Querido diário,
Acordo super animada.
E diferente do dia anterior. Resolvo me vestir de uma maneira melhor. Visto meu agasalho esportivo rosa com faixas laterais branco.
E um tênis de corrida branco.
Decido tomar café após a aula. Para sair saciada.
Desço, aviso a Sra Meire e sigo para a biblioteca.
O horário das aulas é as 8hs.
Eram 8h35 e o Sr. Delyon não havia chegado.
Vou para o jardim procurar o Augusto.
O encontro regando as flores.
- Sr. Augusto?
- Sim Srta.
- Sabe o que aconteceu com Vincent, quer dizer o Sr. Delyon?
- Não Srta.
Quando ia entrando ele chega correndo.
- Srta. Desculpe o atraso tive um imprevisto.
- Ok!
Digo de forma séria. Vamos juntos para a biblioteca. Como chegou atrasado Vincent não faz nenhuma gracinha e nem piada. Estava sério e concentrado.
Seus olhos eram lindos, sua barba bem feita, seu perfume amadeirado.
Percebo que não ouço mais as suas palavras e estava presa aos meus pensamentos maliciosos.
- Srta?
- Srta?
- Está me ouvindo.
- Sim, perdão.
- Continue por favor.
A aula continua. As horas passam voando.
- Bom encerramos por hoje.
Quando ele diz isso eu saiu correndo dizendo:
- Ta bom! Tchau!
E vou tomar um café reforçado.
Encho minha garrafa com água, pego 3 bananas e 2 maçãs
- Sra. Meire eu não irei nem almoçar e nem jantar aqui hoje.
- Ok! Srta.
Obrigada por me avisar.
- Por nada.
Corro para o meu quarto.
Visto a calça, a jaqueta, coloco a bota, faço uma trança no cabelo, coloco a mochila. E desço de pressa.
Atravesso o jardim, passo pelo mausoléu, e entro na plantação de eucalipto.
As árvores eram muito próximas, e praticamente identicas, ficava dificil se direcionar.
Para me ajudar a voltar depois. Vou amarrando as fitas de cetim amarelo nos troncos pelo caminho.
"Isso vai me ajudar a saber o caminho para voltar, eu penso"
A plantação era gigantesca. E formavam um paredão perfeito, separando a plantação do terreno da mansão.
As árvores mediam de 40 a 70 metros de altura. Seus troncos são largos e a sua copa com bastante folhas irregulares. Mesmo com o espaçamento de 3 metros entre as árvores, havia pouco sol, e o ambiente se tornava muito mais frio e escuro.
Nesse momento agradeço pela bermuda e camiseta térmica.
Pela grandiosidade das árvores era impossível avistar qualquer coisa a frente. Então baseio-me pelo mapa e pela bússola do meu relógio.
Observo que ando cerca de 30 a 40 minutos até perceber que a plantação acabou.
Passo agora por uma floresta comum, com árvores diferentes. Percebo que há uma trilha bem a frente.
Chego até uma clareira. E avisto uma árvore muito antiga cujo seu tronco fazia um enorme "V".
- Achei o tal "V".
Eu digo para mim.
Os passarinhos cantam, o sol aquece a pele, e eu continuo andando.
Preciso ficar atenta, pois pode haver cobras, e o terreno é muito irregular com troncos, raizes altas, buracos, pedras e outras coisas.
Finalmente encontro uma pedra enorme.
Parecia mais uma rocha, devia ter uns 6 a 7 metros.
Dali já posso ouvir o som dá água.
Ando mais um pouco entre as árvores e vegetações e finalmente vejo o rio.
Era largo, com água cristalina, mas com pouca corrente. Era possível ver os peixinhos.
Eu estava cansada. Me sento a beira do rio observando a natureza.
E bebo um pouco de água e como uma banana. Que me dará energia por mais 2 horas.
Pego um galho grande que encontro próximo ao rio, para me auxiliar na travessia.
A natureza é traiçoeira e posso me deparar com um fundo de lama densa ou até mesmo terreno movediço.
Ou algum animal escondido no fundo do rio.
Vou colocando o galho a minha frente. Para testar o solo e evitar qualquer surpresa desagradável.
Atravesso o rio e passo novamente por uma floresta.
Dessa vez ainda mais fechada.
E me deparo com um lugar realmente incrivel.
Era uma clareira no meio da floresta. Mas as árvores a sua volta faziam como uma especie de Dome. Era impossivel ser visto do alto.
Havia um portal feito de pedras. Com plantas trepadeiras que cresceram se enrolando a ele.
E havia várias estátuas de anjos que formavam um circulo.
Todos com suas asas tampando o rosto. Elas eram como esculpidas em pedra, todas idênticas e no meio havia uma fonte de água.
O mato havia crescido em volta de tudo.
Resolvo me aproxima e passar pelo portal.
Não sei o por que, mas ao passar por ele, sinto um arrepio percorrer toda a coluna.
A fonte era grande, com dois andares, era como duas cubas uma maior na base e outra menor em cima. E havia uma estátua de um anjo parecido com os outros.
Mas com uma diferença, suas asas estavam abertas e seus braços para cima segurando uma bola que tinha alguns brilhos.
Observo a fonte ainda mais de perto, estava bem velha, com uma das bordas quebradas.
Ao me aproximar ainda mais, sinto que piso em algo diferente. Com o galho afasto a vegetação e vejo uma pedra com algo escrito:
"Qu1nd le temps ch1nge, le 3lair 4e lune trouv5, le ch1ngement v5rra."
"Agora percebo como as aulas de frânces são mesmo necessárias, eu penso"
Pego meu celular para ver se consigo traduzir. Mas não havia sinal de internet.
Ao olhar meu relógio percebo que já são 17hs.
Preciso voltar.
Eu tiro uma foto da placa, saiu de dentro do portal e tiro uma foto novamente.
E começo a andar de volta.
Quando chego a margem do rio vejo que a água está mais alta.
Utilizo o galho para poder atravessar. Quando estou chegando do outro lado. Vejo uma cobra "Áspede Europeia" vindo na minha direção.
Meu conhecimento em montanhismo me permitiu aprender a reconhecer e respeitar uma cobra tão letal.
Seu veneno gera uma dor insuportável e eu não poderia lidar com isso agora. Ainda mais sozinha.
Tento assusta - la com o galho, mas ela permanece. Eu volto as pressas para o outro lado.
Durante um tempo ela fica a margem e ali era a parte de melhor acesso para travessia.
O dia escurece e finalmente ela se afasta.
E eu atravesso as pressas. Agora preciso usar a lanterna para ver o caminho.
As fitas de cetim me ajudam a encontrar o caminho com mais facilidade. Mas sem diminuir a atenção, pois muitos animais perigosos têm hábitos noturnos e não posso vacilar.
Acabo andando mais devagar para não me machucar em nada.
Quando finalmente a visto um pouco longe o mausoléu.
Olho no relógio são 20h56 minutos.
Me lembro que as portas são trancadas as 21hs em ponto.
Eu corro o mais rapido que consigo. Quando olho o Sr Augusto estava fechando a porta principal.
- Sr. Augusto
- Sr Augusto
- Augusto
Eu grito correndo.
Eu bato na porta.
- Sr Augusto sou eu.
Ele abre a porta.
- Srta. eu já ia trancar e ir me deitar.
- Não sabia que havia saido.
- Sim fui dar uma volta.
- Obrigada. Bom descanso!
Subo correndo, retiro a roupa e vou para o chuveiro.
Após o banho, visto o meu pijama e desço para a cozinha.
Preparo um lanche e um chá quentinho.
E subo novamente para o quarto, ligo a tv e pego o meu notebook.
Preciso traduzir o que está escrito naquela pedra.
Mas não consigo traduzir. Tem algumas letras que não tenho certeza do que é.
Descido ir dormir, amanhã pergunto a Vincent. Ele deve saber o que está escrito.
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Atualizado até capítulo 52
Comments
Clesiane Paulino
caraca parece que eu tava com ela... e que corri também.
2024-08-26
1
Gisele Lavaqui
imagina se ela não chegar a tempo
2024-08-02
0
ARMINDA
AINDA BEM QUE CHEGOU A TEMPO DE ENTRAR NA CASA.
2024-07-10
2