Encontro na Academia - Parte 2

Bianca

Além disso também me deu conta de que estou traindo meu marido. Samuel encerra o beijo com dois selinhos apertados, eu sei que o mais certo é me afastar, mas ele está me pegando pela mão e me fazendo levantar, estou sem reação.

A sensação dos seus lábios abrangendo os meus de um jeito que nunca senti antes é maravilhosa, eles se prendem a minha boca em um encaixe perfeito, ele aperta minha cintura puxando meu corpo para o dele, um gemido escapa da minha boca sem que eu tenha controle e tento me afastar, mas ele solta um som que vacila entre uma risada e um rosnado e aprofunda sua língua na minha boca, minhas pernas estão tão bambas que preciso me segurar em seus ombros para não cair.

Tenho que admitir que ele tem fôlego, o beijo dura tantos minutos, meu cérebro já virou pudim e estou tão distraída pela sua boca que só percebo que suas mãos estão subindo quando chegam a parte mais alta da minha costela, ele entende meus suspiro como uma deixa, a curva entre seu polegar e os outros dedos está presa sob meu seio, mas ele consegue afastar seu peitoral alguns centímetros e passa o polegar por baixo do meu seio, subindo pela lateral e fazendo um semicírculo até meu mamilo.

Me assusto e separo o beijo de uma vez, eu estou tão excitada e confusa que não consigo dizer uma palavra, eu penso em Dante, mas não sei se estou realmente me importando com ele ou com o fato de que parece uma vingança.

- Desculpe\, Bianca – ele estende a mão para mim\, mas mantenho meus braços cruzados sobre os seios\, suas sobrancelhas se juntam e seus olhos caem\, como um cãozinho abandonado – eu não quis avançar o sinal\, só achei que você queria.

- Eu queria.. bem\, eu não sei.

- Ninguém vai nos ver aqui\, a academia fecha as dez. Além da segurança\, só eu tenho as chaves.

Olhei para o teto e para as câmeras que pendiam dele.

- Esse é um ponto cego.

- Mas eu não posso.

Sua expressão muda, agora vejo a raiva em seus olhos, ele assente e dá um passo atrás, não sei por que, mas tive vergonha por ele pensar que o motivo era meu marido que provavelmente estava me traindo naquele momento.

- Não é o que está pensando – digo de uma vez\, meio sem pensar – eu estou... sabe... no meu ciclo.

- Mas eu só estava te beijando.

Mais um vexame, fecho os olhos e sorrio sem graça.

- Desculpe\, eu achei...

Ele sorri, de um jeito tão safado que mexe com meu coração e de repente estou sentindo excitação escorrendo, enchendo o absorvente de tamanho noturno.

Samuel me pega pela mão, e começa a andar para trás, me puxando para uma porta no canto da academia, o único espaço que não era coberto por vidros.

- Você comprou absorventes na sexta\, o que significa que hoje é o terceiro dia no mínimo – a naturalidade com o que ele fala me deixa tão tímida que dou graças a Deus pela quantidade de melanina na minha pele tão transparecer o quanto ela estava queimando – tenho certeza de que conseguimos lidar com isso aqui.

Ele abre a porta á suas costas e quando me coloca para dentro, bate a mão no interruptor na parede e a luz acende, percebo que estamos no vestiário, tem cheiro do mesmo desinfetante floral do hall, mas a semelhança acaba aí. Há bermudas e cuecas penduradas e um banco longo na frente de cabines abertas com chuveiro.

- Samuel\, acho que não devemos. Se quiser\, a gente pode ir a um bar ou a uma padaria\, deve estar com fome por malhar tanto.

Ele olha para mim e morde o lábio inferior com força, deixando uma marca branca quando solta.

- Está bem\, me espera tomar um banho?

Eu assinto e ele tira as chaves do bolso usando para trancar a porta do vestiário e diz com uma piscada.

- Gosto de privacidade.

Tem malícia na sua voz, colo minhas costas na porta e mantenho meus olhos nele, Samuel anda distraído até o banco e tira a camiseta, sua pele está suada, mas nada que tenha marcado o tecido, suas tatuagens adornam os ombros e peito, o abdômen perfeitamente malhado cheio de gomos onde é possível sim lavar algumas roupas.

Ele tira os sapatos e a meia e o cheiro de talco se mistura ao desinfetante floral, eu quero morrer em pensar em como aquele homem cuida tão bem de si mesmo. Ele abaixa a bermuda, suas pernas igualmente malhadas e lisas como o resto, não é preciso ver mais para saber que Samuel é todo depilado, mas ele faz questão de mostrar abaixando a cueca e a deixando junto com o resto sobre o banco.

Meu peito arde e só então me dou conta de que estou prendendo a respiração e a solto de uma vez, o som do suspiro chama sua atenção e ele está sorrindo para mim.

- Ainda pode se juntar a mim – ele diz e meus olhos se concentram no membro e tenho certeza de que não é humanamente possível\, não está duro\, nem relaxado\, em um meio termo delicioso que me dá uma boa ideia de como ficaria com todo sangue correndo para ele o deixando rijo como uma tora\, não quero que ele saiba o quanto estou desejando\, mas não consigo desviar o olhar – ou se juntar a nós.

Ele passa a mão pela sua extensão até a ponta e só então vejo seus testículos duros e cheios, Samuel some dentro da cabine e ouço o chuveiro sendo ligado, o som da água me faz perceber o quanto eu também preciso de um banho, há suor escorrendo pela minha nuca e sob meus seios e Deus queira que seja suor escorrendo pelas minhas coisas.

Minha mão sobe por contra própria pela parede ao meu lado e com um toque, a luz é apagada.

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Atualizado até capítulo 66

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