O tempo parecia não passar. Parecia fazer anos que eu estava dentro daquele carro. Finalmente saímos da estrada principal e seguimos por uma estradinha de pedra. O carro ao passar levantava muita poeira. Era só árvores e mato alto.
E após andar alguns minutos acredito que uns 10 a 15 minutos. Paramos em frente a um portão de ferro preto com muros alto brancos.
Entramos e seguimos por uma rua de asfalto com lindos coqueiros em volta. Isso dava um charme para aquela rua.
E finalmente avisto a mansão, era realmente grande e alta. Lembrava aquelas casas de fazenda. Estilo português, paredes em cinza claro e o restante em branco.
Thomaz estaciona bem em frente e desce para abrir a porta para mim.
As terras do Sr. Ferrari perdiamos de vista. Eram muito grandes.
Me aproximo da porta que logo se abre.
— Olá! Sra. Ferrari. Sou Maria sua governanta.Vou-lhe apresentar a casa e o seu quarto.
- A mansão é realmente linda, A Sra. vai adorar. Ela diz.
— A sua esquerda temos a sala de jantar, cozinha, e meu aposento. Já na direita casa de banho, sala de jogos e o escritório do Sr. Ferrari.
Venha, vamos subir.
Subimos a escada e a Maria tinha razão. A mansão era mesmo linda. Desde a sua arquitetura com essas colunas redondas até os detalhes da decoração. Fico curiosa e pergunto.
— Maria quem escolheu a decoração da mansão? Eu pergunto.
— O Sr. Enzo. Ele tem ótimo gosto. Diz ela com orgulho.
E Maria tem razão o que ele tem de irritante e prepotente ele tem de bom gosto.
Chegamos ao piso superior. E Maria continua.
- Na esquerda temos a biblioteca, sala de tv, sauna e o seu quarto. Agora na direita temos três quartos com suite para as visitas, academia e o quarto do Sr. Ferrari. Aquele lugar é sagrado. Diz ela diminuindo a voz.
— Venha! Vou-lhe mostrar o seu quarto.
Seguimos até o fim do corredor.
Maria abre a porta e diz
— Fique a vontade. As 20hs o jantar é servido. A Sra. desça para a sala de jantar. Até lá descanse.
O quarto é bem bonito. Tem uma cama de ferro preto com cortinas que cobrem toda a cama.
Uma penteadeira branca.
Um recamier ao pé da cama. Uma porta ao lado que dava acesso ao "closet". E ao outro lado outra porta que dava acesso ao banheiro. Tudo de ótimo gosto, luxuoso e moderno.
No banheiro há um chuveiro e uma banheira. Sempre quis uma banheira na minha casa não havia.
Retorno para o quarto, jogo-me na cama. É bem macia e confortável, com lençóis de seda branco. Olho pela janela e tenho a visão da parte de trás da mansão e vejo que tem uma área de lazer com piscina e quadra de ténis. Até imagino o Sr. Ferrari suado e jogando ténis.
"Se controla Anne" penso tentando mudar os pensamentos.
Olho ao lado da cama, tem uma caixa muito bonita com uma fita vermelha e um bilhete.
..."Seja bem-vinda! Esse presente é para nossa lua de mel. Ass. O seu marido"...
Eu abro a caixa nela tem uma camisola de renda branca totalmente transparente e uma calcinha pequena branca.
E outra caixa menor também com laço vermelho.
Quando abro é uma coleira de couro preto escrita "Enzo Ferrari" de esmeraldas.
Fico com raiva jogo tudo no chão. Quem ele pensa que é? Que ridículo. Usar uma coleira com o nome dele ainda. Sou seu objeto, sua cadelinha?
E que história e essa de camisola para lua de mel ele disse que não teríamos relações sexuais.
Ele é realmente louco. Não tem outra explicação.
Quando esse desgraçado aparecer ele vai ouvir.
Isso não vai ficar assim!
Estou cansada preciso de um banho. Vou até o "closet" ver se encontro alguma roupa para vestir, pois, as minhas ficaram no meu carro.
Encontro alguns pijamas de calças e blusas.
São novos, ainda com etiqueta. E mais um bilhete.
..."São para vocês. Aos poucos vamos comprar roupas novas. Ass. Enzo"...
Se são minhas então vou usar. Escolho um pijama rosa com desenhos de cachorrinhos.
Entro no banheiro encho a banheira e fico ali na água.
- Sra. Rossi?
- Sra. Rossi?
- Sra. Rossi, está tudo bem?
Ouço uma voz longe, até despertar. Eu havia adormecido na banheira. Pois a dias não tinha um sono tranquilo.
- Sim, está. Acabei adormecendo. Eu respondo
- O Sr. Ferrari está lhe aguardando. Não demore. Maria diz.
- Sim, já estou descendo! Eu respondo.
Me seco rapidinho. Visto o pijama e corro para a sala de jantar.
- Desculpe o atraso, acabei adormecendo na banheira. Falo enquanto me aproximo.
Ele se levanta em um gesto de cavalherismo.
E ao me olhar, engole seco e engasga.
- O Sr. Está bem? Pergunto.
- Sra. Rossi, essa é a vestimenta adequada para o seu primeiro jantar com seu esposo? Ele pergunta.
Abaixo a cabeça, olho para o pijama que estou vestindo.
- Me perdoe! As minhas roupas ficaram no meu carro. E só havia pijamas no "closet". Eu não tinha outra coisa para vestir." Respondo com a voz suave.
Ele puxa a cadeira para que eu me sente.
Eu sento, ele se senta também.
Pega o telefone e liga para alguém.
- Thomaz, por que ainda não trouxeram o carro da Sra. Ferrari?
- Sim, ela precisa das coisas dela. Resolva agora. Ele diz e encerra a ligação.
- Tivemos uma falha na comunicação aqui. Mas isso não acontecerá novamente. Diz ele com uma voz firme.
Maria serve os pratos.
Começamos a comer em silêncio.
Maria se aproxima e cochicha algo no ouvido do Sr. Ferrari e se afasta.
- Sra. Rossi nosso casamento será amanhã cedo. Pedi a Maria que deixasse seu vestido na escrivaninha em seu quarto. Esteja pronta as 8hs.
As suas coisas já estão em seu quarto.
Faça uma mala com algumas coisas, pois após a cerimônia iremos para nossa lua de mel. Ele diz.
Olho para ele assustada. Mas não consigo dizer nada.
Termino meu jantar mas continuo sentada a mesa.
— Sra. Rossi se já terminou. Pode ir para seu quarto. Eu então me levanto.
— Com licença. Boa noite!
Enquanto me afasto ele chama-me.
— Sra. Rossi? Não esqueça de incluir na sua mala o seu presente de lua de mel. Ele diz com um sorriso sarcastico.
Reviro os olhos e continuo a andar.
Chego ao meu quarto. Todos os meus pertences estão lá.
Começo a retirar as coisas das caixas e da mala.
E organizo o meu "closet".
Como não sei para onde vamos à lua de mel. Separa roupas de verão, meia estação e algumas de frio. E pego os itens da caixa de presente. Mesmo com muita raiva.
Queria muito dizer algumas verdades a ele. Mas já assinei o contrato. E teremos 25 anos de convivência é impossível viver tanto tempo em guerra com alguém.
Demoro para dormir, pois, fico a imaginar infinitas coisas que ele pode estar planejando ou querendo fazer.
Se tem algo de bom nesse acordo é que ele é um homem lindo. Não é tão difícil assim estar casada.
Acordo com o despertador. Tomo um banho, perfumo-me. Faço um penteado mais festivo. Uma maquinagem leve apenas para realçar os meus pontos fortes. Coloco o vestido e já estou pronta.
O vestido é bege, de comprimento médio, com as mangas renda e decote que valoriza os meus seios. Calço um sapato de salto bege. O que me deixou bem elegante.
Saiu do quarto carregando a mala. E Thomaz já está na porta do quarto esperando.
— Sra. eu ajudo-lhe. Bom dia!
— Bom dia! Thomaz. Obrigada.
- Onde está o Sr. Ferrari?
— Ele saiu cedo, iria direto do escritório. Eu vou levar a Sra. Maria já preparou o seu café.
Desço as escadas. E encontro com Maria.
— Bom dia! Maria.
— Bom dia! A Sra está muito linda. Ela diz gentilmente eu dou um sorriso.
— Obrigada Maria. Vamos Thomaz. Eu digo pois Thomaz me aguardava próximo a porta.
— Sra. coma algo. É mau sair sem comer nada. Ela diz.
— Estou sem fome Maria. Mas agradeço a sua preocupação. Já vou ir. Beijos. Eu digo e beijo-lhe a testa. Ela e Thomaz sorriem.
Entro no carro ansiosa, as mãos tremendo.
Thomaz percebe e diz:
— Está nervosa Sra?
— Sim, um pouco. Respondo.
— Sra. Saiba que o Sr. Ferrari é um ótimo homem, muito generoso. Só tenha paciência ele carrega muitas cicatrizes na alma. Ele diz.
Queria saber mais sobre esse homem misterioso, perguntar tantas coisas. Mas decido deixar para outro momento. Eu estava nervosa demais para ter mais emoções.
Logo chegamos ao cartório. Thomaz abre a porta e o Sr. Ferrari esperava-me na porta.
Ao olhar-me, não consegue disfarçar o sorriso.
— Você está muito linda. Sra. Ferrari. Fala ele ao meu ouvido. Ele segura na minha mão gelada.
— Está com frio? Pergunta o Sr. Ferrari.
— Não! Respondo de forma firme.
Entramos e seguimos para uma sala específica.
O escrivão diz algumas palavras, assinamos o livro, e estamos casados.
Um fotografo tira algumas fotos. E seguimos para o carro.
Thomaz abre a porta e entramos.
O Sr. Ferrari ainda segurava a minha mão.
Eu retiro a minha mão.
Ele olha-me, mas finjo que não percebi.
— Não está feliz? Agora não precisa mais morar na rua. Diz ele em deboche.
Eu olho-o, e volto a olhar pela janela. Sem dizer nada.
Retornamos para a mansão.
Percebo um helicóptero no alto da mansão.
Maria se aproxima.
— Parabéns Sr. Diz ela sorrindo.
— Dê os parabéns a Sra. Ferrari. Ela é quem deve ficar feliz com isso. Ele diz.
— Parabéns Sra. Ela diz.
— Obrigada Maria. Não ligue para o seu Sr. ele é um babaca. Eu digo.
Ele me olha como se me reprovasse. Volta a segurar na minha mão. E puxa-me para dentro. Seguimos para o elevador.
Para quem anda com dificuldade, ele até que é rápido.
Vamos em direção ao seu quarto. Ele abre as portas e puxa-me para dentro.
Assim que fecha a porta ele me puxa pela nuca.
Encosta-me na parede, segurando pelo pescoço.
Olhando nos meus olhos.
— Se me ofender novamente, na frente dos funcionários ou de qualquer pessoa dou um jeito nessa a sua boca suja. Entendeu?
— Será uma pena. Você tem lábios bem atraente. Diz enquanto alisa os meus lábios.
Ele coloca as mãos na minha cintura, sobe até as costelas e de maneira firme, me puxa para mais perto.
Sem querer solto um gemido. Ele sorri.
"Filho da mãe, eu adoro homem com pegada" eu penso.
Respiro fundo para ele não perceber que me deixou balançada.
Ele tira a coleira do seu bolso e coloca no meu pescoço.
- Peguei na sua mala. Quero que você já use. Diz ele enquanto mostra o presente que havia me dado.
Vira-me de costas, puxa o cabelo para frente para poder fechar a coleira.
A sua respiração quente na minha nuca e o seu cheiro deixam-me louca.
Estou a começar a pensar que a cláusula que diz "sem relações sexuais" será um problema para mim.
Tento não prestar muita atenção nele.
E começo a observar o seu quarto.
Paredes cinza, a parede onde fica a cama é toda preta com alguns riscos prata.
A cama grande de madeira preta.
Um puff no pé da cama também preto.
Uma poltrona bem grande em frente a cama.
Percebo haver duas argolas de ferro no teto na lateral da cama e outras duas no chão.
E cortinas pretas na janela.
Ele percebe que estou a observar tudo.
— Gostou do meu quarto Sra. Ferrari? Pergunta falando ao meu ouvido. O que me fez arrepiar.
Ele sorri ao perceber.
— Normal! Respondo a tentar parecer desinteressada.
Ele vai até o "closet" e volta com uma caixa grande de couro.
Coloca sobre a cama e a abre.
Lá havia vários acessórios sexuais.
"Que raiva ele é mesmo uma tentação", eu penso.
Faço tudo para não deixar a minha mente me trair.
Ele segura uma venda, um vibrador e fala com uma voz "sexy" e com um olhar malicioso.
— Ia ser interessante usar em você! Pena que não tenho desejo por você! Conclui ele. Isso cai como um balde de água gelada.
- É muito bonita e gostosa Sra. Ferrari. Mas isso não basta para me ter. Ele diz sendo convencido.
Quem ele é? O que realmente quer comigo? Me deixa confusa e me faz sentir mal. Dessa vez não sei o que dizer. Então, decido não dizer nada.
— Vamos Sra. Ferrari para helicóptero. Estamos atrasados. Ele diz
Eu sigo-o então até o elevador e subimos para o último andar.
Nos aproximamos do helicóptero, ele abre a porta da frente e eu sento ao lado do piloto. Ele ajeita o cinto e o fone de comunicação.
E para minha surpresa segue para o banco do piloto.
"Inferno ainda além de lindo, ainda pilota uma nave dessa".
Chego a corar com os meus pensamentos.
Ele ajeita tudo e pergunta.
— Podemos ir Sra. Ferrari?
Apenas balanço a cabeça que sim. Ele então decola.
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Atualizado até capítulo 86
Comments
Isabel Esteves Lima
Anne é linda. Vai sofrer nas mãos deste monstro do Enzo.
2024-10-13
2
Veralucia Braga
É mesmo ela é linda, ele não é , além disso é muito grosso
2024-10-04
0
Ester
ela é linda, ele não é tudo isso não, achei comum mas prosigamos
2024-09-02
6