Encontro na Academia

Bianca

Mas não desço imediatamente, quero me maquiar e me arrumar e ainda parecer que apenas desci, passo um BB Cream e selo com um pouco de pó, sombra marrom, um tom mais claro que minha pele, blush e arrisco um gloss rosa claro. Visto um vestido de verão amarelo de cor lisa, com malgas um pouco bufantes e elástico na cintura, uma linha de botões de madeira segue até a altura do joelho e o tecido continua por mais alguns centímetros.

Não é uma roupa que sustenta muito os seios então coloco um cardigan por cima.

- Aff. Estou parecendo uma velha – tiro o cardigan e desço apenas com o vestido\, torcendo para que o calor do lado de fora seja o suficiente e meus mamilos não fiquem saltados.

Sinto minhas mãos suarem e as seco várias vezes na roupa enquanto o elevador desliza vagarosamente pelos andares até o térreo, a porta abre e passo pelo hall, ando ao longo do prédio da frente onde fica a academia, a luz lá dentro está baixa e amarelada, mal refletindo nos aparelhos de metal e couro sintético preto.

Empurro a porta devagar. De repente a situação parece com aquelas cenas dos livros onde a mocinha é enganada e riem dela. Faço um gesto em frente a testa a fim de espanar os pensamentos.

- Samuel?

- Oi – a voz vem de algum lugar a direita e ouço peso caindo no piso\, então ele aparece\, com um largo sorriso no rosto – é bom ver você.

Eu entro e ele me cumprimenta com um abraço frouxo, encostando seus lábios úmidos na minha pele. Não dá para dizer que ele está com roupa de treino, mas também não dá para dizer que não está.

Samuel está usando uma camisa branca com estampa preta que parece de algum jogo de vídeo game de ação, mas tenho certeza de que é só uma marca, bermuda preta de moletom que parece muito confortável e tênis de corrida. E consegue ficar muito gostoso com essa roupa simples.

- Então – digo me sentindo uma ameba ao puxar assunto – você vem sempre aqui?

- Ah o tempo todo – ele responde e acho muito gentil ele não perguntar o mesmo.

- É minha primeira vez.

Ele ri e assente.

- Acho que iria gostar mais se viesse de manhã\, tem uma vista incrível.

Eu rio, e o sigo até perto de um aparelho que pela inclinação até parece a cadeira de dentista mais desconfortável do mundo, ele se senta e coloca seus pés nos apoios deixando os joelhos flexionados e um grande bolo entre as virilhas.

- O que quer fazer? – ele pergunta pegando o celular.

- Eu não sei – respondo com uma dúvida gigantesca – acho que conversar é mais fácil quando tem bebida no meio.

Ele aperta algo no celular e uma música começa, é MPB, mas não reconheço a voz, apesar disso, a melodia romântica me embala. Ando até um banco ao lado dele e me sento, tirando a distração do seu volume da minha vista.

- Esse é um péssimo lugar para se levar uma mulher\, fico me sentindo esses red pills viciados em academia.

- Nesse caso\, não vou te oferecer uma breja.

Ele ri mais alto e intenso do que eu esperava e acompanho ele, soltando um pequeno ronco no final.

- Desculpe.

- Tudo bem\, eu adoro quando roncam no meio do riso\, é assim que a gente sabe que a piada foi boa.

Tento não olhar em seus olhos e começo a ver os aparelhos e não faço ideia de pra que eles servem.

- Parece distraída.

- Estou pensando se não daria para juntar todos esses aparelhos em um.

- Existem estações\, mas só são boas para se ter casa.

- Eu não entendo nada disso.

- Cada um sabe sobre alguma coisa\, é essa a graça de se conhecer alguém. Eu\, por exemplo\, não faço ideia de como lidar com uma criança.

- Problemas com o Yuri.

- Na verdade\, a gente se deu bem hoje\, mas ainda sinto que ele está distante\, não quero desistir dessa aproximação porque sei que vai ser mais difícil depois\, mas... é foda.

- Eu sei\, mas ele é um bom menino\, logo vocês vão se entender. Se precisar de ajuda\, ou um puão de orelha\, eu estou aqui.

- Agride crianças? – ele força um terror na expressão.

- Não – eu rio alto\, sinto meus seios balançando\, mas é impossível evitar – seria a sua orelha.

Respiro fundo me recuperando da pequena crise de riso e noto os olhos de Samuel em mim, ele não está mais inclinado na cadeira, está com a coluna reta e assim parece ainda mais alto e intimidador.

- O que está olhando?

- Sua boca – ele diz como se não fosse a coisa mais chocante que já me disse.

- Por quê? – pergunto com a voz baixo\, parece impossível respirar pelo nariz então afasto os lábios\, permitindo que mais ar entre.

- Eu quero te beijar\, Bianca. Não há outro motivo para se desejar tanto a boca de alguém – ele faz uma pausa e como não respondo ele se levanta\, a bermuda marca na região da pélvis e me apavoro\, viro meu rosto para o seu\, ele me olha de cima e lentamente coloca sua mão por baixo do meu cabelo\, segurando minha nuca enquanto se aproxima – e eu quero te beijar há semanas.

De repente preciso de uma quantidade absurda de ar e afasto mais os lábios, sugando tudo a minha volta enquanto meu peito estufa, Samuel junta seus lábios grandes nos meus e aproveita minha boca aberta para procurar a minha língua, sua mão na minha nuca aperta meu cabelo e quase dói, a outra segura minha cintura na altura das costelas e sinto seu polegar bem embaixo do meu seio, empurrando-o para cima.

Então me dou conta de que não está tão quente assim e meus mamilos com certeza me traíram, apontando pelo tecido do vestido e dando um bom spoiler do que estava por baixo.

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Atualizado até capítulo 66

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