Capítulo 6

Estevan narrando

Sentados em um dos divãs da casa noturna um grupo de três homens e eu tomamos uma bebida, não costumo descer para pista em noites movimentadas como hoje mais no escritório eu definitivamente surtaria, acendo um cigarro enquanto Sander meu soldado de frente espalha sob a mesa um caminho estreito de coc*aína.

— Faça as honras.

Diz apontando para o pó branco e eu o ignoro, não que eu seja o homem mais Santo do mundo mais quando se trata de drogas eu tento me abster, quando se é perturbado e louco como eu é necessário tentar manter um mínimo de controle sobre seus próprios atos.

— Não uso essas mer*das, já sou maluco o suficiente sem elas.

Ele assente como se concordasse enquanto um dos homens sentados á mesa se inclina para cheirar, os olhos estão vermelhos e o semblante assustado me irrita, odeio pessoas fracas, viciados são bombas relógio e não me sinto seguro ao lado deles.

— Da no pé.

Chuto com força a armação de ferro e o vidro se espatifa contra o piso, toda cocaína sobre ela vai ao chão.

— Qual é irmão?

Ele se levanta agitado, está visivelmente transtornado, Sander já se põe à minha frente.

Sander 38 anos, braço direito de Estevan.

— Eu não sou a po*rra do seu irmão.

— Calma Estevan, o cara tá dro*gado.

Empurro com força a mão de Sander que está sobre o meu peito e ele as ergue em rendição, não é burro se tomar as dores do bastardo vai levar porrada no lugar dele.

— Eu não quero esse monte de noia na minha boate, põe para vazar.

Sander agarra o homem pela camisa o jogando para fora, sabe que está vacilando já que eu dei ordens de que proibisse a venda e uso de drogas dentro da boate, quando volta um segundo depois com um copo de whisky nas mãos me olha desconfiado.

— Tem que relaxar Estevan.

Passa a mão pelos cabelos, sei que ele está certo mais como faço isso se a minha vida acaba de virar ponta cabeça?

— O que mais rola no Harém é drogas, não só aqui mais nas casas noturnas de toda Roma, você sabe que esse é o maior rendimento da boate e quer proibir? já assusta os clientes o suficiente com a sua fama de maluco.

Fico em silêncio e ele me encara.

— Qual o problema?

— A Olívia.

— Olivia? sua Olivia?

Praguejo alto e ele se afasta.

— Foi mal, eu só fiquei surpreso, ela não estava na Rússia? não estava morando por lá e tudo mais.

— Decidiu passar um tempo na Itália.

— E vocês já se viram? a garota te tirava do eixo quando andava por aí com a mochilinha da Barbie e maria Chiquinhas, não quero nem ver em cima de um salto quinze.

Não respondo e ele se senta ao meu lado.

— Por*ra, isso é um problema.

Ele toma uma bebida.

— Quer que eu ligue para o Dan? ele trás aquelas paradas e você fica na boa por uns dias.

Sei que ele está falando de metanfetamina e por mais que eu queira me afundar naquela me*rda não vou, prometi a Camilla que iria parar na minha última overdose, sou um filho da puta mais tenho palavra.

— Relaxa.

Me estico no sofá olhando a pista lotada.

— Eu tô numa boa.

Digo sério quando noto a expressão de medo enfeitar seu rosto.

— Fo*deu.

Ele me olha branco feito papel, me viro para entrada e pela primeira vez na minha vida eu juro que senti meu coração disparar, Andando em minha direção como uma modelo das passarelas de Milão a mulher que parece ter nascido para enlouquecer minha cabeça, eu nunca confundiria aquele olhar, mesmo sem vê-la a anos está marcado na minha mente feito tatuagem desde a primeira vez que eu a vi.

— Olivia.

A palavra sai da minha boca como uma oração, uma prece feita pelos anjos em prol da minha alma que queima a anos no inferno do meu ser , Ela sorri e nesse momento minha mão segura firme o divã, não sei que diabos aconteceu com o chão mais embaixo dos meus pés ele não está.

— Estevan.

Ela para diante de mim.

— Meu Deus, como você está lindo.

Abre os braços para mim e nesse momento eu devo estar parecendo um idiota, pois mal consigo me mover, que diabos está acontecendo comigo?

— Não vai me dar um abraço?

Me levanto tocando seu rosto como se precisasse senti-la para acreditar que está mesmo ali, ela se agarra ao meu corpo e o cheiro doce de seus cabelos me embriagam.

— Estevan, eu senti tanto sua falta.

Olívia é como a visão do paraíso, em minha vida eu jamais, jamais estive diante de uma mulher tão linda.

— Porque a trouxe aqui?

Olho para Nicolay e ele se encolhe, sabe bem a merda que fez e sua cara não esconde isso.

— Não brigue com ele, eu pedi que me trouxesse.

Ela cruza os braços finos frente ao corpo, faz um biquinho e car*alho só eu sei as perversi*dades que passam pela minha cabeça, as coisas que eu faria com aquela boca.

— Quer tomar uma bebida?

Sander indaga Nico com um sorriso safado, não é novidade para mim que ele arrasta uma asa para o meu primo, na família e fora dela todo mundo sabe que o Nicolay é Gay mais ninguém é louco de encher o moleque, não seria uma cena legal de assistir o que eu faria com um engraçadinho metido a esperto e a verdade é que nenhum outro homem tem coragem do filho da puta do Sander então eu tenho administrado bem a vida amorosa do garoto.

— Vamos embora quando estiver pronta.

Ele sorri para Olivia saindo em seguida, ela segura forte minha mão me puxando para o sofá, se senta cruzando as pernas e arrumando os cabelos atrás das orelhas.

— Papai disse que não tem ido em casa.

Me olha de um jeito sério e eu não respondo, o que eu diria? " Não tenho ido em casa porque seu pai e o meu me internaram em um manicómio?"

— Ele é seu pai Estevan, está preocupado contigo.

Largo sua mão acendendo um cigarro, não quero falar demais e papas na língua é algo que nunca tive.

— Não deveria estar aqui.

Ela me encara chorosa.

— Eu queria vê-lo, senti sua falta.

Toca meu rosto e eu preciso me controlar para não fazer merda, meu corpo inteiro parece implorar para que eu a deite aqui mesmo sobre esse divã e a beije até que ela aceite ser minha, estou distraído com o que ela fala quando sinto meu ombro ser tocado, me viro para olhar e diante de mim está o drogado de me*rda que eu acabei de expulsar, está acompanhado de dois homens com o dobro de seu tamanho, a cara de otário parece ter ganhado um ar de coragem e acredito que isso se deva a expressão nos rostos dos brutamontes que mais parecem um convite para a por*ra de um mas*sacre.

— Olivia, procure o Nico.

Ergo as mangas da camisa até meus cotovelos e ela me olha assustada.

— Estevan por favor.

Ela toca meu braço e o merd*inha a minha frente toca o cano da arma em sua cintura.

— Obedece Olívia.

Ela choramiga assustada.

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Comments

morena

morena

pelo menos é consciente 🤣🤣🤣

2025-03-05

0

morena

morena

kkkkkkkkkkkk

2025-03-05

0

Summer 🔥

Summer 🔥

Acho lindo os loucos apaixonados (nos livros)!

2024-10-15

2

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