Marija colocou as mãos no rosto, despertando, mas ao mesmo tempo desejando não ter acordado. Vincenzo se levanta e após diz:
— Precisamos pegar a estrada, ragazza. Durma no carro.
— Você tira todas as minhas energias e agora quer que eu me levante? Não, eu quero dormir o dia todo.
Ela diz, se virando na cama.
Vicenzo revira os olhos e após vai até o fogão e esquenta um pouco de água, após diz:
— Acorde mocinha, vamos nos arrumar pra pegar a estrada, hum?
Ela se vira e olha para ele, após diz:
— Duas perguntas: Por que a pressa se ontem não estava com tanta? E por que ainda está nu?
Ele sorri e olha para baixo, após diz:
— Tem que se acostumar, eu gosto de ficar nu dentro de casa. — ela arregala os olhos, impressionada, após grita:
— Aqui não é a sua casa, vá se vestir!
Ele morde o lábio inferior e após diz:
— E nem é a sua e você está peladinha aí. Preguiçosa!
Após dizer ele vai até a cama e a pega, tirando-a de lá.
Ela se debate, tentando se soltar, mas ele a carrega, prendendo-a entre seus braços fortes, enquanto sorri.
Ele a leva para fora e a coloca no chão.
Marija começa a tentar proteger a sua nudez com as mãos, enquanto olha para os lados, desconfiada, dizendo:
— O que está fazendo, puttano? Alguém pode me ver!
Ele sai da cabana carregando o caldeirão e diz:
— Ninguém vai aparecer aqui e você precisa tomar um banhozinho, hein porquinha? Quero sua bücetinha bem cheirosa para mais tarde!
— Idiota! — Ela grita e joga um graveto nele e ele desvia sorrindo.
Vicenzo havia esquentado um pouco de água para ela tomar banho, enquanto ele tomou com a água fria da mangueira, mesmo.
Após se arrumarem, ela colocaram as coisas que tiraram de volta a caminhonete e pegaram a estrada.
Como Marija não parecia muito atenta, dessa vez Vicenzo foi na direção.
Ele entregou a ela o seu celular e disse:
— Veja aí quanto falta para chegarmos na próxima cidade.
Na guerra, os sinais de celular haviam sido cortados, por isso eles estavam sem comunicação. Porém, como o GPS é uma localização por satélite, eles ainda conseguiam usar o celular para se guiarem.
— Em um dia talvez. — ela diz, olhando o mapa.
— Certo… Acho que dá tempo.
— Tempo de quê? — ela pergunta, desconfiada.
— De talvez conseguirmos uma farmácia aberta. Fizemos na pele, ragazza. Se não formos na farmácia talvez daqui a nove meses você coloque um pequeno Vicenzo no mundo.
— O quê?! — ela diz assustada, enquanto ele não parecia assustado, apenas sorria, tranquilamente. — Você fez isso, sabendo do risco?
— Você também fez, hum? — ele olha para ela, levantando as sobrancelhas — Não vai me dizer que não sabe o que acontece quando um homem e uma mulher transam?
— Ah, maledetto! — ela diz se derretendo na poltrona — Por que você me fez perder a cabeça assim? — ela estava se sentindo culpada por ter ficado com tësão e esquecido totalmente os riscos.
Vicenzo pegou em seu queixo, apertou e disse sorrindo:
— Eu também perdi a cabeça com você, hum? Estava tão bom que não consegui gözar fora. Enfim, não vamos lamentar, vamos logo achar essa farmácia.
Assim que ele disse isso, de repente começou a se ouvir um barulho vindo do motor.
— Não, não! — Marija se desespera. — Ô caminhonetezinha, não nos deixe na mão agora!
— Calma ragazza, não deve ser nada. — Vicenzo diz, a tranquilizando. — Tem um posto de gasolina logo a frente. Vamos parar e dar uma olhada.
Eles param no posto abandonado e abrem o capô do carro.
Vicenzo examina, enquanto pede Marija para ligar o motor. Após algum tempo, descobre o que estava havendo.
— Estamos um pouco födidos, ragazza. A correia dentada arrebentou.
— O quê?! — ela diz assustada — E agora?? O que vamos fazer, puttano!? Estamos longe de casa e também longe da próxima cidade.
— Bem, eu pensei em uma coisa. — ele diz, se aproximando — Acho que você pode ficar aqui e eu posso ir andando até a próxima cidade, para conseguir ajuda.
— Não, não! — ela avança para cima dele e abraça a sua cintura — Não me deixe sozinha aqui! E se acontecer alguma coisa e você não voltar?
— Tome. — ele diz, colocando sua pistola na mão dela. — Está carregada e eu vi como pegou na espingarda, então sabe mais ou menos como atirar. Se alguém aparecer, descarregue o pente todo. Não precisa mirar em nenhum lugar específico, só atire contra a pessoa e só solte o dedo do gatilho quando não tiver mais balas. Após, corra.
— Não! Eu não quero! — ela empurra a arma de volta para ele — Vicenzo, nós combinamos de nunca nos separarmos, lembra. Não me deixe aqui.
Ela olha profundamente em seus olhos, com seus olhos grandes e intensos, hipnotizando Vicenzo.
Ele passa os dedos por trás de sua orelha, tirando as mechas de seu rosto e diz:
— Você acabou de me chamar de Vicenzo. — ele dá um leve sorriso que a contagia.
Ela pula, abraçando o seu pescoço. Ele segura em sua cintura, a erguendo e eles se beijam.
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Atualizado até capítulo 73
Comments
Maria Pinheiro
Ela está certa em ter medo no geral o mundo é um lygar perigoso para as mulheres mas quando se está em uma guerra parece que todos perdem a razão viram animais e para uma garota tão jovem como ela ficar sozinha é realmente um grande risco .
2024-11-15
1
Arlete Fernandes
É perigoso ela ficar sozinha!
2024-11-09
0
karvalho Heloiza😍
eitaaaaaaaaaaaaaa
2024-10-31
0