Assim que se ouve os gritos sobre o ataque dos soldados russos, Marija se vê tonta, sem saber o que fazer, com tanta gritaria e pessoas correndo.
As coisas se tornam piores, quando ela olha para um lado vê pessoas quebrando vitrines de estabelecimentos e saqueando lojas. Ela olha para o outro e vê uma mulher pedindo por ajuda, enquanto um homem puxa sua bolsa e após a chuta, para conseguir roubá-la.
Aquele foi o momento de alerta, pois percebeu que era a hora de fugir daquele lugar.
Ela corre e entra na caminhonete. Desesperada, dá a partida, acelerando. Marija passa por pessoas que batem no vidro do carro e algumas até chegam a ficar na frente da caminhonete para impedi-la de passar. Mas ela não desacelera, fazendo-os sair da frente.
Marija dirige em disparada, saindo do raio de onde aconteceu o ataque. Ela alcança a estrada, mas não consegue respirar em paz, pois logo quando se aproxima da base militar, percebe que os militares bloquearam a via.
Pensando rápido, ela dá a ré e manobra voltando. Marija sai da estrada e pega uma estrada alternativa que havia por trás da base. Ela era safa, cresceu naquelas regiões e conhecia bem o lugar.
Ao pegar a estrada de terra, que passava por entre a floresta, finalmente ela desacelera e consegue respirar aliviada.
Mesmo se sentindo segura, olha para trás, verificando se não estava sendo perseguida. Vendo que não havia ninguém, ela solta o ar e volta a olhar para frente. Foi nesse exato momento que um homem se jogou na frente de seu carro.
Marija pisa fundo no freio, assustada. O carro para ha poucos centímetros do corpo do homem.
Ela respira freneticamente, com o coração acelerado.
Os pensamentos em sua cabeça estavam a mil. Ela pondera se deveria ajudar a pessoa que estava jogada no meio da estrada, ou se deveria desviar e continuar a fugir.
Ela olha pela janela e vê a perna da pessoa e percebe que se tratava de um militar, pelo seu uniforme. Ela também vê muito sangue em volta dele e se assusta.
Marija volta a olhar para frente e segura firme no volante, decidindo o que fazer. A sua razão lhe dizia para dar o fora dali o mais rápido possível, mas seu coração lhe dizia que havia alguém na sua frente, precisando de ajuda.
Ela respira fundo, tomando coragem e acaba saindo do carro. Vê jogado no chão o homem de um metro e noventa, ensanguentado e com os olhos fechados.
Isso lhe dá mais coragem, pois pensou que naquele estado ele não poderia fazer nada contra ela, caso fosse alguém ruim.
Ela se ajoelha ao lado do corpo e observa o seu rosto. Ele tinha feições de um homem sensual, parecia um galã de uma novela popular. Uma aparência que ela nunca havia visto nenhum homem ter, por aquelas regiões.
Ela pega em seu queixo e vira o seu rosto de um lado para o outro, o examinando. Pensa que era uma pena um homem tão atraente estar morrendo naquele momento.
— Ei? Você está acordado? — ela pergunta e não obtém resposta.
Marija pega no peito dele, sentindo a rigidez de seus músculos por baixo do uniforme, ela abre a boca e desabotoa alguns botões e observa de relance o seu peitoral musculoso. Nunca havia visto pessoalmente um homem assim, com aquele físico.
Ela se sente culpada e volta a fechar os botões de sua camisa e foi nesse exato momento que observa o emblema do exército russo.
Ela se assusta e tenta se afastar, mas nesse exato momento o homem agarra a sua mão, não a deixando fugir.
— Eu preciso de ajuda, maledetta! Se aproveita do meu corpo e quer fugir, é isso?!
Marija puxa seu braço, bruscamente e corre de volta para a caminhonete.
Ela liga o carro, dá a ré e desvia do corpo do soldado e continua a dirigir pelo seu caminho.
Mais uma vez a sua razão lhe dizia para continuar a fuga e mais uma vez o seu coração dizia que era errado abandonar alguém que estivesse morrendo, mesmo que fosse um filho da puta de uma soldado russo desbocado.
Esse pensamento a faz parar o carro e decidir voltar, ela pensou que qualquer coisa, tinha uma espingarda do seu pai na fazenda, a qual ela podia usar para se defender.
Marija para a caminhonete a uma distância segura, o soldado ainda estava no mesmo lugar. Ela sai da caminhonete e pega uma pé de cabra que havia no porta-luvas do veículo.
Tomando coragem, volta a se aproximar do soldado. Ele parecia não estar respirando e estava imóvel.
— Ei! Eu vou te ajudar, mas não se atreva a tentar me machucar, hein? — ela grita e ele não se move — Olha, eu tenho um pé de cabra aqui e posso usar para me defender. — ele continua imóvel — Ei cara! Você está vivo?
Ela pergunta olhando para ele, intrigada.
— Ei! — ela dá um chute na costela dele tentando o acordar.
Nesse exato momento ele grita:
— Aaaa! Caspita! Maledetta! Ao invés de me ajudar você quer me föder?? Usa o pé de cabra, putana!
Marija se assusta com os gritos e percebe que ele voltou a sangrar. Ela se sente culpada por ter o chutado bem onde se localizava a sua ferida.
— Cale a boca! Eu vou te ajudar, idiota! Olha, não estamos tão longe da base militar e tenho certeza que os soldados estão atrás de você! Então cale essa boca!
Vicenzo rosna, morrendo de dor. Marija tinha razão, ele ainda estava em perigo.
Ela vai até a caminhonete e pega um carrinho de mão, ao qual seu pai utilizava para transportar os sacos de grãos, e para ao lado dele.
— Agora você vai ter que se virar para subir ai, cara. Eu não vou aguentar te mover um centímetro sequer. Você é muito... — ela engole em seco — você é grande demais!
Marija cruza os braços, impaciente e fica olhando para o lado, evitando ter contato visual com ele.
— Imprestável! — ele tenta se levantar, mas acaba caindo, percebeu que estava muito fraco, pois perdeu muito sangue.
— Maledetta! — ele a xinga novamente.
— Olha aqui! O que significa maledetta? Está me xingando, seu porco russo? Eu vou te deixar aqui pra morrer desgraçado! — ela não aguenta mais ouvir as provocações dele.
— Estou dizendo que você é uma inútil, putana!
— Aaaah! Eu vou embora! Se vira e morra sozinho!
— Volte aqui, desgraçada! Se não me salvar, quando os soldados ucranianos me encontrarem vou dizer que você é uma espiã! Que me deu informações em troca de um pouco de pörrä! Eu vou me födër, mas você vai junto, maledetta!
— Você não faria isso?! — ela se vira, rangendo os dentes de raiva.
Ele sorri com deboche. Era o sorriso mais canalha que ela já viu na vida e em contrapartida, era o sorriso que a fez ter por um breve momento, fantasias quentes com ele.
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Atualizado até capítulo 73
Comments
Iracy de Lima
ela e eles são lindos são lindos os dois Tomara que seja um pelo outro que ela ajude ele a sair dali espero que dê tudo certo eu estou gostando da história mas parece que é muito agressiva né Mas vamos lá vamos lá eu espero que ela ajuda ele e ele não passa mal nenhum para ela né obrigado
2024-12-24
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Maria Pinheiro
Nossa pra quem está precisando de ajuda ele tá bem agressivo , mas já já essa marra passa .
2024-11-15
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Arlete Fernandes
E pior que conquista todas aff!
2024-11-08
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