A garrafa de whisky

Pensei em mil possibilidades, qualquer um dos funcionários poderia ter sido comprado. Assim como a avó dele alertou. Ela mesmo comprou um deles, parece que sem dificuldade. Com um número grande de funcionários, o vínculo de Eduardo e eles são pequenos. Sem contar que ele mal está em casa.

— Acho que é uma funcionária antiga dele, deixa eu lembrar o nome. É Ed...sei lá. Ed... alguma coisa. E outro era um segurança — Patrícia era boa em contar situações, mas péssima em lembra de nomes.

— Ednalva? — Não pode ser. Ela parecia uma funcionária perfeita. Se preocupava com Eduardo e cuidava para que nenhuma funcionária cruzasse a linha. Será que o segurança fez isso? Não, ele não deve ter acesso a cozinha. Deve ser o informante da avó. Já Ednalva tem acesso a toda a casa.

— Meninas, tudo pronto. Subam. — André gritou. Fábio e Eduardo estavam próximo ao avião. Parecendo discutir algo importante.

— Então, vamos? — Patrícia nos chamou sorrindo.

— Me pergunto porque tanto sorriso em uma situação como essa. Fomos drogados, casamos sem ter ideia, estamos ilegalmente em um país. E você está aí, sorrindo de um lado para o outro. — Denise estava bastante irritada com a situação toda. Não era apenas com o Fábio. Denise era organizada. Tudo em sua vida era planejado. Algo assim deve está afetando bastante ela.

— Primeiro, ficar irritada e arrumando com todos não vai mudar o fato que aconteceu e pronto. Segundo, fiz sexo ontem de noite, estou bastante leve. Não vou me estressar com algo que posso resolver. Estamos todas bem. O bebê está bem. Vamos voltar para casa. Pedir anulação e pronto. Você que está no modo destruição por nada. — Patrícia disse enquanto andavamos em direção do jato.

— Sério? Tu acha simples assim. Você sabe que uma jornalista drogada aí postou em todos os canais de notícias nosso vídeo de casamento? Vamos anular? Centenas de pessoas viram aquele vídeo. Assim que nos separarmos dele, todos vão dizer que não conseguimos segurar um homem nem por alguns dias. Vamos ficar conhecidas. Você não pensa nas consequências? — Denise sempre com sua tapa de realidade.

— Se eu for viver me preocupando com o que os outros acham. Com a expectativa do outro. E dentro do acredita que é certo. Vou acabar deixando de viver. Pago terapia para não enlouquecer com a loucura dos outros. Irei anular o casamento e pronto. Vida normal, Denise. Para de pensar demais. Vai acabar queimando os neurônios que tu já não tem muito. — Patrícia respondeu totalmente despreocupada. Patrícia e Denise eram opostas. Enquanto uma era presa na realidade. A outra era solta, vivendo casa dia de uma vez.

— Vamos deixar para ter essa DR de vocês em casa? Não sei se perceberam, mas todo mundo quer ir embora. Vocês estão atrasando todos. E nada que sair desse papo vai contribuir para melhorar a situação. Podemos ir? Eu estou grávida. Cansada. Com fome. Além disso, algo me diz que haverá um caos me esperando quando eu chegar. Então, podem me dar uns minutos de paz? — Falei antes de subir. Eu realmente estava me sentindo exausta. E toda aquela briga estava deixando ainda mais cansada.

— Você está bem? — Eduardo perguntou levantando meu queixo, fazendo meus olhos encontrarem os dele.

— Acho que estou com a pressão baixa. Não sei. Talvez eu precise de comida. — Eu sentia minhas mãos geladas. Minha língua estranha. Os pensamentos um pouco nublados.

— Senta aqui um pouco. Vou te arrumar comida. — Eduardo apontou para a cadeira, me sentei. Ele me cobriu com o lençol. — Volto já.

Não demorou muito. Eduardo voltou com um sanduíche e salada de frutas. Sentou do meu lado e me ofereceu.

— Obrigada. — Respondi antes de atacar a comida. Eu estava realmente com muita fome.

Enquanto eu comia, notei que aquelas duas tinham ido mais para trás do avião. Patrícia ia sentar ao lado de André, mas Denise puxou para que a prima sentasse ao lado dela. Acho que ela está com medo de interagir com Fábio e no que isso pode dar, não vou mentir que ela tem problemas com relacionamento.

O avião decolocou. Eu já tinha comido tudo que Eduardo havia me dado. Estava tão gostoso o temperatura, o lençol. Nem notei que havia caído no sono. Quando acordei, estava deitada nos braços de Eduardo. Toda encolhida e enrolada. Ele havia inclinado a cadeira que estava, deixando ela como uma cama. Eduardo dormia tão bem. Tão calmo. Eu voltei a me aninhar nele. Era confortável depois de tudo está naquele abraço.

Voltei a acordar quando o piloto pediu para colocarmos os cintos. Eduardo que me acordou. Me chamou, colocou minha pessoa na cadeira ao lado, antes de te reorganizar a cadeira e colocar o cinto. Eu estava com um pouco de dificuldade de colocar o meu.

— Eu te ajudo. — Eduardo disse bocejando, mas colocando meu cinto sem esperar resposta.

— Obrigada. — Eu disse.

— Sabrina, vamos nos dar bem? Um bom convívio. Sem brigas. Um ajudando o outro como bons amigos? — Eduardo me sugeriu.

— Acho que é uma boa decisão, mas se eu ver uma toalha em cima da cama. Eu não respondo por mim. — Alertei a ele. Que gargalhou com a ideia.

— Anotado. Sem toalhas na cama. — Eduardo brincou.

— Sendo assim, será um prazer ser sua colega de quarto, esposa falsa, sócia e parceira de crime. — Eu brinquei.

— Será um enorme prazer — Eduardo sorria, passava o dedo bem devagar pelo meu rosto. Senti todo meu corpo se arrepiando.

Logo pousamos. Haviam alguns carros parados no aeroporto. Eduardo disse que levaria eu e as meninas em casa. Queria pegar minhas malas para irmos para o apartamento da sua avó.

Quando Eduardo estacionou, senti um pressentimento ruim. Pensei que era da minha cabeça. Apenas desci do carro, mas não demorei muito para entender qual era meu problema. Sentado na escada, agarrado com uma garrafa de whisky estava Levi. Completamente embriagado. Ele sempre foi fraco para bebida. Estava sujo. Com as roupas rasgadas. A mãe dele ia pirar se visse ele desse jeito.

— Meu amor! Você finalmente voltou. Eu estava te esperando. Tentei entrar, mas o segurança parece que não me reconheceu. Me proibiu de subir. Vamos para nossa casa? — Levi falava com a língua pesada, estava vindo em minha direção. Eu estava completamente paralisada. Não sabia como reagir. Eduardo passou para minha frente.

— Acho que minha esposa não vai para lugar algum com você. — Eduardo respondeu.

— Esposa? A Sabrina é minha. Seu bastardo! — Levi correu em nossa direção com a garrafa em mãos. Eduardo me abraçou rapidamente de costas. Só senti a bebida derramando em mim misturada com sangue. O abraço acabou virando um peso sobre meu corpo, Eduardo estava caindo sobre mim. Me dei conta do que aconteceu, olhando para Eduardo totalmente inconsciente nos meus braços.

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Comments

Angela Moreira

Angela Moreira

Esse cretino do Levi está precisando levar uma bela surra pra deixar de ficar atrás de Sabrina este covarde😡🤔

2024-11-18

0

Elba Anunciacao

Elba Anunciacao

Previsível. Bêbado + garrafa= garrafa 🤭

2023-12-14

9

Imaculada Abreu

Imaculada Abreu

nao entendi

2023-09-09

1

Ver todos

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