se fosse um jornal de tamanho comum.
Subo para o segundo andar e vou em direção ao equipamento.
Me sento na cadeira e começo a procurar jornais da época que aconteceu o assassinato para ver se descubro algo.
Eu encontro duas notícias de capa.
"Bilionária Assassina"
Nessa notícia evidência apenas o fato da Sra. Bloider ser muito rica e ter matado o genro.
"Herdeira da fortuna Bloide, é assassinada"
Esse já se refere a morte da minha mãe, e o fato dela ter sido morta pelo marido.
Em nenhum dos dois fala sobre mim ou sobre quem era meu pai.
Mas apenas o citava como marido ou genro.
Levei horas para achar a notícia, mas não encontrei nada, além do que eu já sabia.
Olhei alguns livro e resolvi dar uma volta pela cidade.
Passo em frente a prefeitura, as lojas, um parque, etc.
Estou faminta resolvo parar e comer algo.
Paro em uma cafeteria.
Entro e me sento numa mesa no fundo, e próximo à janela que tinha a vista da rua.
Uma jovem se aproxima.
- Boa tarde! qual o seu pedido?
- Um café, e duas madeleines. Por favor.
- Ok.
Minutos depois a garçonete retorna com o meu pedido.
Estou comendo e pensando em que loucura eu me meti.
Um rapaz moreno, forte, vestia uma jaqueta de couro preto, uma camisa branca, uma calça jeans azul-escuro e um sapato preto.
Tinha olhos, cor de mel, e uma barba bem desenhada e ralinha. E cabelos bem cortados em um corte quadrado.
Eu me perco admirando aquele rapaz.
Ele olha diretamente para mim. Eu desvio o olhar.
"Merda. Será que ele percebeu? Eu penso"
Continuo o meu café tentando disfarçar.
Ele não tira os olhos de mim.
Quando vejo que ele se levanta e se aproxima.
- Boa tarde! moça.
- Boa tarde! Digo sem olhar para ele.
Ele coloca na mesa um papel com o seu telefone.
- Depois me liga. Vi que gostou de mim.
Quem sabe eu não gosto de você. Diz ele com ironia.
- Como é?
- O que te fez pensar que eu gostei de você?
- Você mesma. Ficou me olhando com cara de boba! E eu sei que sou bonito.
- Ah me poupe. Está se achando.
- Eu não acho, eu sou! Diz ele enquanto pisca.
- Garçonete traz a conta por gentilezza.
Ela traz, eu pago e me levanto.
- Está fugindo?
- Não, meu querido. Só enojada mesmo!
Quando vou passar por ele, ele puxa-me e me beija.
E eu retribuo o seu beijo, que lábios macios, que cheiro gostoso que sai dele. Posso sentir os seus braços fortes.
A sua língua dança com a minha.
Ele chupa a minha língua. É bom, é perfeito.
Mas eu o afasto.
- Viu, sabia que estava afim de mim. Me liga.
Eu pego o papel, amasso e jogo na cara dele.
E vou saindo. Ao chegar na porta lhe mostro o dedo e saiu.
Ele fica a rir, como se tivesse conseguido o que queria.
E ele conseguiu me irritar.
Entro no carro e acelero de volta para casa.
Quando o carro na garagem e me sento no jardim pensando....quem é esse cara?
Que ousado!
Ele não tem esse direito!
Como pode chegar assim e me beijar.
Mas, ao mesmo tempo, foi um dos melhores beijos que já ganhei.
Sigo para o quarto para assistir tv tentando pensar em outra coisa.
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Atualizado até capítulo 52
Comments
Clesiane Paulino
achei que ela ficaria com o Pierre 🥺🥺🥺
2024-08-26
3
Gisele Lavaqui
e o Pierre
2024-08-02
0
Lu
Agora é inevitável
2024-07-25
0