Seu medo so me deixa ainda mais elétrico,
— Anda.
Grito alto e seus olhos escuros se enchem de lágrimas, ela se levanta e no exato momento que faz isso ele a toca, ele a toca? ouço um zumbido alto em meu ouvido por um milésimo de segundo antes de voar sobre ele como um animal selvagem, o soco com tanta força, que meus punhos parecem estar anestesiados, ouço a voz de Olívia gritar por meu nome ao fundo mais é inútil, não estou ali, não sou eu e sim a entidade maligna que a muito me possuí, sinto algo quente respingar em meu rosto, e não demoro para sentir o gosto familiar de sangue, sangue esse que traz o doce da minha fúria, como ele ousa toca-la? Um silêncio toma conta de tudo ao meu redor, é como se todos corressem em câmera lenta, quando finalmente não consigo mais erguer meus braços olho para trás, Olivia está sentada no chão, abraçada aos joelhos com o rosto lavado de lágrimas, olho para o homem a minha frente e me dou conta do estrago, mais uma vez eu fiz exatamente o que sei fazer, estraguei tudo, o rosto completamente desfigurado mal consegue emoldurar os globos oculares que possuía, me levanto tirando a camisa que visto e limpo o que consigo do sangue, os seguranças que o acompanhavam me olham como se estivessem diante do próprio diabo.
— Tirem essa mer*da daqui.
Ordeno e eles obedecem tropeçando nos próprios pés, olho para Olivia e nesse momento estou procurando pela palavra certa a ser dita, o que dizem a mulher que se ama quando ela acaba de assistir o monstro que você é matando uma pessoa? certamente irá sair daqui apavorada e talvez isso não seja algo ruim, é nítido meu descontrole quando se trata dela, quando estou perto dela, não é seguro estar ao meu lado e tenho o dever de protegê-la.
— Olivia eu...
Tento dizer algo mais antes que eu consiga ela salta em meus braços, distribui pequenos beijos em meu rosto e me abraça com tanta força que posso sentir o pulsar do seu coração dentro do peito.
— Me diga que não está machucado, aquele desg*raçado te feriu?
Ela me avalia como se procurasse por ferimentos.
— Não, eu...
Começa a chorar e eu perco a po*rra do foco, sequer me lembro do que iria falar.
— Droga, é seu aniversário amanhã e quase não iríamos comemora-ló porque morreu.
Não consigo conter o riso e ela me soca, eu sou mesmo uma piada para essa menina.
— Eu odeio aniversários.
Ela seca as lágrimas, me sento e ela se senta em meu colo, pu*ta que me pariu.
— Olivia, não deveria fazer isso.
— Porque não? me deixava sentar no seu colo quando era pequena.
Fala com inocência e eu passo as mãos pelos cabelos, a proibi de fazer Isso temendo que pensamentos sujos passassem pela minha cabeça, ela sempre mexeu comigo mais era apenas uma menininha e a minha consciência sempre sinalizou que era errado.
— É diferente, você é uma mulher agora.
Toco seu rosto com as costas das mãos e ela se aninha em meu peito.
— Amo você Estevan.
Ele diz e meu coração erra o compasso.
— É o melhor irmão que alguém poderia ter.
— Olivia.
Respiro fundo, suas palavras são como um enorme balde de Água fria.
— Eu não sou a me*rda do seu irmão.
— Eu sei, mas te amo assim mesmo.
A sento sobre o divã enquanto Nico caminha até nós.
Nicolay Leblanc 21 anos
— Meu Deus, como podem estar tão calmos depois de toda essa confusão? você está bem? tiveram que tirar aquele homem daqui em um lata, estava que era só a lama.
— A leve para casa.
Rosno para Nicolay e ele assente apavorado.
— Não vou, quero ficar com você.
— Não pode, vou dormir aqui.
— Posso ficar no sofá?
Ela diz como se fosse óbvio, não me lembrava do quão marrenta e decidida ela era.
— Tenho negócios importantes para tratar mais tarde.
Minto e ela choraminga.
— Então me prometa que irá na minha festa amanhã, papai preparou um jantar e quero que esteja lá, é seu aniversário, por favor.
Nicolay arqueia as sobrancelhas aos perceber minha hesitação, outra pessoa no lugar dela não teria recebido o meu silêncio em resposta e sim um sonoro não
— Estevan, por favor.
Ela toca minha mão e como a me*rda de um menino eu cedo.
— Está bem, passo por lá amanhã.
Ela se abraça ao meu corpo, beija meu rosto com um sorriso doce nos lábios.
— Vou te preparar um bolo.
— Desde quando sabe cozinhar?
Nicolay pergunta e leva de volta um beliscão.
— Não atrapalha.
Ela resmunga entre os dentes, é uma coisinha manipuladora, manipuladora e linda, por*ra como ela é linda, como pode mexer tanto comigo?
— Vou estar te esperando.
Sai de mãos dadas com Nico e eu me jogo no sofá do divã.
— Eu estou perdido.
Digo encarando o teto e o filho da pu*ta do Sander gargalha.
— Eu vivi para assistir essa cena, Estevan Leblanc completamente hipnotizado por uma mulher.
Reviro os olhos em sua direção e seu sorriso some.
— Acabou a brincadeira.
Visto a camisa e ele me encara.
— O que vai fazer?
Pergunta já sabendo a resposta.
— Vou atrás dos seguranças do seu finado amiguinho, não se olha para um louco daquele jeito, não se não for homem o suficiente para segurar o rojão da sua loucura.
— Estevan...
— Feche as portas do inferno quando sair, o demónio está indo à caça.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
morena
não seja tão ingênua né
2025-03-05
0
cris
Que balde de água fria 😬
2024-12-18
0
morena
puts
2025-03-05
0