Querido diário.
Eu não era a pessoa mais religiosa. Mas acredito muito em FÉ. Pois fé nada mais é, que ser positivo. Acreditar que algo vai acontecer. Sem ter a menor dúvida e tudo acontece.
E eu vi que pedir proteção a Deus valeu.
Ou eu teria virado comida de cachorro.
Acordo assim que o dia amanhece.
Me sento na porta de entrada. Pois sabia que as 6hs a porta seria aberta.
"Quando terminar esse prazo, vou acabar com isso. E quero ter uma cópia da chave, eu penso"
Fico sentada pensando em tudo. Até que finalmente Augusto vem abrir a porta.
Escuto ele destravando as trezentas trancas que havia na porta.
Ta bom! Exagerei! Eram só 3 mesmo.
Ele abre a porta e me vê.
Ele toma um susto.
- Srta.
- Finalmente Augusto. Até que enfim.
Eu vou entrando e subindo a escada.
Paro de frente ao quadro da Sra. Bloise e falo:
- Tudo invenção sua né, querida vovó!
Digo com ironia, revirando os olhos.
- Velha maluca!
Eu digo enquanto terminava de subir.
Tomo um banho e me jogo na cama.
Só queria dormir tranquila.
Eu praticamente desmaio.
Acordo olho no celular são 2hs da tarde.
E eu estou faminta.
Vou até a geladeira e ataco uma lasanha e um pudim de leite que Meire havia feito.
Me jogo no sofá.
Resolvo sair no jardim para tomar um ar.
E vejo de longe que Pierre já havia arrumado o cemitério.
Eles havia plantado flores, cortado a grama, limpado a placa da lapide de Paulo.
Não estava mais escrito ASSASSINO.
Eu havia pensado muito sobre ele. Por mais que ele tenha destruido as nossas vidas. Mais a minha. Ele merecia ter respeito após a morte.
Por isso não achava justo terem violado o seu túmulo.
Eu não tinha nada para fazer.
Lembrei do presente de Vince.
Eu desci até a garagem e resolvi entregar a ele.
Ligo o carro e vou para a cidade em direção a livraria.
Chego com o presente na mão, vinha em uma cesta de papel. Bem bonita.
Eu entro na loja.
- Boa tarde Margarete.
- Boa tarde Srta. Keroline.
- Vince está?
- Queria fazer essa surpresa para ele.
- Ah que linda cesta. Ele vai amar Srta.
- Eu sai para almoçar e ele ficou aqui. Desde que voltei ele está trancado no porão.
- Pediu para não incomoda - lo, que quando desce a hora, eu fechasse a loja e saisse. Que ele sairia só a noite.
- Mas acredito que a Srta. ele não vai achar ruim.
- Ainda mais com uma surpresa linda dessa. Vá até lá.
- Obrigada.
Eu passo o balcão e entro no deposito. Sigo até o fim, desço a escada e vejo a porta encostada.
Quando abro a porta para fazer surpresa....eu fico surpresa.
- Vince eu te...as palavras não saem. Eu travo!
- Keroline!
Ele diz assustado.
- Desculpe eu não...
Eu fico perdida. Não sei o que dizer.
- Te trouxe isso. Já estou indo.
Coloco a cesta em uma cadeira e saiu correndo.
"Vincent está transando com uma loira, não acredito que eu vi isso, eu penso"
Eu não sabia o que pensar, e nem o que sentir.
Não sabia se estava com vergonha, com ciúmes, triste ou irritada.
Eu saiu o mais rápido possivel.
- Srta? Está tudo bem?
Pergunta Margarete.
Eu olho para ela Acho que meu rosto estava vermelho.
- Ah....sim!
- Ele não gostou do presente?
- Ele amou. Só está...ocupado. Tchau!
- Tchau!
Digo saindo. Entro no carro e volto para a Mansão.
Coloco uma música alta no carro, para mudar os meus pensamentos.
Chego na Mansão e subo diretamente para o meu quarto.
Eu me deito na cama e começo a chorar.
- Porque eu estou chorando?
Eu não sei a resposta. Ele é solteiro, e não temos nada. Somos só amigo, colegas, eu acho.
Eu não...não sei de mais nada.
Pouco tempo depois a porta do quarto se abre.
Dou um pulo.
Eu estava deitada só de top e calcinha.
Eu puxo o cobertor e me cubro.
- Vincent!
Eu grito.
- Desculpe. Você saiu correndo. Vim atrás de você.
- Estou sem roupa! Custa bater na porta?
Eu pergunto.
- Faço a mesma pergunta. Custava bater na porta. Você me viu pelado então estamos quites.
- Não Sr. Vincent. Não estamos quites.
Você invadiu o meu quarto, um lugar de privacidade.
Eu entrei na sua biblioteca, não imaginei que estaria com uma mulher.
- Está com ciúmes Kero?
- Ah que ridículo. Por favor sai do meu quarto.
- Não vou sair.
- Saia Vincent. Estou mandando!
- Eu vim agradecer o presente Você acertou Eu amei Kero.
Eu me levanto mesmo estando de top e calcinha.
Vincent me olha com desejo.
Eu encosto no seu peito e tento o empurrar para fora.
Mas ele nem se mexe.
Ele me joga sobre a cama, quando vou cair eu o puxo, e ele cai sobre mim.
Ele aproveita e beija minha barriga, passa a mão na minha cintura. Beija as costelas, os seios por cima do top, o colo, o pescoço, meu queixo e minha boca. De momento eu retribuo o beijo, mas me lembro da cena, me afasto e lhe dou um tapa no rosto.
- Sei lá onde estava a sua boca a alguns minutos atrás e você vem me beijar.
- Eu não chupei ela. Se é o que está insinuano. Ela me chupou, mas isso você já sabe. Chegou bem na hora.
Diz ele com ironia.
- Vai para o inferno Vincent. Sai do meu quarto.
Ele se afasta e vai embora.
Tudo aquilo só me deixou ainda mais angústiada.
Me sinto uma idiota, boba, inocente, sei la.
Eu perdi a hora de entrar na mansão, quase viro comida de cachorro para comprar um presente legal para ele. E de quebra ainda vejo ele com outra mulher.
"Parabéns Kero, sua boba! Eu penso"
Resolvo dar uma volta no jardim colho outras rosas e levo novamente no mausoléu.
Retiro as rosas mortas e coloco as novas.
Percebo haver uma pequena diferença no piso no fundo do mausoléu.
Vejo que está solto.
Como os pisos eram grandes. Eu retiro todo o piso, pensando em pedir para Pierre consertar depois.
Mas para minha surpresa havia uma porta de aço. E tinha uma fechadura em formato de estrela.
- A chave que eu encontrei!
Eu grito
Eu corro para a mansão, pego a chave e volto para o mausoléu.
Finalmente eu havia encontrado algo interessante.
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Atualizado até capítulo 52
Comments
Ester
nossa achei que ele gostava dela 😞😞😞😤🤬 que idiota afff
2024-09-06
0
Clesiane Paulino
fiquei triste com Vincent... 🥺🥺🥺
2024-08-26
1
ARMINDA
URUUUUUUU VAMOS DESVENDAR ESTE MISTÉRIO KAROLINA.
2024-07-10
2