Capítulo 12

Olivia Narrando.

Estevan está sentado em um sofá no canto da sala, sequer tenta disfarçar seu olhar sobre mim e isto está enlouquecendo minha cabeça, quero me aproximar, falar sobre meus medos e principalmente no que aquele beijo despertou, acho que sempre tive sentimentos por ele, sempre foi mais que um primo ou alguém por quem eu tinha admiração, certamente senti sua falta nos anos distante e agora sei bem que o motivo não era apenas uma doce e fraternal saudade.

— Onde está a Rayca?

Atíla toca meu braço, está agitado, ele e Rayca mais parecem duas crianças mimadas

— Subiu para se deitar.

Respira aliviado.

— Nico é um babaca, lembre-me de dar uns sacodes nele mais tarde.

Sai me deixando sozinha, volto meu olhar novamente para o sofá e Estevan sumiu, me aproximo de Camilla e ela sorri.

— Ainda não havíamos nos falado, está tão linda.

Segura minha mão.

— Obrigada Tia.

Sorri.

— É, viu o Estevan?

— Hó querida, ele teve que ir, tinha assuntos para resolver no Harém.

Não consigo esconder minha tristeza e ela parece perceber.

— Obrigada por trazê-lo aqui, não via meu filho a meses.

— Camilla a esposa do senador quer vê-la.

Mamãe se aproxima a Levando para o grupo de pessoas do outro lado da sala, saio para tomar um ar no jardim mas antes que eu alcance a fonte iluminada no meio dele ouço um estardalhaço vindos do estacionamento.

— Estevan.

Atíla berra aos gritos e meu coração dispara, tiro meus saltos correndo em direção aos carros e quando os alcanço minhas pernas simplesmente falham, ele está no chão sob uma poça de sangue.

— Estevan.

Tento alcança-lo mas meu corpo é tirado do chão por papai.

— Calma, filha calma.

Ele me abraça, Estevan parece desnorteado de longe não consigo ouvir o que fala mais quando caminha em direção ao carro percebo sua intenção, é louco, querer dirigir ferido como está, e se quem o atacou está a espera para terminar o serviço.

— Não pode dirigir assim.

Digo segurando em seu braço e ele me encara em completo silêncio.

— Precisa de cuidados.

Tento segurar o choro em minha garganta mais é impossível, toca meu rosto dizendo algo desconexo, abre a porta do carro e antes que alcance o volante eu me lanço no banco do motorista.

— Me dá as chaves.

Estendo a mão e ele me olha confuso, não parece bem.

— O que está fazendo?

— Vou com você, me dá as chaves.

— Olivia.

— Não, ou fica ou me leva, escolhe.

Ele me estende a mão e eu agarro, caminhamos até o quarto e no exato momento em que seu corpo toca a cama ele apaga.

— Papai.

Grito em desespero, Tio Alexandre e Henry tiram as camisas o arrastando até o banheiro.

Espere lá fora Olívia.

— Não vou.

— Me obedeça Olivia.

Ele grita, ouço o som da água.

—Eles o levaram para baixo do chuveiro, o médico está vindo para cá, coberto por sangue como está é impossível suturarem o ferimento.

— Por Deus, por Deus papai me deixe ficar.

Me Ajoelho diante dele e seu olhar se estreita.

— Deixe-nos ao menos vesti-lo.

Diz chamando minha atenção para o fato de que ele sairá do banheiro nu, assinto esperando ansiosa do lado de fora, ando de um lado para o outro em frente a porta do quarto, quando ela se abre ele está deitado na cama, Tio Alexandre e Henry estão completamente molhados, Estevan é um homem enorme, pelos menos um cem quilos de músculos e não deve ter sido fácil segura-lo desacordado embaixo d'agua, corro em direção a cama, me sento ao lado dele que abre os olhos para mim.

— Não devia estar aqui.

— Sim eu deveria, não vou a lugar algum.

Subo na cama me deitando ao seu lado, me aninho em seu peito.

— Olivia.

Papai me repreende.

— Não sairei do lado dele papai, por que diabos esse médico não chega?

Ele e meus tios se entre olham, um homem de óculos entra pela porta e acredito que seja o tão esperado doutor, se aproxima de Estevan e eu me afasto o suficiente para que possa examiná-lo, ele ainda está meio grogue e isso me preocupa.

— Foi uma pancada forte.

O médico retira as luvas.

— Farei uma sutura no corte mas será necessário uma tomografia, os reflexos estão normais e ele me parece bem mais traumas na cabeça sempre requer um pouco mais de atenção.

— Não vou a nenhum hospital.

Ele resmunga ao ouvir o doutor.

— Vai sim, ele vai doutor.

Estevan arfa cruzando os enormes braços frente ao corpo, definitivamente está melhor, Passamos horas no hospital e para meu alívio ele está bem, a lesão foi superficial e nesse momento agradeço pelo grandalhão ter a cabeça mais dura que eu já vi, passo um bom tempo tentando convencê-lo a voltar para mansão e com muito custo ele acaba por ceder.

— Não gosto de dormir nessa casa.

Se senta na cama com a ajuda de papai.

— É a sua casa, não deveria ser assim.

Papai retruca e ele resmunga, ajeito os travesseiros e ele se deita.

— Obrigada.

Não me olha está encarando a parede a sua frente.

— Vamos deixá-lo descansar.

Papai toca meu braço.

— Ele pode descansar comigo aqui.

Jogo sobre o sofá alguns cobertores e um travesseiro.

— É cabeça dura como sua mãe.

Papai passa as mãos pelos cabelos, Estevan me encara.

— Não precisa ficar, eu estou bem.

— Sim, eu me certificarei disso.

Me deito no sofá ignorando completamente os dois, papai fica por algum tempo mas acaba desistindo de me convencer a segui-lo, Estevan está de olhos fechados e para meu alívio parece ter pego no sono, me levanto olhando em meu corpo o vestido manchado de sangue.

— Droga, preciso de um banho.

Abro o zíper com dificuldade, entro no banheiro e deixo sobre o mármore as roupas que visto, a água cai sobre o meu corpo e parece levar com ela um fardo de uma tonelada, nem mesmo o fato de não estar usando meus produtos rotineiros de higiene tiram a paz de saber que ele está bem, Saio do box me envolvendo em um roupão, quando entro no quarto ele me olha.

— Está fazendo exatamente o contrário do que combinamos Olivia.

Seus olhos queimam sobre mim.

— Meu vestido estava sujo, precisava de um banho.

— Não é seguro ficar nua em um quarto comigo.

Rio e ele me encara ainda mais profundamente

— Está ferido Estevan, esse quarto não poderia estar mais seguro.

Ele se levanta caminhando até mim, felino como um animal selvagem a espreita da caça.

— Há criança, você não sabe o que diz.

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Comments

cris

cris

aahh agora minhas pernas falharam 🔥🔥🔥🔥

2024-12-18

1

Magna Figueiredo

Magna Figueiredo

Acho q agora voltou tudo pro lugar kkkkkk

2024-09-03

1

Yanny Barbosa

Yanny Barbosa

tô amando

2024-07-22

3

Ver todos

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