Estevan Narrando
Saio da mansão com meu peito em chamas, nunca imaginei sentir algo como o que estou sentindo agora, acabo de beijar a mulher pela qual fui apaixonado toda a vida e car*alho, ela não podia ser mais deliciosa, os lábios de Olívia Petrov são como o paraíso descrito nos livros, paraíso esse que homens como eu não merecem conhecer, caminho em direção ao meu carro ainda desnorteado quando Alexandre toca meu ombro, me olha por um segundo e é o suficiente para saber que estou fora do meu estado normal.
— Que merda você usou?
Supõe imediatamente que estou sobre o efeito de drogas, não vou explicar o que é inexplicável, realmente estou entorpecido por ela, me escoro contra o carro com as mãos nos bolsos o encarando de forma séria e ele acende um cigarro.
— Não acreditei quando seu irmão disse que estava aqui.
— Já estou de saída.
— Porque não passa a noite? amanhã iremos para casa de praia, seus tios, sua mãe.
— Ela me disse, não posso deixar o Harém sem supervisão, amanhã tenho uma reunião com o conselho.
Ele me olha preocupado, sabe bem que não gosto daqueles velhotes e nem eles de mim, sempre acabamos nossas reuniões em discussão.
— Porque não disse? eu teria adiado a viagem para acompanhá-lo.
— Não quero atrapalhar a viagem da mãe, ela está esperando por isso a tanto tempo, mais de vinte anos para ser preciso.
Ele passa as mãos pelos cabelos.
— Viu Olivia?
Desvio o olhar e seu semblante se fecha.
— Pense bem no que está fazendo Estevan, sou seu pai e nada no mundo me colocara contra você, mais Olivia, seja lá o que está planejando para ela não é uma boa ideia.
— Não sou bom o suficiente?
Alexandre tenta tocar o meu ombro e eu me afasto.
— Diz que nada o colocaria contra mim, mas a primeira vez que precisei me virou as costas, foi um dos que me enfiaram naquele manicómio.
— Você estava fora de controle.
— Ainda estou.
Rosno para ele que me encara é o homem mais corajoso que conheço mas nesse momento eu esqueceria que estou diante do meu pai e rasgaria sua garganta.
—Porque não conversão lá dentro?
Camila caminha até nós e sabe-se lá por qual motivo minha raiva se esvai.
— Meu menino.
Toca meu rosto com as pontas dos dedos, o beija de um jeito doce.
— Ia embora sem despedir?
— Não mãe, eu só estava tomando um ar.
Minto e mesmo que ela não acredite em uma só palavra não retruca.
— Vão começar a servir o jantar, vamos?
Se agarra ao braço de Alexandre que ainda me olha com receio me estendendo a mão.
— É seu aniversário, me dê essa alegria.
Sorri e eu cedo, não sei que diabos está acontecendo comigo, as mulheres dessa família estão me fazendo de fantoche, Entramos na mansão e caminhamos direito para mesa, Atíla está jogado no sofá ao lado de Sander e descido ir até eles.
— Eu jurei ter visto um fantasma quando passou por aquela porta hoje.
Atíla faz piada levando o cigarro à boca e eu o tomo.
— Não deveria estar fumando aqui.
Dou um trago e seus olhos reviram no rosto.
— Maconha seu bab*aca? tá cheio de crianças na casa.
— Não fo*de Estevan.
Abre um sorriso que se desfaz ao fitar minha expressão.
— Foi mal, não achei que tivesse problema.
Sander se levanta esticando a roupa, ajeita o cabelo e só aí me dou conta que Nicolay se aproxima de nós.
— Viram a Rayca?
Pergunta preocupado.
— Bebeu um pouco demais e não consigo acha-la.
Atíla se levanta depressa.
— Onde a viu pela última vez?
— Estava com a Olívia.
Sai em silêncio.
— É.
Sander toca o braço de Nicolay.
— Pensou sobre o meu convite? você escolhe, quer jantar? talvez um sorvete.
— Já disse que não é uma boa ideia.
Nico passa as mãos pelos cabelos.
— Estou de mudança para Califórnia, não faria sentido começarmos algo.
Sai deixando Sander arrasado.
— Somos uma negação para o amor.
Se joga no sofá.
— Nem fala.
Dou mais um trago no cigarro o colocando no cinzeiro, estico meus braços sobre o divã e por mais que eu tente disfarçar não consigo tirar meus olhos de Olívia do outro lado do salão, minha boca ainda tem seu gosto e meu corpo queima por ela.
— Acho que já deu de festa para mim.
Me levanto abotoando o paletó, Sander faz o mesmo.
— Vai para boate? podia me dar uma carona.
— Vou para meu apartamento, não estou com cabeça para aquela bagunça hoje.
Ele arfa, se eu não vou ao Harém ele vai.
— Beleza, então te vejo amanhã.
Sai enquanto eu caminho até Camilla.
— Tenho que ir.
Toco sua mão e ela sorri tristonha.
— E o jantar?
— Me ligaram do Harém, tenho que resolver umas coisas por lá.
Ela me abraça forte.
— Por favor não suma, fico preocupada.
— Não vou.
Sei o quanto as palavras são sinceras, é uma mulher boa, saio em direção ao jardim e antes que alcance o carro ouço passos atrás de mim, não é uma boa ideia invadir o espaço de um louco, nem mesmo minha família se aproximaria a espreita na escuridão, me viro e antes que eu possa ver de quem se trata sou atingido com força por algo na cabeça, um zumbido ecoa em meu ouvido, tudo parece girar em câmera lenta quando tombo para trás, minha vista está embaçada mais não o suficiente para ignorar o vulto que se inclina sobre meu corpo, não consigo ver seu rosto a voz e calma e estranhamente familiar.
— Eu vi aquele beijo seu desg*raçado, se acha que pode tocar no que me pertence está tão enganado.
Gargalha enquanto tento me levantar, olho para o lado da minha cabeça e está meu taco de baseball, o mise*rável pegou isso no Harém?
Olho para seu rosto e ainda confuso percebo que está usando um capuz preto.
— Diga aquela vagab*unda que vou arrancar os dedinhos dela por te deixar toca-la.
Se levanta e quando pega novamente o taco para continuar a me golpear a voz de Átila ecoa.
— Ei, o que está fazendo?
Ele e Nicolay correm em minha direção e o covarde foge, Não demora pra que eu esteja cercado por pessoas, minha cabeça dói, e sangue escorre por minha camisa.
— Estevan.
Ouço a voz de Olívia distante e chorosa, Zayan a segura contra seu corpo.
— Po*rra Estevan.
Atíla me apoia contra o carro, minha visão ainda está turva mais agora pelo sangue que lava meu rosto.
— Que diabos aconteceu?
— Não foi nada.
Me levanto ainda cambaleando e todos me olham em choque, outro certamente estaria desacordado.
— Mer*da cara você precisa de um médico.
Nicolay diz segurando em meu braço, Camilla e Alexandre chegam correndo, tudo o que eu não queria, virei a atração da festa.
— Onde estão minhas chaves?
— Não pode dirigir assim.
Olivia sai do colo do pai correndo para mim.
— Precisa de cuidados, e se quem te atacou estiver à espreita?
A voz está embargada.
— Não me pegará desprevenido.
Toco seu rosto me afastando, abro o carro e antes que eu consiga entrar ela entra.
— Me dá as chaves.
Estende a mão.
— O que está fazendo?
— Vou com você, me dá as chaves.
— Olivia.
— Não, ou fica ou me leva, escolhe.
Cruza os braços frente ao corpo, minha cabeça está doendo e po*rra acho que eu preciso mesmo de um médico, estendo a mão e ela agarra, me ajuda a subir para o quarto, não sei quem fez isso mais algo é certo, assinou sua sentença de morte, não por ter me atacado na covardia mais por ter ameaçado Olívia, como alguém ousa ameaça-la? minha cabeça gira e no exato momento que meu corpo toca a cama eu apago.
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Atualizado até capítulo 60
Comments
morena
aí mds
2025-03-05
0
morena
fdp 😡😡🤬
2025-03-05
0
Laii Carsón🍃🌸
Na opinião a família se afastou do Estevão. Nem o Zayan se preocupa mais com ele.
2024-10-23
2