Querido diário,
Acordo e vejo que ainda estou no sótão.
Olho no meu relógio são 3hs da manhã.
Me lembro que minha mãe adotiva falava que as 3hs é o horário em que o mundo espirítual atua. As forças do mal age e as forças do bem nos defendem.
Ela dizia que quando eu acordasse nesse horário deveria orar pedindo proteção.
E minha vida inteira cresci com essa convicção.
Pego o pingente com a foto dos meus verdadeiros pais, e aperto contra o peito.
- Deus me proteja!
Eu digo em voz alta.
Ao terminar de falar ouço um uivo de cachorros bem próximo à janela.
Corro para olhar e vejo os dois cachorros pretos, iguais os do quadro e mais adiante um homem.
Mas é impossível ide tifica - lo.
Ele assobia e os cachorros correm até ele.
E os três desaparecem na escuridão.
Eu pego o pingente e vou para o meu quarto. Guardo na caixa que tem as cartas e vou me deitar.
Mas a noite não durmo direito.
Rolo de um lado para o outro na cama angústiada.
As horas não passam.
Fico pensando.
Se o quarto/sótão da Sra. Karolina está vazio.
E no porão eu encontrei o baú e a caixa de música que pertencia à ela...então aqueles móveis que estão lá são dela.
Deve ter mais alguma coisa escondida.
Mas está tudo empilhado como vou fazer para encontrar.
Preciso tirar os móveis de lá.
Mas se eu tirar, vai ser dificil guardar denovo.
Só que o contrato não permite vender nada.
Corro para o escritório, são 6h30 da manhã.
Ligo para o Dr. Gregory.
"Trim, Trim, Trim"
- Alô.
Diz ele com voz de sono.
- Dr. Gregory bom dia!
- Srta. Keroline o que deseja me ligando a essa hora.
- Ah sim. É muito importante.
No contrato eu não posso vender nada que tem na Mansão certo?
- Sim, isso mesmo até passar os 365 dias.
- E doar para uma instituição carente?
Ele fica em silêncio, ja volto.
Ouço ele andar e provavelmente descer as escadas.
Abrir alguma porta e folhear alguns papéis.
- Só um minuto, Srta.
Escuto ele digitar, provavelmente procurando algo no computador.
- Bom Srta. Não há nada que lhe impeça de doar. Então sim, pode ser doado.
- Obrigada.
Agradeço e desligo o telefone.
Bom já sei como vou fazer.
Agora vou precisar de ajuda e claro de uma instituição para fazer a doação.
Sento de frente para o computador e começo a pesquisar.
Encontrei uma, a "La Charité" e eles retiram as doações.
Mas para subir os móveis e deixar na entrada da Mansão preciso de braços fortes....
Mas quem eu posso chamar?
O Sr. Augusto já é de idade seria ruim para ele.
- Claro, o Vincent.
Digo alto
Pego meu celular e resolvo ligar para ele.
"Trim, Trim"
- Oi Kero.
- Oi Vincent.
- Vai estar ocupado agora cedo?
- Não, porquê?
- Poderia vir aqui me dar uma força. Preciso dos seus braços fortes. Vem com uma roupa confortável.
Ele sorri com malicia.
- Vou tomar uma ducha e já vou.
- Ok até daqui a pouco.
- Ah! Vem tomar café comigo também. Beijos.
E desligo.
Vou até a cozinha e Sra. Meire estava batendo um bolo.
- Bom dia Meirinha.
- Aaahhhhh! Que susto Srta.
Eu estava concentrada. Não lhe vi entrar.
- Meirinha preciso de alguns sacos grandes para lixo, poderia me arrumar.
- Sim, vou pegar.
Ela se afasta.
Logo retorna com os sacos pretos na mão.
- Peguei 10 Srta. Se precisar de mais, avise.
- Ok! Obrigada.
- Ah! Hoje teremos uma visita no café, então coloca mais água para ferver.
Digo piscando e sigo para o porão.
A cômoda é que estava de mais fácil acesso.
Eu começo retirando roupa por roupa, olhando os bolsos, dobrando e colocando no saco para a doação.
O que estava estragado, mofado ou rasgado. Ia para o lixo mesmo.
A cômoda tinha 4 gavetas, quando chegou na última encontro um livro de romance.
"Toda sua" de Elisabeth Perrinhon
Eu separo, depois dou uma olhada.
Retiro as gavetas para ver se não há nenhum fundo falso, ou algo escondido embaixo ou atrás .
Quando ouço Vincent me chamar.
- Kero?
- Kero?
- Aqui Vince!
- No porão.
- Ele desse. Estava de agasalho esportivo e tenis.
E claro, cheiroso como sempre.
Eu o cumprimento com um beijo no rosto.
Ele me puxa e me beija na boca.
Eu retribuo seu beijo, entrelaço os braços atrás do seu pescoço. E continuamos nos beijando enquanto sua mão segura minha cintura.
De repente me afasto.
- Para de ser abusado!
Ele sorri.
Sei que você também queria.
- Errou! Eu ainda quero.
E o beijo novamente.
Seus lábios macios, sua língua dançando com a minha, era uma tentação sem medidas.
- Embora eu queira muito passar o dia assim. Te chamei para outra coisa.
Para me ajudar a subir esses móveis.
Ele olha incrédulo.
- Me chamou para carregar as coisas Keroline?
- São as coisas dá minha mãe. Estou tentando achar algo. E só você sabe o que estou procurando. Outra pessoa seria mais dificil Vince.
Digo com aquele olhar de cachorrinha abandonada.
O que não deixava ser verdade, já que fui abandonada pela minha querida avó Bloide.
- Ta bom!
- Vamos tomar café primeiro. Para te dar energia.
- Vem!
Eu ia passando por ele. E subindo a escada.
Ele me puxa pela cintura, me tira do chão.
E me desce bem devagar, rente ao seu corpo forte, os meus lábios encostam no seu. Nossos corpos estão colados.
Ele me beija novamente, mas agora de forma mais carinhosa. Acariciando minha nuca.
- Você me deixa louco garota.
Diz ele eufórico.
- Que bom!
Eu digo, o empurro e subo a escada correndo.
Ele corre atrás.
Vamos para a sala de jantar.
A Sra. Meire havia colocado a mesa.
- Sente - se Vincent. Pode se servir.
Nós tomamos café conversando um pouco.
Ele sentou de frente para mim e segurava a minha mão, de forma carinhosa.
Vincent era mais velho, bem sucedido, inteligente, e lindo.
Por mais que eu amasse a sua companhia e amasse ainda mais os seus beijos. Não sei se estava preparada para um relacionamento.
- Vamos Kero!
- Temos muita coisa a fazer e depois preciso estar na livraria.
- Sim verdade, me perdoe. Esqueci que tinha que trabalhar. Vamos!
Nós descemos e continuamos.
Retiramos a cadeira, a cômoda, o guarda - roupa, a mesinha. E faltava a penteadeira.
Começamos a mexer, achei várias jóias e um pente de márfim com pedras preciosas.
Era lindo e diferente.
E uma caixinha pequena vermelha com um anel de noivado e com a aliança de casamento.
Nela estava gravada o nome de "Paulo".
E junto um álbum de fotos do casamento.
E o anuário do último ano na escola, o famoso "Lycée"
Eu encontro também um caderno de recordações. Era mais um cadernos de recados, onde os amigos deixam mensagens de carinho, desejando sucesso.
Subimos todas as roupas e a penteadeira, pedi para Vince colocar no meu quarto.
Além de linda. Não poderia me desfazer.
Era da minha mãe.
Retiro as roupas do baú para doar e peço a Vince para subir o baú também.
O restante todos foram doados.
Ligo para a instituição e logos eles chegam e levam tudo.
O porão agora está livre e limpo. Tem apenas a lavanderia mesmo.
Vince se senta na poltrona e olha pela janela, distraido e recobrando o fôlego. Ele realmente se esforçou.
Estava suado.
- Quer tomar uma ducha?
Ele me olha assustado.
- Está me chamando para... é...tomar banho com...é!
- Nãoooooo!
Ha ha ha.
Começo a rir.
- Não Vince. Ofereci para você tomar banho e não para tomarmos juntos.
Eu pulo e me sento no seu colo.
Me viro e fico de frente para ele.
Ele começa a me beijar, a sua mão está na minha cintura.
Logo está na minha barriga.
E agora ele sobe para os meus seios.
Eu dou um gemido com o seu toque.
Mas me afasto.
- É melhor você ir.
Digo séria.
- Kero desculpa é que...você é linda e eu sou homem. Você me atiçou, desculpa não queria fazer isso.
- Obrigada pela ajuda Sr. Vincent. Pode ir.
- Sr. Vincent? Kero você está chateada, me deixa expli...
Eu o interrrompo.
- Por favor vá.
- Ok. Desculpa mais uma vez.
Ele baixa a cabeça e saí.
"As coisas estão indo rapido demais, eu penso"
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 52
Comments
imaculada lima
oxe! atiça e sai fora...
2025-02-02
0
Ruby_beens
você não tá se ajudando querias o que?
2024-09-03
1
Clesiane Paulino
ele não merecia ser tratado assim Kero... vc que provocou😤😤😤😤
2024-08-26
0