Eu vou para o quarto de Enzo.
Pego algumas roupas e itens pessoais e volto para o meu quarto ao fim do corredor no lado oposto da Mansão.
Enzo toma banho no banheiro do escritório e fica lá por um tempo.
A minha cabeça está a explodir de dor e de pensamentos.
Não consigo acreditar no que está a acontecer.
Preciso sair, respirar, refletir.
Desço para o jardim. Já é noite. Eu admiro as estrelas, a lua. Olho para Mansão.
Eu quero a minha vida de volta. Não quero dinheiro, viagens, nem uma casa enorme, ou empregados. Não quero nada disso!
Quero paz!
Olho para a garagem e o meu carro está lá.
Pego a chave que estava no painel. E vou liga - lo "Sem combustível".
"Merda desde aquele dia não tinha mais entrado nele, afinal eu tenho um motorista", eu penso.
Quero sair, dirigir, sentir o vento no rosto, acelerar.
Olho para o lado está o Bentley que Thomaz dirige, um BMW esportivo, o Audi de Enzo, uma motocicleta Harley e uma Hayabusa.
Eu subo na moto. Ligo ela.
Que ronco incrível.
"Não sabia que o Sr. Dominador andava de moto", penso rindo de mim mesma.
Entro no Audi, na paixão de Enzo. Eu já havia andado nele. Também é um ótimo carro.
Vou olhar o BMW, ele é lindo, ligo o motor, o meu coração acelera só de ouvir o som.
"É esse!" eu penso.
Tiro da garagem, pego a rua que tem em direção ao portão, afastando-me da Mansão. Tento não acelerar para não chamar a atenção dos seguranças e principalmente de Enzo.
Paro em frente ao portão de entrada.
Procuro o controle, um botão, qualquer coisa para abrir o portão. Mas não acho.
Quando estou a desistir. Encosto no botão do farol. O piscar do farol faz o portão abrir.
Eu observo a minha liberdade. Ligo o som. E dou aquela acelerada perfeita. E sigo em direção a liberdade ou a morte. Vai depender de quem me encontrar primeiro.
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ENZO:
Não queria machuca - la. Sabia que ela estava magoada. Mas se ela me ouvir, se eu explicar ela vai entender.
Algumas horas depois retorno para o quarto para se deitar. Pronto para conversar e me acertar com ela.
Chegando ao quarto, acendo a luz e Anne não está no quarto . Eu reparo que algumas coisas de Anne também não estão.
Eu vou para o seu quarto esperando encontra - la. Mas também não está .
Eu reviro a Mansão inteira e nada.
Chamo os seguranças e os empregados.
- Anne não está na Mansão precisamos acha - la. Diz ele a todos.
Todos começam a procurar.
- Sr.
- Sr.
Vem Thomaz correndo.
- Sim, Thomaz. Diga?
- O BMW sumiu. Não está na garagem.
- As câmeras! Vamos olhar. Eu digo seguindo para o escritório
Lá está ela... ainda de pijama, entra no carro e sai sem chamar a atenção.
- Ligue o rastreador, preciso saber onde ela está?
- Sr. O carro chegou a 4 dias. Ainda não vieram colocar o rastreador.
- Inferno! Eu grito.
- Eu vou atrás dela. Não deve estar longe.
Eu entro no Audi e saio voando atrás de Anne.
Eu ligo para ela. O telefone começa a tocar e ela não diz nada.
- Anne?
- Anne? Ela fico calada.
- Anne por favor. Vamos conversar. Não é nada do que está pensando. Eu digo.
- As coisas não aconteceram da forma que interpretou. Se você quiser eu acabo com o quarto vermelho e nunca mais toco em você daquela forma. Só vamos conversar. Eu te amo de verdade e estou preocupado. Sei que está me ouvindo. Responda-me por gentileza.
Ela aperta o botão e desliga.
Eu tento novamente. Mas ela não atendez mais.
Eu ligo para Márcia a minha secretária.
- Márcia desculpa ligar agora. Mas estou com um problema. A Anne sumiu, fale, com aquele seu amigo. Peça para rastrear o sinal do celular dela por favor.
E assim que tiver a localização me avise.
Eu sigo na Autoestrada, mas sem saber para onde devo ir.
- Alô!
- Sr. a Anne passou pelo distrito de "Overcity".
- Obrigada Márcia.
- Sr se me permite dar um palpite, acredito que ela esteja retornando para casa em "Newcity".
- Verdade Márcia, obrigada!
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ANNE:
Estou em alta velocidade, 100km, 150km...200km.
Em poucas horas sem que eu me dê conta eu vejo a placa.
"Newcity á 2km"
"O que está fazendo Annne?" Digo a mim mesma.
Sigo em direção a cidade.
Newcity é uma cidade pequena de cerca de 8 mil habitantes. Um cidade histórica do tempo dos escravos, focada no cultivo de café. As casas são bem rústicas o que te faz se sentir em um livro antigo de história.
Eu jurei que não retornaria mais a esse fim de mundo.
Mas meu subconsciente me traz de volta para cá.
Sigo em direção a minha velha casa. Paro na porta, desço do carro, me sento na varanda e fico ali.
Chorando e revivendo lembranças.
Não vejo a hora passar já está quase amanhecendo. Quando ouço o ronco do motor e Enzo descer correndo do carro.
Estou exausta, com sono, não quero brigar.
Ele se aproxima correndo.
- Anne! Você está ficando doida?
Estendo o braço entregando a chave do BMW.
- Desculpe pegar sem pedir. Toma a chave.
- Eu não quero Anne. O carro era um presente para você. Eu só não tive tempo de lhe entregar.
Eu arrega - lo os olhos.
- Para mim? Mas por que? Não precisa Sr. Ferrari.
- Já está no seu nome Anne. Se não quizer doe, venda, faça o que quiser. Diz Enzo já sem paciência.
- O que faz aqui? Pergunta Enzo
- Não sei. Falo já chorando.
Enzo me abraça e diz
- Vem vamos entrar!
Fico parada, sem entender.
"Entrar?Ele tem acesso a casa". Fico pensando.
Ele retira a chave do bolso e abre a porta.
- Por que você anda com a chave Enzo?
- Não ando, peguei no escritório antes de sair atrás de você. Por que algo me dizia que estaria aqui. E eu acertei.
A casa está exatamente como deixei. E tudo limpo.
"Ele está cuidando da casa", penso.
E como se ele pudesse ler a minha mente, Enzo me fala:
- Uma pessoa tem cuidado da casa. Não deixei mudar nada de lugar e nem vendi.
Queria lhe devolver um dia.
Agora ele estica as mãos com a chave.
- Esse momento é agora. Pegue a casa é sua.
- O momento é agora? Sério? Olha o que fez na minha vida Enzo Ferrari. Só por um capricho seu. Porque o "Rei, Todo Poderoso" não poderia engolir o ego e ajudar alguém. Tinha que tirar algum proveito. Que nojo! Eu digo.
- Anne diferente do que você pensa eu nunca imaginei que Ray fosse cometer suicidio. E também não queria me casar com você. Só queria que trabalhasse para mim. E pretendia te conquistar de alguma forma. Mas nunca pensei em te deixar viúva. Sou dominador, não um assassino. Diz ele com uma voz suave.
- Se eu pudesse voltar no tempo faria diferente Anne. Mas não ia desistir de você.
Ele me entrega uma pasta.
- Quando Ray morreu me senti culpado. Pedi que fizessem uma autopsia detalhada. E nessa pasta está o resultado. E tem alguns históricos de transações e conversas por aplicativo. Ray não era o homem que você pensava. Não quero destruir a memória dele, então olhe se você quiser.
Ele tira um envelope do bolso.
E coloca sobre a mesa.
- Ai tem 100 mil.
Acho que é o suficiente para recomeçar.
Na pasta tem o contrato que assinou e o primeiro contrato que eu havia feito antes da morte de Ray.
Estou te devolvendo sua casa, e você tem um carro novo, mando trazer o antigo amanhã.
Sua conta antiga com o valor restante de sua herança já esta desbloqueada pelo juiz. Eu fiz um depósito referente ao juros do tempo de bloqueio.
Esse é o cartão da conta conjunta que eu deposito sua ajuda mensal, pode usar o valor. Vou continuar depositando até o fim do contrato.
Você tem a sua liberdade agora. Vou sentir a sua falta. Mas não a quero comigo com magoa de mim. Não depois de tudo que vivemos.
A única coisa que não lhe dou é a separação. Você é minha!
Se precisar de qualquer coisa só me ligar.
Você é livre Anne Ferrari. Diz ele fechando a porta ao ir embora.
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Atualizado até capítulo 86
Comments
rafamendes
tomara que ela queira ler sobre o ray
2024-09-27
1
Marilene Cabral
Nossa q babado
2024-09-18
0
Ester
agora ela descobre que o marido era um canalha e ela era chifruda e coisa pior KKK típico prosigamos
2024-09-02
0