Dá janela vejo Enzo entrar no carro e colocar as mãos sobre o rosto com se houvesse sido derrotado. Ligou o carro e se foi.
Naquele momento começo a chorar, não queria que ele fosse. Mas ele não foi justo comigo.
Pego a pasta que ele me deu e jogo na mesa da cozinha. Preciso dormir um pouco.
Me deito na cama e choro até pegar no sono.
Acordo já são 2 horas da tarde. Tomo um banho e pego uma roupa minha que ainda estava no guarda roupas.
Entro no carro e vou para o centro da cidade.
Estou me aproximando do centro, todos me olham espantados.
Entro na cafeteria. Me sento á mesa. A garçonete vem anotar meu pedido. Peço um pedaço de torta de maçã e um cappuccino.
A garçonete traz o meu pedido, quando começo a comer a Esposa do Dono da padaria entra com mais duas mulheres e vem na minha direção.
Senta á mesa na minha frente.
- A puta voltou. O que houve não achou nenhum puteiro vago? Diz enquanto ri
Continuo a tomar meu café ignorando a sua presença.
- Estou falando com você sua puta de merda.
"É sério que essa idiota veio provocar-me?penso enquanto engulo o que estava a mastigar."
Eu não sou mais fraca e nem mais boazinha. Aprendi a ser forte! A lutar.
Num movimento rápido pego a faca que estava sobre a mesa e encosto na garganta dela.
Ela paralisa e suas amigas também.
- Sra. Repete o que acabou de dizer? Digo em tom de voz tranquilo e sereno. Enquanto a olho nos olhos.
Ela fica calada.
- A Sra. Não me conhece e sugiro que dá próxima vez que me encontrar seja mais respeitosa e gentil. Entendeu?
Ela balança a cabeça dizendo sim.
Retiro a faca e volto a comer, e ela sai correndo com as amigas dizendo que sou "louca".
"Isso mesmo, eu penso".
Meu celular toca.
Não reconheço o número.
- Alô!
- Sra. Anne Ferrari? Uma mulher diz do outro lado.
- Sim.
- Aqui é a Sra. Tolentino do Instituto Novo Dia.
- Ah Sim, da Festa Beneficente.
- Isso querida. Estou ligando por causa do jantar.
O restaurante "Le France" reservou a mesa para você e o seu companheiro terem o jantar por conta do Instituto.
Queria avisar que a reserva é para amanhã. As 20 h. Já falei com o Sr. Ferrari ele pediu para avisa - la que ele lhe pega às 19h30.
Tudo bem?
- Sim, obrigada.
- Eu quem agradeço querida. Sua participação ajudou muito o Instituto.
- Sra. Por falar em ajudar. Queria muito conhecer o trabalho do Instituto e ajudar ainda mais.
- Que maravilha Sra Ferrari.
- Por favor me chame de Anne.
- Será muito bem-vinda Sra. Anne. Quando puder venha nos visitar. Estarei-lhe esperando.
- Vou me organizar aqui e irei sim, com muito prazer.
- Ok. Até breve.
- Até.
"Já sei por onde recomeçar." eu penso.
Mas agora que preciso que encontrar um vestido bonito para o jantar.
Vou até o "Oficina da Fran" que também fica no centro. Ela pertence à Sra. Fran.
Ela tem peça únicas feitas a mão, não vou usar nada de luxo como os vestidos patrocinados pelo Sr. Ferrari. Mas também não serão os trapos que tenho em casa.
Estaciono em frente a loja. E os olharem são constantes, tanto para mim, como para o carro.
Isso me causa um certo incômodo. Sempre fui muito discreta.
Entro na loja.
- Bom dia! diz a Sr. Fran sorrindo.
- Bom dia Sra Fran. eu respondo
- Menina Anne? Pergunta ela.
- Sim. Dou um sorriso timido.
- Você se tornou uma belissima mulher. Não lhe vejo desde a sua adolescencia. Não que eu não estive por aqui. Mas por quase nunca sair na rua. Esse atelier é minha vida.
- Sim! Compreendo. E a Sra.tem peças lindissimas. Digo já olhando alguns vestidos.
- O que procura minha menina?
- Queria um vestido elegante que valorizasse o meu corpo sem ser vulgar. É para um jantar muito chique. Falo sussurrando e sorrindo.
Ela sorri.
- Já sei querida. Já volto!
Ela entra e eu continuo a olhar. Tem muitas peças bonitas.
Ela retorna com uma peça em uma caixa.
- Querida esse vestido eu fiz a alguns meses, mas nunca o coloquei a venda. Aguardava um momento especial e esse momento será o seu.
Ela abre a caixa, estava embrulhado em papel seda. Quando ela me mostra, fico até emocionada.
É um vestido longo, preto em cetim brilhoso, Regata com a frente transpassada. E nas costas cavado com mais três alças caidas com pérolas negras. E duas fendas laterais que deixavam as pernas amostra.
- Sra. Fran ele é mesmo belissimo. Jura que é para mim?
- Sim menina. Eu sabia que teria um dia e esse dia chegou.
Eu a abraço.
- Obrigada Sra.
- Deseja provar? Quer fazer algum ajuste?
- Não! Ele é perfeito e ainda meu tamanho.
- Quanto eu lhe devo?
- Nada minha menina, é um presente.
- Não Sra. Fran. Preciso paga - la.
- Estou-me aposentando. A minha visão não me ajuda mais. Então será um orgulho ter a minha peça especial sendo usada por alguém como você. Eu sei o que fez pela escola da cidade e sei o mal que lhe fizeram. É o mínimo que posso fazer. Sem falar que eu e a sua mãe éramos amigas.
Eu a agradeço e retorno para casa.
Sem noticias de Enzo Ferrari.
Sento me no sofá tomando um sorvete.
Quando resolvo olhar a pasta que ele me entregou.
Enzo realmente fez um contrato de trabalho como assistente pessoal.
Ele havia reconhecido em cartório, por isso não podia estar mentindo. A data era do mesmo dia que fui a primeira vez no seu escritório. Antes da morte de Ray.
Continuei revirando os papeis.
O resultado da autópsia de Ray mostrou uso de drogas (cocaína) e o uso de remédios para dormir. O que me disseram foi morte por sobredose (suicídio). Mas a causa real foi uma embolia pulmonar. O uso excessivo e prolongado de cocaína faz com que a pressão sanguínea se eleve e haja uma vasoconstrição. Isso contribui para formação de coágulos que circulam pela corrente sanguínea, causando a "embolia pulmonar".
Ray morreu por uso prolongado de drogas e não por suicídio.
Mesmo que ele tenha escrito uma carta de despedida, não foi isso que o matou.
Enzo estava certo, não foi sua culpa. Mas uma coincidência.
"Nossa fui injusta com ele", agora eu sentia-me mal. Por mais que ele não tenha agido de forma justa. Ele não era tão ruim quanto pensei.
"Como eu não percebi que meu marido era usuário?" Fiquei a pensar.
Fui pesquisar sobre a droga e notei algumas reações que eram presentes em Ray: euforia, desinibição, loquacidade e insônia. Por isso o uso de remédios para dormir. Ele entrou num poço sem fundo.
Fui olhar o histórico de conversas do aplicativo e vi que o nosso dinheiro foi quase todo perdido em drogas, jogos e infelizmente mulheres. O que me deixa muito triste.
Ele me traia.
Me traia o tempo todo, não apenas com mulheres, mas com tudo.
E eu?
Larguei tudo para cuidar da casa e dele.
Sempre sendo a boa esposa, para quê?
Para ser enganada e traída.
Estava muito decepcionada, triste, me sentia um lixo.
Peguei uma garrafa de vinho que achei perdida na adega e virei metade de uma vez.
Me deu uma coragem e uma sensação de bem estar.
Pego o celular e ligo:
- Alô! Enzo diz ao atender.
- Amooorrror. Falo meio enrolado.
- Anne? Você está bem?
- Eu tô atima, otuma, não espera... ÓTIMA. Quase não sai.
- Você bebeu?
- Pouco amor. Meia garrafa.
Ouço Enzo respirar fundo.
- Droga Anne! Sabe que não gosto disso. Prometeu se cuidar. Era essa liberdade que eu temia. Agora está fazendo mal para si mesma. Ele diz.
- Chuuuuu! Para de falar Enzo Ferrari. Não quero ouvir sermão.
- Eu só queria dizer oi. E dizer que estava certo.
- Eu sou uma idiota e corna.Ha Ha Ha. Começo a gargalhar e em seguida a chorar.
- Anne estou indo ai! Ele diz.
- Não, não. Eu vou nadar um pouco, logo vou estar melhor.
- Annneeee! Grita Enzo.
- Não faz isso! Vai se afogar. Está bêbada!
- Ahhhh para de ser chato. Tchau! seu chato.
Eu sussurro - Chato gostoso.
E desligo o telefone.
Enzo chega em 20min de Helicóptero.
Ele pousa num campo de futebol que fica próximo de casa. Isso acorda a cidade toda e todos saem para olhar.
Ele desce e corre para minha casa. E seu piloto levanta voo e retorna com o helicóptero.
Enzo entra em casa com tudo estou dormindo no chão.
- Anne? Ele diz.
- Querida acorde!
Eu resmungo alguma coisa. Enzo me põe no sofá. E prepara um banho na banheira para mim.
Ele retorna, retira minha roupa e suspira ao me ver nua.
Me coloca na banheira apoiando minha cabeça. Vou despertando aos poucos.
- Enzo??
- Sim!
- O que houve?? Ai minha cabeça doí.
- Você bebeu demais querida.
- O que faz aqui?
- Você me ligou bêbada. Precisava de mim e eu aqui estou.
Dou um sorriso timido e digo: - Obrigada
Enzo termina de me lavar e me ajuda a levantar. Me enrola na toalha e me leva para a cama no colo, pois ainda me sinto tonta.
Ele começa a enxugar o meu corpo. Quando enxuga o meu sexo eu dou um suspiro.
Ele afasta a mão.
Eu pego a sua mão, afasto a toalha, para ficar pele a pele e coloco a sua mão no meu sexo.
Ele me olha.
Eu apenas digo:
- Por favor!
Ele me toca com carinho e movimentos ritmados. É impossível não sentir prazer. Começo a gemer e percebo o volume do seu membro sob a calças.
Ele enfia dois dedos no meu sexo e brinca com ele num vai e vem delicioso.
Estou gemendo entregue aos seus braços.
Enzo de repente para, se afasta.
Fico sem entender.
- O que houve? Pergunto.
- Desculpe amor. Mas com você assim não é justo. Quando estiver sóbria te faço o carinho que quiser. Mas agora precisa dormir.
Ele me ajuda a se vestir. Me faz carinho até eu adormecer.
Me cobre e vai dormir no sofá.
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Atualizado até capítulo 86
Comments
Jossileide cardeal
ele tá sendo muito legal com ela
2025-02-11
0
Marilene Cabral
😍😍
2024-09-18
0
Ester
ué não tinha banheira autora que isso
2024-09-02
1