"A minha vontade era de matar qualquer um que passasse na minha frente, porém o supremo alfa me ameaçou... Acredito que se eu matar alguém, vou perder o meu cargo de alfa" Desde a conversa que tive com o meu pai, meus pensamentos não param, "Ele deve está completamente louco, para que casar? Pra que formar uma família? Somos lobos. É tão comum um lobo não ter uma família" Suspiro arduamente, vejo os capangas do meu pai passando com as minhas malas e as do Thomaz, me levanto da cadeira que eu estava e passo pelo meu pai sem olhá-lo.
— Isso é pro seu bem meu filho, um dia irá entender — Soou atrás de mim
Ignorei-o completamente e evitei olhar pra trás, mas só de ouvir ele, os meus olhos ficaram vermelhos de fúria "Pro meu bem? Desde quando me obrigar a casar é pro meu bem?" Sinto uma mão no meu ombro, retiro a mesma apenas com um movimento, "não quero que me toquem, não quero nada." Entro no carro e Thomaz faz o mesmo, "ele é muito paciente, chega até me impressionar como uma pessoa consegue manter a calma a todo o momento, em todos esses anos que eu conheço ele, nunca vi ele surtar."
— É só deixar acontecer irmão, uma hora vai fluir. — Thomaz tentou tirar a minha tensão.
— Deixar fluir oque? A minha vontade de matar? A minha fúria? A minha impaciência? Tem certeza que estamos falando a mesma língua Thomaz? —
— Deixa de ser cabeça dura Henry, é óbvio que não estou falando disso. — Thomaz da uma pausa — O que eu quero dizer é... — ele vira um pouco o corpo para me olhar — Só tenta se divertir, não foca em casar, sei que não quer perder o seu cargo, mas aposto que você focando em se divertir vai achar alguém com a mesma vibe que a sua — Explicou-me
— Oque vou fazer no meu tempo livre? Eu gosto de me transformar e caçar e aqui não vou poder fazer isso. —
Respiro fundo tentando controlar novamente a minha raiva, sem sucesso, pego a bombinha de asma e uso, sinto a minha respiração voltar ao normal.
— Fora que vou virar um dependente de remedio, isso é vida pra você? Pois pra mim não é. — Eu estava bem püto
— É só até você se controlar melhor, depois você para de usar — Thomaz explicou na maior tranquilidade do mundo.
Após algumas horas chegamos em Los Angeles "até que a cidade é bonita" Ao chegar em nossa casa, fico totalmente impressionado com tamanha perfeição, "essa casa parece coisa de filme, tem um portão imenso e um quintal maior ainda, fora que a ela parecia ter uns três andares" Desço do carro observando a vista, "essa casa é bem isolada de tudo, o que é bom pra mim, até que o desgraçado do meu pai pensou em tudo, ele me conhece muito bem, sabe como sou."
— Acredito que vamos ter que comprar uma lente de contato para você, os seus olhos vão mudando de cor conforme as suas emoções, nunca havia reparado nisso — Thomaz comenta — Os seus olhos estão fixos no azul, na alcatéia eles ficam sempre na cor vermelha.
— Oque significa azul? —
— Contemplação, paz, paciência... Bom acredito que paciência é o mais difícil, talvez esteja dessa cor devido a sua admiração pela casa. — Explicou-me
— É, pode ser isso. — Respondo seco — Melhor eu arrumar uma lente mesmo, de preferência na cor castanha que é uma cor escura, ela vai deixar bem discreta as mudanças na coloração — Aceitei a ideia sem exitar, não posso falhar.
Ao entrar na casa, percebo ser um ambiente bem moderno, não havia coisas velhas como a que eu morava, nessa casa só tem coisas novas, oque torna o ambiente mais agradável, ainda estou estranhando um pouco, pois todas que morei tinha uma decoração mais antiga.
Após explorar a casa toda, me sinto completamente cansado, "a minha forma humana é muito mais fraca, não aguenta muita coisa."
"Estou com fome!" Uso meus instintos para farejar algo pra comer, ao sentir um cheiro vindo da cozinha, caminho até a mesma, ao chegar lá abro a geladeira, ao ver uma peça de carne bem sangrenta, dou um sorriso, Otto ficou sedento com aquilo, pego a peça e apoio sobre a mesa, logo percebo ela sumir da minha frente, ao levantar o rosto vejo Thomaz segurando a peça nas suas mãos, olho-o com fúria.
— Vai ter que comer igual gente normal, vamos fritar a carne para você ir perdendo esses seus costumes canibais — Thomaz
— Tá de sacanagem né? Não tem ninguém aqui, Thomaz. — Falo bravo
— Não estou — Thomaz — Temos que começar as mudanças em você, se não isso não vai dar certo, vai colaborar? — Thomaz
Bufo e me sento no banco em frente o balcão, Otto estava revoltado e isso me afetava demais, "sei que a minha forma humana não precisa e nem aguenta essa quantidade de carne, mas Otto infelizmente me controla e isso está acabando comigo aos pouco" Sinto o cheio da carne frita, oque me fez salivar.
Observo Thomaz me servir e me entregar os talheres, "eu geralmente me alimento na forma lupina, não na humana... Então acredito que as minhas regras de etiqueta estão horríveis" Seguro o garfo com um pouco de dificuldade e corto um pedaço de carne, logo levo até a minha boca, ao morder a carne, sinto o líquido morno na mesma preencher a minha boca de uma forma incrível, a cada mordida que eu dava era um "orgasmo" para mim, fecho os olhos, saboreando cada parte daquele bife maravilhoso "Que manjar dos deuses é esse? Nunca comi uma coisa tão gostosa".
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Atualizado até capítulo 110
Comments
Rute Luiza
inesperado esse começo.
2024-01-14
2
Fátima Alfiery
totalmente diferente das histórias de lobos que conheço
2023-11-10
8
Luciana PCruz
isso é meio primitivo rs
2023-10-22
2