Vincenzo observa as fotografias e após pergunta:
— Onde ela está?
— Minha mama se foi quando eu era pequena. Tenho só algumas lembranças dela, mas eu sei que me amava… — Marija fica pensativa por alguns segundos e após, pergunta — Eu posso te contar uma coisa esquisita sobre a minha mãe?
Vicenzo olha em seu rosto, lhe dando total atenção e acena em positivo.
— Ela me salvou, naquele dia da bomba.
Vincenzo levanta uma sobrancelha, com uma expressão duvidosa.
Marija empurra ele e continua:
— É verdade, puttano! Antes da bomba explodir eu estava em frente ao mercado, iria acabar me ferindo ou morrendo também. Mas eu vi minha mãe do outro lado da rua e resolvi ir atrás. E não era uma pessoa parecida, era ela! Ela entrou em um beco e quando cheguei lá, não tinha ninguém.
Vicenzo solta um riso abafado e após diz:
— Fantasmas não existem, piccolina.
— Eu estou falando verdade. Não estou vivinha da silva aqui?
Ele a pega e a puxa para o seu colo, após lhe diz:
— Você é sempre assim, impetuosa? Qualquer um que visse um fantasma iria sair correndo para longe, hum? — ela dá de ombros e ele muda a expressão e continua — Falando nisso, você nunca me disse especificamente como seu pai morreu. Ele estava lá, dentro do mercado?
Marija abaixa a cabeça, mudando para um humor um pouco melancólico e diz:
— Aquele era o dia de vender os grãos. Ele estava lá negociando.
Vicenzo por impulso, dá um beijo em seu rosto. Ela fica surpresa e ele também fica. Não se lembrava de ter demonstrado carinho por outra mulher que não fosse sua mãe.
Marija reage e abraça o pescoço dele, após, encosta a cabeça em seu peito, ouvindo os batimentos de seu coração.
— Desde que mamãe morreu, papai sempre cuidou de mim sozinho, puttano. Ele era um homem calado e não sabia demonstrar sentimentos com carinho, mas demonstrava se preocupando comigo e cuidando. Eu fico triste em saber que não pude dar um último abraço nele.
As lágrimas dela molham a camisa de Vicenzo, finalmente ela estava desabafando. Ele continua em silêncio esperando que continuasse.
— O que vai ser de mim agora? Eu não tenho pais, não tenho a fazenda e nem para onde ir…
Vicenzo ficou ouvindo aquelas palavras e uma revolta cresceu em seu peito. Ele tinha uma família grande e amorosa e sabia bem como era importante o amor da família e o sentimento de pertencimento a um lar.
Marija perdeu tudo isso e ele sabia quem era o culpado. Ele começou a relembrar o rosto do soldado que estava com ele, que provavelmente foi quem implantou a bomba no mercado. A bomba que deveria ter sido implantada na base militar.
O desgraçado implantou a bomba em um lugar cheio de inocentes, para criar uma distração e fugir tranquilo. No meio desses Inocentes estava o pai de Marija.
— Puttano, eu não consigo respirar! — Marija grita, reclamando, e só nesse momento ele percebeu que estava a apertando em seus braços.
Ele afrouxa o abraço e pergunta:
— O que você pensa da Itália?
— Eu não sei… — ela diz, pensativa. — O que tem de bom lá?
— Eu. — ele responde, sorrindo e ela dá um soco no peito dele, também sorrindo.
— A comida é muito boa. — ele continua — Tem muitos monumentos históricos e é o berço de grandes artistas. Os italianos são festeiros, um povo caloroso, é um bom lugar para se morar.
Ela sorri e diz:
— Você tem sorte de ter nascido lá, puttano!
— Eu não nasci na Itália, mas fui criado lá… enfim, está frio e está na hora de uma piccolina dormir.
Ele diz e dá leves tapinhas na bunda dela.
— Eu não estou com sono. — ela reclama.
— Quer brincar um pouco no parquinho? — ele diz, dando um sorriso safado.
— Eu não quero outra vez, já te disse!
Ela se levanta do colo dele, deita na cama, se enfia embaixo do cobertor e se vira de costas.
Vincenzo da un leve sorriso, após arranca a camisa e a calça e se deita também e puxa o cobertor.
A cama era bem pequena, então só dava para eles dormirem colados um no outro, já que Vicenzo era um homem grande.
Ela o sente encostar, arregala os olhos e se vira em direção a ele.
— O que está fazendo?!
— Me deitando para dormir, ragazza.
Ele diz, com o rosto quase encostando no dela.
— Mas, mas… — ela percebe que virando de frente as coisas ficavam piores. Ela estava muito perto dele e a cada movimento que fazia, encostava em um pedaço de pele desnudo. — Por… por que tirou a roupa? Está frio, maledetto!
Ele dá um sorriso de lado, pega na mão dela e a força a pegar em seu peito.
— Sente? Eu sou um homem quente. Sinto muito calor a noite.
Ela chega a revirar os olhos, sentindo os músculos dele sob suas mãos.
Ela respira desanimada, porque já não tinha mais forças para lutar. Um movimento que ele fizesse já não teria forças para resistir.
— Por que está fazendo isso? — ela pergunta, juntando a sobrancelha e involuntariamente apertando o peito dele — Com esse… — ela engole em seco — A sua anacon… — Ela estava constrangida e com tesão ao mesmo tempo, enquanto ele mesmo guiava a sua mão, acariciando o seu corpo — A gente não devia fazer isso toda hora…
Ele sorri, entendendo o medo dela.
— Está com medo de ficar larguinha? — ele diz, mordendo o lábio inferior e ela arregala os olhos. Ele pega com força em sua coxa, apertando e puxando a sua perna para cima dele.
— Deveria ter medo de nenhum päü depois do meu, conseguir te satisfazer.
Ele pega em sua bunda, a puxando contra ele e a faz sentir algo duro, sendo pressionado contra ela.
Ele aproxima o nariz de seu pescoço e passa, sentindo o seu cheiro delicado e sussurra em seu ouvido:
— Você não vai ficar larguinha, mas vai ficar viciada na minha "pica".
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Atualizado até capítulo 73
Comments
Jacque gil
quer brincar no parquinho foi bom 😅
2024-12-30
0
Maria Pinheiro
Ele é terrível. 😂😂😂
2024-11-15
0
Arlete Fernandes
Ele é cafajeste nas é honesto kkkk e já está de quatro por ela! Kkkkkk
2024-11-09
0