Ao chegar em casa, retiro o Henry rapidamente do carro, ao sentir ele me arranhar, solto um gemido de dor "Filha da pütä!" Observo o meu braço começar a sangrar, engulo a saliva que estava em minha boca e respiro fundo para controlar a minha raiva, seguro Henry melhor de uma forma que ele não conseguisse me arranhar mais, desço rapidamente até o local que tinha um cheiro forte de coro e correntes, ao chegar lá, percebo ser igual uma sala de tortura, tem muitas correntes, muitas armas, muitas drogas e muitos remédios, é uma sala revestida com paredes anti ruído e portas de ferro bem resistente, observo um ferro feito de chumbo lá, prendo os braços e as pernas dele deixando ele pendurado, porém para conseguir fazer isso levei 3 arranhões, nas costas, no pescoço e no meu outro braço.
— Eu vou te matar! — Otto fala ainda na forma humana.
Henry já não estava mais lá, desde a boate, por mais que ele ainda esteja tentando lutar, já não é mais ele, para eu conseguir me controlar na lua cheia, eu precisei achar uma âncora com algo ou com alguém, porém isso vai ser quase impossível para o Henry, pois por mais que ele ame algo ou alguém, ele não se liga a ninguém, Henry não se importa com nada.
Envolvo umas correntes em volta do corpo dele e das barras que segurava ele, vou até um armário que havia lá, ao abrir me sinto fraco, tem um monte de acônito aqui, mas preciso garantir que ele não vai matar ninguém, nem estragar tudo, só tocar no acônito sinto o mesmo me queimar "drogä!" Pego uma vassoura que havia lá e pego os acônitos com o päu da mesma, jogo rapidamente sobre as correntes que mantinha Otto ali "como pude me esquecer da porrä da lua cheia, merdä!" Percebo Otto ficar fraco, sinto o meu nariz sangrar e me sinto completamente tonto, me afasto dele, saio do local e fecho as 3 portas de ferro que tinha, subo pra sala com minha mão sobre o meu pescoço que ainda sangrava bastante, logo vou em direção a cozinha.
— Deu certo as correntes e a salinha? — Supremo.
— Você só pode tá ficando maluco de mandar a gente pra cá, sabe muito bem como Henry é — Respondo sem me virar para ele, pois reconheci o cheiro — Por que está fazendo isso senhor Walker? — Questiono e me viro para ele ainda com a mão no pescoço.
— Tem muita coisa que Henry tem que aprender antes de herdar o meu cargo! — Fala sem exitar — Primeiro ele vai ter que aprender a se controlar e isso é o mais difícil. — Explica
Permaneço quieto e completamente pensativo, tiro a mão do pescoço, para ver se havia parado de sangrar, ao perceber que não parou, coloco a mão novamente "Droga!".
— Isso não vai sarar rápido igual uma ferida normal e ainda vai ficar cicatriz. — Walker disse se levantando, vejo ele vindo até mim.
— Por que eu tive que entrar nisso também? Por que eu? —
— Você é a pessoa que mais confio, é a pessoa que o Henry mais confia, a pessoa com mais controle na alcateia inteira.– Explicou enquanto retirava a minha mão do meu pescoço. — Atingiu uma artéria, vou dar um ponto se não você vai morrer. — Senhor Walker
Vejo ele se afastar "como a pessoa fala tão tranquilamente que a outra pessoa vai morrer?" Observo ele se aproximar com uma agulha e uma linha e dar um ponto sem anestesia mesmo, "doeu demais, mas foi suportável" Anestesia não pega na gente, sinto ele colocar algumas gazes e prender com o esparadrapo.
— Vai uns 2 dias para ficar 100% — Senhor Walker — Aliais 100% nunca mais vai ser, a cicatriz vai ficar e não tem nada que tire-a dai, um lobo não pode morrer fácil, mas se o ataque vir de um lobo alfa pode ser fatal. — Ele explicou sem que eu precisasse perguntar
— Obrigado por me tranquilizar. — Respondo irônico.
Escuto as coisas se quebrando lá em baixo, olho para o supremo alfa que permanecia tranquilo diante aquela situação, pego uma dose de whisky e dou um gole.
— Não precisa temer, as portas aguentariam até eu surtando! — Supremo
— Mas e se ele for mais forte? — Indago curioso
— Isso é praticamente impo… — Antes que ele terminasse a frase, a porta se quebra e Otto sai louco.
Observo o supremo se assustar, dou 3 passos para trás, vejo o supremo se transformar quando Otto estava bem mais perto "Merdä! Oque eu faço?" Olho para o supremo sem reação, "está uma luta entre dois lobos com quase o dobro do meu tamanho, se eu entrar no meio, eu vou morrer." Após ter uma ideia, desço correndo e pego o acônito com o cabo da vassoura, ao sentir o cheiro do acônito, sinto a minha garganta se fechar, oque faz eu começar a tossir, subo correndo até a onde estava eles, olho para os dois tentando ver quem era o Henry, "como as luzes haviam se quebrado estava completamente escuro, não dava para enxergar a diferença de cor dos dois" Observo os olhos vermelhos do alfa e os cinzas do supremo, jogo o acônito no alfa, observo ele cair no chão na forma humana e começar a gritar, pois aquilo queimava, vejo o supremo voltar para a sua forma humana, me afasto do corpo do Henry devido ao cheiro forte do acônito.
— Temos que arrumar uma estrutura mais forte para aguentá-lo —
— Não sabia que ele estava tão forte, vou ter que providenciar. — Supremo fala com a voz cansada.
— Oque vamos fazer com ele? Vamos deixar o acônito agindo até o amanhecer? —
— Isso mesmo, isso não vai matá-lo, talvez vá deixar ele desacordado por um tempo. — Percebo Henry para de gritar e adormecer.
— Vai ficar a marca da queimadura do acônito? — Questiono preocupado.
— Vai, mas não mata não. — Observo o supremo responder e sair.
Passo a mão no cabelo, "como ele consegue ter essa paz, mesmo quase tendo morrido, será que ele é louco ou que eu sou cägão demais?"
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Atualizado até capítulo 110
Comments
Rosana Ramos
Início impressionante
2024-10-23
0
Paula Mendes
Uau , pelo visto vou amar esse livro
Já gostei muito do início
2024-05-03
2
Regiane Pimenta
Esse supremo que é doido vai deixar de boa o filho ficar sendo queimado
2024-04-13
0