Atíla Narrando
Odeio viagens em família, sempre arranjo um jeito de escapar mais hoje não tem o que ser feito, papai colocou na minha cola um dos seguranças para ter a certeza de que eu não fugiria, maldita mania de achar que os filhos não cresceram, saio do quarto em direção as escadas, cruzo pelo caminho com Estevan, o homem definitivamente é um monstro, teve a cabeça arrebentada por um taco de baseball ontem a noite e hoje anda por aí como se nada tivesse acontecido.
— Suponho que tenha dormido bem.
Digo e ele me ignora completamente.
— Qual é? alguma chance de me ajudar convencer o papai a me deixar de fora dessa viagem?
Estevan para no corredor, caminha até mim com as mãos nos bolsos.
— Íria nessa viagem mesmo que ele dissesse que não.
O encaro confuso.
— Quem fez isso.
Aponta para os pontos em sua cabeça.
— É corajoso ou burro de um jeito perigoso, quanto mais longe estiverem de Roma melhor.
— Sabe quem foi?
— Não mais conhece a Olívia, conhece e acredita de alguma forma doentia que tem algum direito sobre ela, quero ela e todos vocês fora de Roma enquanto eu caço esse rato.
Engulo seco, o olhar em seu rosto é assustador.
— Talvez seja um ex namorado, algum otário inconformado que a tenha seguido até aqui.
— Talvez.
Diz sem estender o assunto.
— O que vai fazer?
— Não vai querer saber irmãozinho, seria demais para sua cabeça.
Sai me deixando sozinho, Estevan me dá arrepios as vezes, seja lá quem fez aquilo com ele não sabia onde estava se metendo, definitivamente cutucou o demónio com vara curta, Desço as escadas em direção a mesa do café, Nicolay está sentado e ri ao berros ao lado de Rayca.
— Posso me juntar a vocês nessa piada?
Digo e ela encara o prato a sua frente, me aproximo e ela se levanta.
— Com licença.
— Não.
Seguro seu braço.
— Com licença é a única coisa que disse desde que chegou a essa maldita casa, por quanto tempo pretende me evitar?
— Fique feliz por eu não estar lhe mandando para o inferno, é para onde eu quero manda-lo desde que cruzei aquela porta.
Puxa o braço com força andando em direção as escadas.
— Esta sendo mimada, uma garota boba que não entende que eu fiz o certo por você.
Ela volta.
— Claro, é a por*ra de um homem altruísta e bondoso.
Diz as palavras com olhos em chamas.
— Você é um maldito egoísta Atíla, um homem mesquinho e insensível, eu amava você, amava de verdade.
Tento tocar seu rosto ao sentir o peso de suas palavras e ela se afasta.
— Fique longe de mim, queria ser livre , ter a liberdade que precisava para tran*sar com a primeira vagab*unda que aparecesse? a tem.
— Me perdoe, eu, eu não quero mais isso, não quero nada disso.
Ela gargalha.
— Que pena, agora é exatamente o que eu procuro, vou fazer igualzinho o que você fez, Roma e Nova Iorque serão pequenas meu amor para o monte de macho que eu pretendo sentar.
— Rayca.
Grito transtornado ao vê-la subir as escadas, ela não pode estar falando sério, não faria algo tão baixo.
— Tem que falar com ela.
Olho desesperado para Nicolay que limpa de forma delicada o canto da boca, é o deboche em forma de borboleta o infeliz.
— Claro, irei ágora mesmo falar com ela, se é macho o que ela procura eu conheço a elite de Roma, apresentarei todos com prazer quando voltarmos de viagem.
Se levanta e eu só quero esganalo.
— Droga.
Chuto a cadeira a minha frente, que diabos eu faço agora? não posso ter perdido ela assim.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
morena
😂😂😂😂😂
2025-03-05
0
morena
eita porra
2025-03-05
0
Adelia Cabral
Boa, bem feito 🙂
2025-01-13
0