Querido diário.
Acordei com o o cheiro de café que vinha da cozinha.
Sra. Meire havia preparado um bolo quentinho e pão caseiro.
Ela serve-me e após alimentar-me resolvo olhar mais a mansão.
A parede de baixo da escada fazia com um "C"
Haviam algumas fotos e fui dar uma olhada. Eram fotos de alguns lugares que a Sra. Bloider visitou.
Quando olho atrás da escada, bem abaixo de onde ficavam os degraus, havia uma porta.
Eu abro a porta e havia uma escada que levava para baixo. O lugar era escuro, não era possível ver o que havia ali.
Percebo um interruptor. Eu toco-o e acende uma luz que clareava a escada.
Parecia ser um porão, mas não tinha certeza.
Devagar vou descendo as escadas.
E o lugar parecia ainda mais escuro. No fim da escada havia outro interruptor. Eu aperto-o e as luzes vão acendendo, uma a uma, até iluminar todo aquele lugar.
Era um porão, de um lado tinha as máquinas de lavar e do outro um monte de móveis e itens empilhados.
"A Sra. Bloider não gostava de se desfazer das coisas", eu penso.
Tento olhar o que havia ali. E encontro uma caixinha de música bem antiga e bonita. Mas toda empoeirada.
Passo a mão e afasto a poeira e havia duas iniciais.
"K.B" Quem seria essa pessoa? Pergunto-me.
Dou corda e uma bailarina aparece a rodar e a uma música suave instrumental toca.
Tinha o formato meio oval com uma gaveta na frente e a parte da tampa que levantava. Onde ficava a bailarina e um espaço para guardar brincos.
Abro a gaveta e tinha um pingente de ouro com as mesmas iniciais.
Pego a caixinha e levo para meu quarto.
Tudo aqui era muito louco.
Um dia antes eu estava naquele "cortiço" e agora sou herdeira de uma velha rica.
Fecho os olhos e lembro-me daquele momento.
Eu estava no meu apartamento de um cômodo (com um banheiro) do cortiço que eu pagava os caros $500 quinhentos dólares.
Era alto para mim, pois trabalhava como garçonete em uma lanchonete na estrada e ganhava míseros $1.000 mil dólares. Mas era o lugar mais barato que encontrei na cidade. Ainda mais, que eu havia sido expulsa do meu dormitório no Campus da Universidade.
Só utilizava o dormitório quem pagava as mensalidades em dia. E eu devia o financiamento estudantil. E toda a vez que eu tentava quitar a dívida, os juros estavam mais altos e eu nunca conseguia pagar.
Os meus pais já haviam falecidos. O meu pai morreu de tuberculose e a minha mãe morreu um ano depois de um enfarto fulminante.
E eu não conhecia nenhum parente ou familiar.
Estava sozinha.
Até que, pela manhã alguém bate a porta. Vou atender e deparo-me com um homem elegante, de terno preto e um sapato preto brilhoso que doía os olhos.
— Srta. Keroline?
— Sim.
— Sou o Gregory, advogado e amigo da Sra. Bloider. E vim conversar com você.
— Sra. Quem?
— Sra. Bloide.
— Não sei quem ela é. E não estou interessada.
Eu ia a fechar a porta. Quando ele coloca o pé.
— Srta. Apenas me ouça. Se após me ouvir não tiver interesse eu vou embora e nunca mais me verá.
— Eu abro a porta e o convido para entrar.
Nos sentamos no único sofá velho que eu tenho.
— Tem 5 minutos.
— Só preciso de 3!
Ele abre a pasta de couro que carregava e começa a dizer:
— A Sra. Bloide é sua avó e deixou esse testamento, onde deixa toda a sua fortuna e bens para a única neta a Srta. Keroline Smith.
Ele mostra algumas fotos e o testamento enquanto continua a falar:
- É você certo?
— Sim. Eu respondo.
— Mas agora é tudo meu?
Sim. Ela deixou para a Sra., Mas tem uma condição para receber a herança.
— Qual?
— Terá de viver durante 1 ano na Mansão que pertenceu a ela.
— Só isso?
— Sim.
— E onde seria isso?
— Na França.
— Bom é que eu estudo aqui, não posso me mudar e também eu não falo francês.
— Não se preocupe. Já tranquei o seu curso aqui. Pode retomá — lo quando voltar. E já paguei a sua dívida estudantil. Quanto ao idioma terá aulas particulares para aprender o francês, terá aulas de etiqueta, aulas de piano e poderá cursar o que desejar na universidade da França.
São decisões da Sra. Bloide.
— E vou aprender tudo isso em um ano? Pergunto rindo
— Em 4 meses no máximo. Ela escolheu os melhores professores.
- Olha isso é muito interessante. Mas parece-me um golpe.
— Compreendo! Tenho toda a documentação aqui. E a Sra. Bloide sabia que diria isso, então deixou a ordem de transferir para sua conta o valor de um milhão de dólares. Pode conferir o extrato.
Eu pego o celular e confiro. Estava lá
SALDO: $1.000.000,00
Um milhão de dólares.
Fico de boca aberta.
— Srta. Esse valor já é seu. Assim como a quitação do seu curso e da sua dívida estudantil.
Mesmo se, não quiser cumprir o que pede o testamento.
Mas preciso avisar, que esse valor não chega nem perto do que lhe pertence por direito.
— E qual o valor estimado da herança?
— 500 bilhões de euros. Sem contar os imóveis, automóveis e jóias.
Eu quase desmaio. Nem faço ideia de quanto é isso.
E quem é essa velha maluca que arquitetou tudo isso e ainda deixou ordens tão específica?
Estou eu. Sentada na cama, olhando para essa caixinha de música que pertenceu a alguém.
Tentando compreender afinal quem é essa Sra. Bloide.
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Atualizado até capítulo 52
Comments
Alexandre Souza
eitaa mnn
2024-11-04
0
Clesiane Paulino
eu perderia a herança com certeza... agora que li até aqui e já tô morrendo de medo de ler o restante 😳😳😳😳
2024-08-26
6
Gisele Lavaqui
se é avó dela, seria da parte de quem? do pai ou da mãe... como ela não sabe o nome dos avós....
2024-08-02
0