Sinto ele dar uma mordida perto do meu pescoço, chacoalhou fazendo‐o voar contra a parede, ao olhar Henry ele disputava contra o beta daquele alfa, volto o foco na briga, vejo ele voar em mim novamente, abaixo para um alfa ele é muito lento, viro-me rapidamente mordo o seu pescoço ao sentir o gosto ferroso na boca jogo ele contra a árvore ele já estava cansado, ao olhar nos olhos dele, parecia que ele me implorava para acabar isso logo, ele realmente não tinha controle nenhum sobre a sua forma lupina "Me desculpa" percebo ele assentir antes de se levantar e avançar em mim novamente, mordo o seu pescoço bem na jugular estourando a mesma, ela enchia a minha boca de sangue então dei mais duas mordidas certeiras arrancando a cabeça dele fora para que ele não sofresse, ao mata-lo sinto uma força diferente preencher o meu corpo, nós alfas quando matamos outro alfa, o poder e transferido para gente, tem muitos alfas que passam a vida toda caçando alfas para matar, em busca de mais e mais poder.
Ao observar o seu corpo humano reaparecendo me sinto extremamente mal, pois ele não queria isso, o meu pelo que era branco, estava completamente vermelho, do sangue dele e do meu. Observo Thomaz se aproximar ainda na sua forma lupina, ele passa perto de mim, encostando a cabeça na minha para tentar me acalmar, uma lágrima escorreu do meu olho molhando todo pelo em volta, sem conter as emoções, solto um uivo doloroso e alto, Henry uiva junto a mim.
Me afasto um pouco do Thomaz, logo começo a cavar um buraco preciso de um bem fundo para colocar o corpo, começo a cavar mais rápido sentindo a terra entre as minhas patas, Thomaz faz o mesmo, após alguns minutos cavamos um buraco fundo o suficiente e arrastamos as duas cabeças e os dois corpo para dentro do buraco e logo cobrimos olho para Thomaz um pouco cansado e me jogo no chão o ferimento no meu pescoço estava me deixando fraco, preciso estar na forma humana para o corpo entender que eu preciso me curar, tento voltar para minha forma humana mas não consigo
— foca Henry, esquece oque acabou de acontecer precisa desapegar ao que a sua forma lupina acabou de cometer! — Thomaz falava já na sua forma humana
Presto atenção, tentando desfocar da dor que minha forma lupina estava sentindo e esquecer o que eu acabei de fazer, respiro fundo fechando os olhos vou me destransformando lentamente. Ao voltar a minha forma humana sinto os tecidos começando a se juntar, por mais que a ferida foi de um alfa o meu processo de cura por ter matado alguns alfas é muito eficiente, mas a cicatriz é inevitável, me levanto segurando na mão do Thomaz.
— Será que se alguém ver dois peladões vão achar normal? — Thomaz perguntou brincalhão
— acredito que vão achar outra coisa — digo passando a mão no seu braço para irrita-lo
— não! Sai fora Henry, tá me estranhando? — ele fala começando a correr — sai fora — repetia várias vezes
Começo a dar risada corro atrás dele até chegarmos no carro, pego uma roupa que estava lá e visto, sempre levamos uma reserva pata caso ocorra algum imprevisto.
Coloco o cinto de segurança e Thomaz coloca o dele, quem vai dirigindo vai ser ele, só hoje quase bati o carro duas vezes com aqueles pensamentos bizarros que não sai da minha cabeça. Após alguns minutos chegamos em casa, amanhã vamos para a empresa hoje já está tarde... Ao chegar em casa percebo um carro conhecido, desço do carro e vou entrando em casa, ao ver Maria deixo escapar um sorriso e sinto ela me abraçar, retribuo o abraço alisando as suas costas.
— Oque foi isso no seu pescoço meu filho? — indagou preocupada
Abaixo a cabeça um pouco chateado logo sinto a sua mãozinha enrugada no meu rosto erguendo o mesmo para olhar para ela, os meus olhos ficam numa cor vermelha viva, conforme vamos matando alfas os tons de vermelho vão ficando mais forte.
— O meu filho, sei que não foi por mal, as vezes é necessário fazer coisas que não queremos — Maria explicou-me
— Cadê a Maya? — perguntei olhando em volta
— Ela foi para o quarto, disse que não estava se sentindo muito bem, ela é um pouco estranha não acha? — questionou olhando-me
— Acho! Não consigo confiar nela, mas tem uma coisa nela que me atrai, eu não consigo entender o porquê! — falei ainda confuso
— Eu sei, vou fazer um cafezinho e te conto detalhe por detalhe, de tudo que você quer e precisa saber — disse sorrindo e foi para a cozinha
Vou atrás dela e me sento no balcão, assim que ela se vira já estava segurando as duas xícaras de café na mão, dou um sorriso para ela, Maria e demais ela já tem 300 anos, por isso a aparência de senhora! Thomaz de aproximar de nós para também ouvir oque a Maria tem para nos contar...
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Atualizado até capítulo 110
Comments
Angela Valentim Amv
Pois é temos que ouvir um pouco mais os mais velhos .
2024-03-15
2
Rute Luiza
luz da sabedoria kkkky
2024-01-15
0
Fátima Alfiery
estou confusa
2023-11-10
0