— Uma fazendeirinha de presente. O que mais eu poderia pedir? — o homem diz com um sorriso no rosto que lhe enojava.
— Q.. Quem é v… você? — ela diz gaguejando e tremendo de medo.
— Sou o novo dono desse lugar. — ele diz dando passos para frente, enquanto ela dava passos para trás.
— Tire a roupa, hum? — o homem diz, gesticulando com a arma — Quero ver você peladinha.
Marija bate no balcão da pia e quando olha, avista o faqueiro. Ela pega uma faca de cozinha e segura firmemente com as duas mãos, apontando para frente.
— Vá embora daqui! — ela grita, tentando o afugentar. O homem sorri, debochando da sua coragem.
— Larga essa faquinha, anjinho. Você pode acabar se machucando muito feio. Melhor se entregar por bem, vai ser melhor para você.
— Não! Vai embora daqui ou eu vou te estripar como um porco! — ela grita e continua segurando a faca, o enfrentando.
— Você é fraca, ragazza. Não é páreo para ele.
Os dois ouvem uma voz vindo da porta interna da cozinha e olham juntos na direção.
Vicenzo estava lá, pálido, segurando na parede para não cair, mas sustentando a sua feição que exalava perigo.
O homem observa as suas roupas e reconhece o uniforme que ele ainda usava. Ele sorri e aponta a arma para Vicenzo.
— Que sorte a minha, encontrei comida, água, uma gazelinha para me esquentar a noite e um porco russo.
Marija vê o homem apontando a arma para Vicenzo e corre em direção a ele. Ela se coloca na frente dele o protegendo e ainda segurando a faca firmemente.
— Saia da frente, piranha! — o homem grita — Esse porco russo é muito mais valioso que você. Tenho certeza que vai me render uma boa recompensa. Não pense que pode me agradar somente viva. Eu posso comer o seu cü até o seu corpo apodrecer e não me servir mais!
— Tente a sorte! — ela grita. Marija não era páreo para ele, mas ela era do tipo que cairia lutando.
— Me dê essa faca, ragazza. — Vicenzo diz baixo, atrás dela.
— Não, eu não vou me entregar. — ela diz não desviando o olhar para o invasor.
— Me dê essa faca logo, ragazza! — ele diz aumentando o tom, autoritariamente.
— Não! — ela grita mais alto.
— Você é fraca, puttana! Me dê logo a mërda da faca! — ele grita, fazendo seu corpo tremer com o tom grave da sua voz.
— Para de me chamar de puttana! — ela grita, se vira para ele e empurra bruscamente o cabo na faca na mão dele. Quando se vira de volta, o invasor não estava de pé, ele estava no chão agonizando com a faca de cozinha cravada em seu olho.
Nesse momento, ela desconfia do tipo de homem que colocou dentro de sua casa. Mesmo gravemente ferido ele foi capaz de acertar o olho do invasor com uma faca velha de cozinha.
— Pegue a arma da mão dele, puttana! — ele diz a provocando.
Ela rosna, mas o obedece. Pega a arma da mão do invasor que estava estrebuchando no chão e entrega para Vicenzo.
Ele verifica o tambor e diz:
— Ótimo! Agora temos mais uma arma, para o caso de emergência.
Após ele dizer, Marija olha para o seu curativo e percebe que ele estava sangrando.
— Merda! Por que não me avisou que a ferida abriu! — ela grita, preocupada, já tocando curativo.
Ele não diz nada e ela retira o curativo e percebe que estava começando a infeccionar.
— Você está com essas roupas e sujo desde ontem. É claro que vai infeccionar! — ela diz, como uma enfermeira dando bronca no paciente.
— O que eu posso fazer, se a dona da casa não me levou ao banheiro? E eu cheguei aqui quase morto, querida. Não sabia nem se iria acordar essa manhã, pensar em tomar banho foi a última coisa que passou por minha cabeça.
— Tá, vou te levar para o banheiro. — ela toma a frente e ele vai a acompanhando, se apoiando nas paredes.
— Sabe que vai ter que me ajudar, não é? — ele diz e ela se vira para trás, o encarando — Eu posso não conseguir ficar de pé no banheiro, ragazza. Essa é a triste verdade, estou fraquinho.
Ela rosna e depois grita:
— Ta! Eu vou te dar banho! Meu Deus, porque eu não continuei dirigindo para casa e ignorando o monte de bosta de vaca que estava no meu caminho? Por que?! — ela olha para cima, levantando as mãos.
Vicenzo sorri, se divertindo com o sofrimento dela e após diz, para piorar:
— Eu tenho que te avisar uma coisa, antes de você tirar a minha roupa. Eu tenho um problema muito grande.
— O quê? — ela diz preocupada — Você tem vergonha de ficar nu? Olha, eu já vi de vários tipos, tá? Já vi de porco, de boi, de cavalo e até de elefante, quando o circo passou por aqui. Nenhum pinto me impressiona. — ela cruza os braços, confiante no que dizia.
Vicenzo sorri e após diz:
— Mas mesmo assim você vai ficar impressionada quando ver a minha “anaconda”. Não saia correndo, tá bom?
Nesse momento Marija percebeu que ele estava fazendo hora com a cara dela.
Ela dá um soco no peito dele e diz:
— Eu te odeio, sabia? Eu te odeio!
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Atualizado até capítulo 73
Comments
Naiara Neta
/Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm//Facepalm/
2025-03-17
0
Maria Eduarda
que hilário
2025-02-22
0
claudia da silva
Kkkkkkkkkkkkķ
2024-11-21
0