Estevan Leblanc 32 anos
Estevan não se lembrava da última vez em que esteve em casa, não gostava de se sentir preso e achava que cercado pela família sufocaria, as noites passadas no Harém, boate que pertencia a família se tornaram rotina na vida do jovem rapaz, provido de um gênio extremamente forte e de uma frieza que beirava ao sadismo o rapaz estava triplicando a fortuna que um dia foi conquistada pelo patriarcado leblanc, régia os negócios a punhos de ferro e era temido como o próprio demonio pelos caminhos que andava.
— Onde ele está?
Atíla o irmão mais novo do homem perguntou ainda da porta, não costumava ir a casa noturna pois desde que havia sido assumida pelo irmão o lugar se tornou o submundo crime, onde antes aconteciam shows e programas eróticos agora tinha quase que frequentemente mortes e espancamentos, O Harém já havia sido um território neutro, um lugar onde mafiosos do mundo inteiro se reuniam com o intuito de se divertir, as coisas mudaram, mudaram quando em uma noite de inverno Estevan matou a sangue frio um dos líderes do conselho da facção rival de Nhangreta, nunca algo do tipo havia sido feito, a muito tempo Zayan havia assassinado um dos magnatas que frequentavam o lugar por desrespeitar o irmão mais nada como o que havia sido feito por Estevan, Leon Tolstoi era o líder de Calábria, ele e o Jovem Leblanc Átila haviam se desentendido em uma festa dias antes do ocorrido e o homem que a pouco havia assumido o comando achou que seria uma boa ideia mandar surrar o caçula do clã Nhangreta, Leon descobriu cedo demais que não havia sido uma boa ideia, quando chegou ao Harém naquela noite como já era de costume, o lugar estava vazio, sentado em uma cadeira sem camisa e com um taco de baseball nas mãos o esperava Estevan, o primeiro golpe dado em Leon foi tão forte que abriu o seu crânio ao meio e mesmo que metade de sua massa cefálica estivesse espalhada pelo salão Estevan não parou, ele ganhou naquela noite o vulgo de Canibal, quando terminou com o rival diante dele mal podia ser reconhecido, o coração havia sido devorado por ele e o que restou do corpo dissolvido em ácido ali mesmo em pleno salão, homens temiam Estevan, temiam o fato dele não ter fraquezas ou medos era como se apenas um vazio macabro houvesse dentro dele, uma expressão sombria sempre enfeitava seu rosto e causava pânico por seu desejo desacerbado de matar, A família Leblanc havia tentado uma intervenção, o jovem havia passado dois anos em um manicómio depois de seu primeiro assassinato, quer dizer pelo menos o primeiro que eles sabiam, Estevan estava sem controle, não ouvia ou respeitava ninguém que não fosse a madrasta Camilla, a mulher era como um anestésico para o furacão que era o rapaz, quando Estevan saiu da mansão do tio Zayan para morar de vez com o pai Alexandre já era um quase um homem e Camilla o tomou como filho, não fazia distinção entre ele e Átila e foi a primeira a notar que o rapaz tinha algum distúrbio, o transtorno explosivo intermitente (TEI) foi diagnosticado três anos depois, a condição psicológica que consiste em constantes explosões de raiva e comportamentos agressivos não permitiam que ele conseguisse controlar os seus impulsos violentos, no início as artes marciais e as aulas de tiro ajudaram mais depois do primeiro homicídio cometido por ele apenas a internação e intervenções medicamentosas eram capazes de parar o mal em efeito dominó que se espalhou dentro dele, Estevan não perdoou a família pela traição, se recusou a viver sedado como um animal e encontrou em si mesmo o equilíbrio que precisava, equilíbrio que era uma linha tênue entre a loucura e lucidez e que parecia estar sempre a um fio de se tornar um completo desastre.
— Está no escritório, eu não entraria lá patrão, seu irmão não está bem.
Atíla ignorou completamente o conselho do segurança, quando abriu a porta olhou assustado os corpos de dois homens estirados no chão, os abdômens abertos e o sangue espalhado por todo o chão dispensava qualquer tipo de explicação.
— O que faz aqui?
Estevan limpava as mãos em uma toalha branca, sequer o olhou antes de fazer sinal para o soldado a porta que entrou, Sander arrastou com dificuldade primeiro um depois o outro corpo deixando os irmãos a sós.
— Onde está a po*rra da droga?
Estevan se jogou a poltrona, o olhar vazio e expressão psicótica em seu rosto eram assustadoras
— Qual é Estevan, vai me meter em problemas, a mercadoria não é minha.
— Eu disse que não o queria metido nessa mer*da.
— Ca*cete, dá para parar de agir como o papai? Eu preciso da mercadoria cara, eles vão me matar.
Átila estava assustado, ainda era um menino e não tinha consciência do tamanho dos problemas em que podia entrar.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
Anne olli
aí gente que horror comer partes de um humano, não gostei desse detalhe, ele parecia ser tão meigo quando criança, cresceu e virou louco?
2025-02-05
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morena
nossa q horror, no q ele se tornou mds 😢
2025-03-05
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morena
minha nossa senhora 🫦🫦
2025-03-05
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