Marija chega ao banheiro com Vicenzo e ele, ainda se apoiando nas paredes entra no box.
Fica um suspense entre os dois, ela parada, olhando para ele e ele esperando que ela entrasse também. Ela nunca se imaginou nessa situação, tendo que dar banho em um marmanjo.
Mas, apesar de ser marrenta, ela tinha um coração mole e esperava que ele se recuperasse.
Então tomou coragem e entrou no box, junto com ele. Ela desabotoou a sua camisa, que estava imunda, suja de sangue e lama.
Ele exalava um cheiro forte de suor, sangue e testosterona.
A sua mão tremia, enquanto o físico dele se revelava. Algo que ela já tinha visto um pouquinho, quando ele estava desacordado no chão. Mas agora era diferente, o homem estava ali, acordado e apesar de ferido e fraco e com o corpo encurvado, o seu tamanho conseguia a cobrir por completo.
Ela retira a camisa e observa o seu peitoral robusto. Ela toca delicadamente a ferida, evitando tocar em qualquer outra parte, pensando que isso poderia despertar pensamentos os quais queria evitar.
Marija desce os olhos, passando pelas lombadas de seu abdômen definido e seus olhos chegam até o botão da braguilha. Ela engole em seco, pois aquela seria uma situação um pouco constrangedora.
Vicenzo observa com cuidado, o seu olhar e cada movimento que fazia. Ela claramente estava envergonhada e suas maçãs chegavam a chorar. Porém, mesmo assim continuava a despi-lo, com o único propósito de ajudá-lo a se recuperar.
Ele observa os seu rosto delicado, seus olhos grandes, a sua testa suando enquanto ela descia a sua calça.
Ele já passou por situações assim, inúmeras vezes. Mulheres lhe despindo, em busca de um prazer momentâneo. Mas aquela situação era tão diferente que ele nunca se imaginou estar.
Uma garota ali, o despindo para o ajudar.
Após terminar de retirar a calça dele, ela se levanta e encontra o seu olhar. Percebe que ele a olhava com um olhar penetrante. Ele estava sério e concentrado nela. Não existia nenhum traço em suas feições de que estava zombando ou com raiva.
O ar em volta ficou denso e difícil de respirar, a temperatura aumentou alguns graus e ela respira fundo e balança rapidamente a cabeça em negativa. Após diz:
— Você pode tomar banho assim. Eu não preciso tirar a sua cueca.
— Está com medo? Não disse que não tinha medo?
— Eu já matei muitas cobras, esmagando a cabeça delas. Você é que deveria ter medo. Quando vejo uma cobra já me dá vontade de pisar em cima, e esmagar até virar purê.
— Então não vai ter problemas em tirar a minha cueca. Vai saber lidar com ela, se ela resolver dar o bote, não?
— Idiota! — ela grita, mas acaba cedendo. Ela coloca o dedo na borda da cueca, com cuidado para não encostar em "nada", e puxa para baixo. Ela vira a cabeça para o lado e evita olhar.
Ela só olha para frente, quando a cueca já estava em seus calcanhares. Então retira, e se levanta rapidamente para não vacilar o olhar e acabar vendo a tal famigerada “anaconda”.
Ela liga o chuveiro e a água começa a escorrer pelo seu corpo, deixando os cabelos arrepiados. Ela pega o sabonete e passa pelos ombros fortes dele, acariciando os seus músculos no caminho.
Por um tempo ela se esquece de que o homem estava ali, a observando e se perde nas sensações de acariciar a sua pele, sentir seus músculos rígidos, ver as gotículas de água escorrendo pelos sua pele, se prendendo aos seus pêlos. A forma como o seu peitoral largo se contraia com o seu toque. Ela desce mais a mão e alcança o seu abdômen com as lombadas definidas, fazendo sua mão trepidar passando por elas.
Ela alcança a sua costela e…
— Caspida! — ele grita e soca o ladrilho do banheiro, a acordando de seus devaneios e ficando um pouco envergonhada com seus pensamentos.
Com cuidado ela olha para o rosto dele, com medo que só e olhar para o seu rosto ele adivinhasse os seus pensamentos. Viu que ele estava com o rosto enrugado e seu peito subia e descia, demonstrando que estava sentindo muita dor.
Atrapalhada, ela olha para sua mão e percebe que estava ensaboando bem na sua ferida.
— Oh! Me… me desculpe. Não percebi. — ela diz sem graça, após se indireita e diz — Sabe que eu vou ter mesmo que limpar isso, não é? Meu pai sempre me disse que nada como água e sabão para curar uma ferida. —- ela volta a passar a mão ensaboada na ferida, mas dessa vez com cuidado. — Quer saber? Você merece, quem manda ser tão ingrato comigo? Se fosse bonzinho talvez estivesse bem melhor.
— Bonzinho? — ele diz entre dentes, contendo um possível gemido de dor. Aguentando como o homem bruto que era. — Não tenha essa ilusão comigo, ragazza.
Ela pega um pouco de água, fazendo uma concha com a mão e joga na ferida, limpando os vestígios de espuma.
— Como conseguiu se ferir tão feio? — ela pergunta, com curiosidade.
— Granada. Joguei uma granada e um projétil da explosão me atingiu. Foi um puta pedaço de metal, que tive que retirar sozinho. Se não fosse o sangramento, teria dado o fora dessa merda de lugar antes de você aparecer.
Ela fica pensativa e ele se vira de costas. Agora as coisas estavam melhores, pois não corria o risco de ver o que não queria e ele não podia ver que ela estava curtindo acariciar o corpo dele.
Ela ensaboa as suas costas largas, igualmente atraentes. Por um instante, ela para a mão nos ombros dele e pergunta:
— Você teve algo a ver com o atentado ao mercado Municipal? Foi a sua granada que explodiu tudo?
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Atualizado até capítulo 73
Comments
Vilma Decanini
kkkkk ele aindal faz graça
2025-03-27
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Livia Pereira
vixe agora a casa caiu, será ele ou o amigo que explodiu o armazém
2024-11-21
0
Maria Pinheiro
Xi!! se ele duzer que sim perdeu a amiga .
2024-11-15
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