Dia 2

Querido diário.

Acordei com o o cheiro de café que vinha da cozinha.

Sra. Meire havia preparado um bolo quentinho e pão caseiro.

Ela serve-me e após alimentar-me resolvo olhar mais a mansão.

A parede de baixo da escada fazia com um "C"

Haviam algumas fotos e fui dar uma olhada. Eram fotos de alguns lugares que a Sra. Bloider visitou.

Quando olho atrás da escada, bem abaixo de onde ficavam os degraus, havia uma porta.

Eu abro a porta e havia uma escada que levava para baixo. O lugar era escuro, não era possível ver o que havia ali.

Percebo um interruptor. Eu toco-o e acende uma luz que clareava a escada.

Parecia ser um porão, mas não tinha certeza.

Devagar vou descendo as escadas.

E o lugar parecia ainda mais escuro. No fim da escada havia outro interruptor. Eu aperto-o e as luzes vão acendendo, uma a uma, até iluminar todo aquele lugar.

Era um porão, de um lado tinha as máquinas de lavar e do outro um monte de móveis e itens empilhados.

"A Sra. Bloider não gostava de se desfazer das coisas", eu penso.

Tento olhar o que havia ali. E encontro uma caixinha de música bem antiga e bonita. Mas toda empoeirada.

Passo a mão e afasto a poeira e havia duas iniciais.

"K.B" Quem seria essa pessoa? Pergunto-me.

Dou corda e uma bailarina aparece a rodar e a uma música suave instrumental toca.

Tinha o formato meio oval com uma gaveta na frente e a parte da tampa que levantava. Onde ficava a bailarina e um espaço para guardar brincos.

Abro a gaveta e tinha um pingente de ouro com as mesmas iniciais.

Pego a caixinha e levo para meu quarto.

Tudo aqui era muito louco.

Um dia antes eu estava naquele "cortiço" e agora sou herdeira de uma velha rica.

Fecho os olhos e lembro-me daquele momento.

Eu estava no meu apartamento de um cômodo (com um banheiro) do cortiço que eu pagava os caros $500 quinhentos dólares.

Era alto para mim, pois trabalhava como garçonete em uma lanchonete na estrada e ganhava míseros $1.000 mil dólares. Mas era o lugar mais barato que encontrei na cidade. Ainda mais, que eu havia sido expulsa do meu dormitório no Campus da Universidade.

Só utilizava o dormitório quem pagava as mensalidades em dia. E eu devia o financiamento estudantil. E toda a vez que eu tentava quitar a dívida, os juros estavam mais altos e eu nunca conseguia pagar.

Os meus pais já haviam falecidos. O meu pai morreu de tuberculose e a minha mãe morreu um ano depois de um enfarto fulminante.

E eu não conhecia nenhum parente ou familiar.

Estava sozinha.

Até que, pela manhã alguém bate a porta. Vou atender e deparo-me com um homem elegante, de terno preto e um sapato preto brilhoso que doía os olhos.

— Srta. Keroline?

— Sim.

— Sou o Gregory, advogado e amigo da Sra. Bloider. E vim conversar com você.

— Sra. Quem?

— Sra. Bloide.

— Não sei quem ela é. E não estou interessada.

Eu ia a fechar a porta. Quando ele coloca o pé.

— Srta. Apenas me ouça. Se após me ouvir não tiver interesse eu vou embora e nunca mais me verá.

— Eu abro a porta e o convido para entrar.

Nos sentamos no único sofá velho que eu tenho.

— Tem 5 minutos.

— Só preciso de 3!

Ele abre a pasta de couro que carregava e começa a dizer:

— A Sra. Bloide é sua avó e deixou esse testamento, onde deixa toda a sua fortuna e bens para a única neta a Srta. Keroline Smith.

Ele mostra algumas fotos e o testamento enquanto continua a falar:

- É você certo?

— Sim. Eu respondo.

— Mas agora é tudo meu?

Sim. Ela deixou para a Sra., Mas tem uma condição para receber a herança.

— Qual?

— Terá de viver durante 1 ano na Mansão que pertenceu a ela.

— Só isso?

— Sim.

— E onde seria isso?

— Na França.

— Bom é que eu estudo aqui, não posso me mudar e também eu não falo francês.

— Não se preocupe. Já tranquei o seu curso aqui. Pode retomá — lo quando voltar. E já paguei a sua dívida estudantil. Quanto ao idioma terá aulas particulares para aprender o francês, terá aulas de etiqueta, aulas de piano e poderá cursar o que desejar na universidade da França.

São decisões da Sra. Bloide.

— E vou aprender tudo isso em um ano? Pergunto rindo

— Em 4 meses no máximo. Ela escolheu os melhores professores.

- Olha isso é muito interessante. Mas parece-me um golpe.

— Compreendo! Tenho toda a documentação aqui. E a Sra. Bloide sabia que diria isso, então deixou a ordem de transferir para sua conta o valor de um milhão de dólares. Pode conferir o extrato.

Eu pego o celular e confiro. Estava lá

SALDO: $1.000.000,00

Um milhão de dólares.

Fico de boca aberta.

— Srta. Esse valor já é seu. Assim como a quitação do seu curso e da sua dívida estudantil.

Mesmo se, não quiser cumprir o que pede o testamento.

Mas preciso avisar, que esse valor não chega nem perto do que lhe pertence por direito.

— E qual o valor estimado da herança?

— 500 bilhões de euros. Sem contar os imóveis, automóveis e jóias.

Eu quase desmaio. Nem faço ideia de quanto é isso.

E quem é essa velha maluca que arquitetou tudo isso e ainda deixou ordens tão específica?

Estou eu. Sentada na cama, olhando para essa caixinha de música que pertenceu a alguém.

Tentando compreender afinal quem é essa Sra. Bloide.

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Comments

Alexandre Souza

Alexandre Souza

eitaa mnn

2024-11-04

0

Clesiane Paulino

Clesiane Paulino

eu perderia a herança com certeza... agora que li até aqui e já tô morrendo de medo de ler o restante 😳😳😳😳

2024-08-26

6

Gisele Lavaqui

Gisele Lavaqui

se é avó dela, seria da parte de quem? do pai ou da mãe... como ela não sabe o nome dos avós....

2024-08-02

0

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